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Kamila A.
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816 críticas
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4,0
Enviada em 5 de abril de 2015
O título de “A Outra Terra”, filme dirigido e co-escrito por Mike Cahill, faz referência à descoberta científica de um segundo planeta Terra, um local propício para a vida humana. Este novo planeta se revela uma realidade paralela a que vivemos aqui, portanto existe um outro eu nosso nessa mesma localidade. Um pouco complicado (e, talvez, improvável) de se assimilar, né? Entretanto, a maneira como o filme de Mike Cahill se desenrola deixa tudo muito mais fácil para a gente.
A história segue Rhoda Williams (Brit Marling, também co-autora do roteiro do filme), uma jovem brilhante e inteligente, que vê todo o transcurso da sua vida se modificar quando ela, num acidente de carro, vitima a esposa de um professor (interpretado por William Mapother) e o filho do casal. Uma tragédia como essa deixa marcas profundas em Rhoda e é aqui que entra a ideia da segunda terra. E se você pudesse modificar o que fez? E se o seu outro eu cometeu os mesmos erros que você? Se você pudesse encontrar o seu outro eu o que você diria a ele (a)? Seria o nosso outro eu uma espécie de auto-consciência, de diálogo interno entre nós mesmos?
De uma certa maneira, “A Outra Terra” utiliza a discussão científica para falar sobre algo muito maior e que engloba justamente o desejo de Rhoda de acertar, de ser perdoada pelos seus erros. Porém, o que o filme acaba nos mostrando é que, ao abdicar de si própria em prol do outro e da possibilidade, nem que seja mínima, de reencontro da felicidade de uma terceira pessoa, Rhoda fecha os olhos para aquilo que está diante dela: a segunda chance, a oportunidade de fazer algo diferente e de ter uma vida nova também é dela, para ela aproveitar e ter a chance de seguir em frente, sem qualquer sentimento de culpa e dor.
Bom Filme, vamos deixar claro que não é nada original e nem é o melhor do seu gênero, mas mesmo assim é um filme legal. O roteiro foi bem feito, com uma fotografia muito boa por sinal (eles acertaram em fazer com que a história se passasse num local frio) e uma história interessante. Pode não ser um dos melhores no que ele se propõe a fazer mas mesmo assim é um dos melhores filmes do ano em que foi feito. Em resumo é uma boa diversão!
texto excelente, inteligente e tocante. O desempenho da Brit Marling é muito bom. Só o final que é meio abrupto, em poucas cenas de 5 segundos o a história tem uma reviravolta e termina... meio frustrante.
Surpreendente e muito bem dirigido. Roteiro muito original e uma nova atriz é descoberta. Ritmo pausado, meditativo e pictórico. Recomendo com cinco estrelas. Lamentável a comparação com melancolia, de Lars von Trier. Este simplesmente demonstra uma mentalidade mórbida e nenhuma idéia de como funciona a função cinematográfica. Mike Cahill, ao contrario, mostra ter sensibilidade, criatividade e originalidade.
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