Média
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O diretor Michel Leclerc manteve a mesma composição bem-sucedida de seu filme anterior, Os Nomes do Amor (Le nom des gens), isto é, ele combina uma crítica aguda do nosso tempo com cenas comicamente impagáveis -- e, em sentido contrário, podemos dizer que ele nos faz rir sem ser boçal ou expôr boçalidades. E por não ser um cômico vulgar, nem um trágico depressivo, ele termina como um tragicômico interessante. Aqui, as boas atuações e o enredo que gira em torno de certas contradições importantes, as pulsões fascistas que perpassam a grande e a pequena mídia -- a corporação e o grupo alternativo --, a violência policial e o vazio afetivo do nosso tempo -- contrastado com a eventualidade feliz dos bons encontros, como na cena em que os membros da TV Pirata vibram ao instalar a antena clandestina que lhes permitiria fazer sua primeira transmissão. Não existem figuras maniqueístas, é posto o retrato da própria humanidade. Enfim, o resultado é uma película leve, despretensiosa e divertida.
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