O Touro Ferdinando
Média
4,3
833 notas

47 Críticas do usuário

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Aline M.
Aline M.

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4,0
Enviada em 19 de março de 2018
Como todo filme de animação, o Touro Ferdinando trás o elemento da superação, mas não só isso. Ele também trás bons personagens, que não se perdem com o passar o filme remetendo a varias problemáticas que devemos enfrentar no nosso processo de aceitação. Muito bom mesmo!
Érica J.
Érica J.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 29 de janeiro de 2018
O filme é lindo e nos apresenta uma lição de vida no que se refere a como tratamos os animais, analisando o filme percebo que os animais são mais sensíveis que nós humanos, veem beleza em tudo e não são interesseiros. Fez refletir também sobre as touradas que acontecem na Espanha e como os touros que participam das touradas são machucados e até mortos. Bela reflexão, dei também muitas risadas com as danças dos touros e dos cavalos chatos.
Geovanna S
Geovanna S

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de abril de 2019
Eu assisti esse filme e é muito bom por que com ele eu aprendi uma lição de vida que eu vou levar para a vida inteira que é " Não se deixe enganar pela aparências por que por fora somos uma coisa mais por dentro somos outra coisa que vale muito mais" eu só espero que lança o touro Ferdinando 2.
Cesar Bonilha
Cesar Bonilha

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2024
Eu gostei muito do filme, filme sensacional divertido excelente filme para os pais assistirem com seus filhos recomendo bastante.....
Nuno Filipe
Nuno Filipe

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de agosto de 2024
Tem partes do filme onde nao se entende como as coisas aconteceram. A rapariga soube o nome do touro sem saber quem ele era...
Sidnei s.
Sidnei s.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2018
Eu recomendo muito bom,e pra família toda, quem ainda não asistiu corra pque vale a pena, eu fui e adorei
Vinicius Monteiro
Vinicius Monteiro

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3,0
Enviada em 28 de maio de 2026
Como transformar um conto clássico de cinco minutos em um longa-metragem sem perder a sua essência? "O Touro Ferdinando" tenta responder a essa pergunta com um misto de encanto visual e decisões narrativas divisivas. Se você já se sentiu pressionado a se encaixar em um molde que não era o seu, essa história sem dúvida ressoará com você, mas será que a execução cinematográfica faz jus à grandeza da mensagem original? Prepare-se para desvendar os altos e baixos dessa animação que diverte, emociona, mas também tropeça na própria ambição de agradar a todos.

Do ponto de vista estético, o filme carrega a inegável e colorida assinatura de Carlos Saldanha. As paisagens da Espanha rural são retratadas com uma paleta de cores quentes e terrosas que contrastam belissimamente com o vermelho vibrante das flores de Ferdinando. O design de personagens é redondinho e amigável, perfeito para o público infantil. No entanto, sinto que a animação, embora competente, não ousa ir além. Quando comparada às texturas hiper-realistas da Pixar ou à estilização inovadora que começava a surgir na mesma época com produções como Homem-Aranha no Aranhaverso, a estética de Ferdinando parece segura e conservadora demais, entregando um visual bonito, porém genérico.

Onde o filme realmente acerta no alvo é na construção do seu protagonista. E aqui, a escalação de John Cena (na voz original) foi uma jogada de mestre. A metalinguagem de ter um lutador profissional musculoso dublando um touro gigante que odeia brigar adiciona uma camada deliciosa à narrativa. Cena entrega uma vulnerabilidade e uma doçura genuínas que nos fazem torcer por Ferdinando desde o primeiro instante. É a jornada dele, tentando manter sua essência gentil em um mundo que exige sua agressividade, que ancora o filme e impede que ele descarrile.

Como sustentar uma leitura infantil tão rápida (o livro original tem pouquíssimas páginas) em uma tela de cinema por quase duas horas? A solução do estúdio — desenvolver o passado do protagonista e adicionar subtramas — tem altos e baixos. O primeiro ato funciona bem ao estabelecer a infância de Ferdinando e criar empatia. Contudo, o segundo ato sofre com uma clara "barriga" narrativa. O ritmo cai bruscamente e o enredo parece patinar, inventando conflitos menores que não agregam à história principal apenas para justificar a duração de um longa-metragem.

Se Ferdinando é o grande acerto, o elenco de apoio adicionado gera o maior atrito da obra. Figuras como a cabra Lupe (cuja voz original de Kate McKinnon beira o exaustivo) e o trio de ouriços dividem drasticamente a opinião. Para mim, eles cruzam a linha do carisma e tornam-se figuras irritantes. Fica a nítida sensação de que foram desenhados em uma prancheta de marketing corporativo com o único propósito de vender brinquedos de pelúcia e gerar spin-offs. Eles sugam um tempo precioso de tela que deveria pertencer exclusivamente aos dilemas internos do touro.

Acompanhando a estrutura da obra, percebo que a direção optou pelo caminho de menor resistência. O roteiro se apoia excessivamente na velha fórmula do "desajustado que prova o seu valor". Para tentar modernizar a trama, a animação abraça um humor físico repetitivo e piadas que quebram a imersão. O ápice dessa preguiça criativa é, inegavelmente, a longa "batalha de dança" entre os touros e os cavalos alemães. É uma cena que causa pura "vergonha alheia", soando como uma tentativa desesperada, datada e sem inspiração do estúdio de fabricar um meme instantâneo para viralizar na internet.

Outro aspecto profundamente mediano e problemático da obra é sua dificuldade de lidar com os temas reais que a sustentam: as touradas e o matadouro. Há um evidente choque de tons. Ao levar os personagens para o abatedouro (a "fábrica de carne"), o filme torna-se subitamente sombrio, quase aterrorizante para crianças menores, criando um clima de tensão pesada. Por outro lado, a crueldade inerente das touradas na arena soa demasiadamente higienizada. Essa hesitação em abraçar a seriedade da mensagem ou suavizá-la de vez faz com que a execução pareça indecisa, sem a profundidade e a maestria emocional que roteiros mais maduros costumam entregar.

"O Touro Ferdinando" é uma experiência mediana que brilha ao transmitir uma mensagem de extremo valor sobre autoaceitação, respeito às diferenças e não-violência, mas que acaba se autossabotando com vícios comerciais, personagens secundários exaustivos e um humor irregular. Mesmo sem a sofisticação e a ousadia das grandes obras-primas da animação contemporânea, a doçura inegável e as boas intenções do seu protagonista conseguem segurar as pontas. É um entretenimento imperfeito, sim, mas com um coração enorme. Por isso, recomendo fortemente que você assista ao filme de peito aberto e tenha a sua própria experiência: mergulhe no pasto florido de Ferdinando e descubra, por si só, se o encanto desta mensagem atemporal compensa os tropeços criativos da arena.
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