A Outra Terra
Média
3,1
130 notas

31 Críticas do usuário

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Mariano S.
Mariano S.

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3,0
Enviada em 28 de março de 2013
Filme “A Outra Terra” e impasses existenciais

Marling, moça bela e jovem, bem como de futuro promissor por sua inteligência, estudante de astrofísica, estava numa festa bebendo com amigos, de tal modo que foi embora com seu carro e ao dirigir ouviu pelo rádio que astrônomos haviam descoberto um novo planeta, semelhante a Terra, e assim ficou olhando ao céu, enquanto estava ao volante. Assim, na distração acabou por colidir com outro veículo, onde toda uma família estava, e de tal feita vindo a matar os seus ocupantes, menos o pai de família, John, que sobreviveu mas ficou com a vida destruída, morando sozinho e tomando remédios, bem como bebidas alcoólicas, além de estar sem seu emprego. A adolescente foi ara a prisão por 4 anos (isso que é justiça...), e ao sair foi buscada pela família, sendo que estava também com o impasse existencial de não mais estudar e ser astronauta, tendo em seu quarto maquetes de planetas e fotos de telescópios espaciais, bem como envolta no assunto do momento: a “Outra Terra”, que haviam descoberto haver vida, e pessoas idênticas a nós, ou nós mesmos.
Outrossim, em Marling não havia mais a existência feliz, e ela buscava saber quem era o sobrevivente do acidente, procurando antes um emprego, e sendo faxineira, uma vez que não queria contato com as pessoas, queria sim ficar sozinha. Tentou assim se suicidar deitando seu belo corpo e cabelos dourados sobre a pálida neve, sem sucesso, uma vez que foi salva. Ela se via em um impasse existencial porque sua vida não fazia sentido, não tinha mais os amigos, nem o seu sonho de viajar ao espaço, apesar de tentar participar de uma viagem a outra Terra, em um concurso de redação. Isso lembra a minha pessoa, pois a única coisa que ganhei em concursos de redação foram livros, e isso me identificou a personagem. Mas ela tinha em seu trabalho um senhor amigo, parecendo um índio e cego, e disse que ele “se via em todos os lugares”, assim lhe ensinando os saberes de uma outra ótica. Lembra Sartre: “o outro é o inferno” e lembra Nietzsche, onde a massa se torna espécie de “moral de rebanho”, logo não boa ao super homem. E toda hora no filme vem uma voz em off comentando a situação do outro mundo, onde existem outras pessoas iguais a nós, comparando a outro eu que está em nosso interior, com o qual conversamos todo o dia sem perceber.
Mas que outro eu? Pensei de pronto já no Ego de Freud, bem como em alter ego, superego e assim por diante. Esse outro eu sempre está conosco, nos julgando, conversando quando falamos sozinhos, quando pensamos conosco mesmos. Outros eus dentro de nós, mas no mínimo um outro eu, uma outra Terra, onde moramos todos nós, onde temos uma vida paralela, mais feliz, mais próspera, ou pelo menos com outras possibilidades. No filme, esse planeta desponta no céu desfilando o seu azul, a todo o momento despertando as pessoas que querem o conhecer, quando não analisam filosoficamente seu próprio eu, sua ontologia, nesse impasse existencial. Nos leva a pensar na busca da ciência, pelo mundo exterior ao homem, com suas viagens espaciais, e na busca filosófica, que foi dentro do homem, em sua alma.
Mas a moça arrependida foi a casa de John, trabalhar como faxineira e descobre ainda alegria, em meio a tanta decepção e esse drama que vive. Alguns dias são bem estressantes e caóticos, mas no momento que ambos jogam vídeo game e sorriem, eis que corações se revelam mais leves, e que apesar da diferença de idade, e das perdas dele, a música começa a retornar a sua vida, em partitura de maior vitalidade. Nesse passo, após ele mostrar as habilidades de tocar um serrote como se fosse um violino, imitando voz de soprano de ópera, os dois caem em abraços e beijos calorosos e apaixonados, apesar de após o ato de amor, ele falar em ex-esposa e do acidente. A Marling assim vai ao banheiro vomitar, pois fez amor com o homem que ao mesmo tempo arruinou a vida, e pegou seu trem. Por outro lado, antes ela estava também feliz por descobrir que ia viajar a outra Terra, e realizar seu sonho de astronauta. Sua existência se vê novamente questionada e ela oferece o ingresso a John, este briga e quase a mata, ao descobrir que foi ela que ocasionou o acidente, e entre o amor e o ódio, ele opta pela indiferença, apesar de aceitar silenciosamente o ingresso oferecido por ela, treinando e viajando para o outro mundo, onde o tempo está atrasado 4 anos e alguns meses, época anterior a morte de sua esposa e filho, assim podendo os reencontrar.
A Outra Terra guarda um outro Eu e assim temos solucionado ambos os problemas existenciais, o dela, por restaurar seu crime, e o dele, por rever seus familiares. O filme assim reserva alguma lição, apesar de ser meio triste, e um drama legítimo. No final ela encontra seu outro eu, como em um espelho, ao andar próximo a garagem de sua casa, confirmando o que eu disse sobre o alter ego, e a possibilidade existencial que guardamos oculta em nosso inconsciente, e por consequência, a felicidade. Enfim, um outro mundo existe, de qualquer modo.

Mariano Soltys, autor de livro Filmes e Filosofia)
Lorena R
Lorena R

58 seguidores 69 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de abril de 2013
Interessante! Um momento pode mudar uma vida para sempre para o bem e para o mal. A busca por absolvição, paz interior e perdão, principalmente perdoar a si mesmo é o mais difícil, são as mensagens que ficam dessa história.
Cinetrix
Cinetrix

20 seguidores 55 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de setembro de 2013
Muitos dizem que a premissa de “A outra Terra” não condiz com “Melancolia”. Essencialmente são obras distintas, mas apenas se assemelham no cenário de ficção científica (aproximação de um planeta parecido com a Terra), na dor da tragédia e na incerteza. Cada produção tem uma discussão diferente. Enquanto uma traz a melancolia do apocalipse, a outra traz debates sobre o existencialismo.

Na noite da descoberta de um astro que se assemelha com a Terra, a estudante de astrofísica Rhoda Williams (Brit Marling) provoca um acidente automobilístico e mata a família do compositor John Burroughs (William Mapother). Depois de 4 anos presa e de ver que o novo planeta está mais próximo, Rhoda ganha a liberdade, se inscreve em um concurso para visitar a ‘outra Terra’ e tem o objetivo de compensar John de alguma maneira. Ambos vivem sobre a expectativa da aproximação do tal planeta que mudará suas vidas.

Além da aura sci-fi e das semelhanças superficiais para com o longa de Lars Von Trier, citado acima, a ideia de “O confronto”, de James Wong, parece inspirar o enredo de “A outra Terra”, porém longe da pirotecnia e do exagero da fantasia. A concepção de realidades paralelas e a existência de um ‘eu semelhante que promove ações diferentes’ - que remete a teoria do espelho quebrado, que é dita no filme - ligadas por dimensões temporais dão o tom científico aqui.

O drama só tem valor devido aos interessantes elementos da ficção científica na trama, que estão em segundo plano. O desenrolar do ‘pós-tragédia’ é comovente, mas soa convencional em sua essência. Além disso, o longa pode cansar o espectador pelo didatismo (toda a complexidade teórica é bastante esmiuçada), pelo ritmo lento e por ter uma narrativa de traços existencialistas carregados de depressão e compaixão.

O panorama fictício - apresentado de forma branda, mas sempre instigante ao expor suas atraentes discussões - é o que mais chama a atenção. As reflexões surgem, em um primeiro ato, pelas informações e explicações científicas expostas ora por uma narração em off ora pela imprensa, seja por uma TV ou rádio ligados. À medida que a ficção se entranha no drama, o moral do enredo se evidencia em seu segundo ato, o que pode causar estranheza ou emoção diante da complexidade do clímax.

Ainda que o diretor e roteirista Mike Cahill erre a mão em alguns detalhes (na direção pesada em alguns momentos, em alguns furos de roteiro e na condução da câmera em alguns planos e zoons exagerados) e acerta em outros (trabalha bem a fotografia azulada e a trilha sonora na composição da atmosfera do longa), “A outra Terra” funciona como drama, mas talvez fosse ainda melhor como ficção científica. Destaque para Brit Marling, que está em boa performance.
Lucas D.
Lucas D.

14 seguidores 3 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 30 de maio de 2015
Muito bem, fui esperando ver um filme de Indie Sci-Fi ( Ficção Cientifica) e me deparei com um Drama com D maiúsculo, uma jovem que fica impressionada com a descoberta astronômica de outra Terra, e por causa dessa sua atenção a essa nova Terra causa um acidente, que a acompanhara no transcorrer dos 92 minutos de filme. Eu esperava efeitos especiais a cada quadro do filme mas isso não acontece porém, isso não quer dizer que o filme não seja bom muito pelo contrário, a temática do filme e o que mais chamou a minha atenção, o fato de existir uma outra Terra e de lá, podermos tomar decisão diferentes e modificar coisas de nossa vida. E o filme trás essa discussão, você o que mudaria de sua vida, o que você perguntaria pra você mesmo ?
Este filme me lembrou muito de " Melancolia" um outro grande filme. Por isso recomendo. spoiler:
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 886 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de julho de 2025
A outra Terra é um filme de drama/ficção científica que contou com a direção de Mike Cahill, que também participou do roteiro ao lado de Brit Marling (que também é protagonista do filme). Na trama, acompanhamos Rhoda (Brit Marling), uma adolescente que ao dirigir desatenta, provoca um acidente e mata a família de um conhecido compositor, John Burroughs (William Mapother). Nessa mesma noite, um novo planeta similar a Terra é descoberta e ambos os acontecimentos parecem se cruzar. No início do filme, antes de sabermos maiores detalhes da Terra 2, a narrativa se apresenta de forma linear, com apresentação do problema principal do filme e o desenvolvimento dos seus personagens. A medida em que o filme avança, o roteiro vai dando maiores informações da Terra 2 e ficamos com a dúvida se o que estamos vendo é da Terra 1 ainda ou da Terra 2. Mesmo com decisões inteligentes no roteiro, o mesmo possui alguns erros em especial ao desenvolvimento de personagens secundários, como é o caso da família de Rhoda e do faxineiro. O filme tem o seu auge nas interações entre os seus dois protagonistas, pois são abordados uma situação de amor e arrependimento (em algumas cenas apenas com os olhares tristes de Rhoda). O filme tem uma boa trilha sonora que reforça a ideia de melancolia vivida por Rhoda. A fotografia é satisfatória, mostrando um plano frio e com tons azul e ao mesmo tempo mostrando a Terra 2 cada vez mais perto. A mensagem principal do filme é de que não adianta busca em outro lugar o que não temos aqui, ou melhor dizendo o que não temos em nós. Para aqueles que não entenderam a cena final, precisa prestar atenção nas cenas das notícias na tv que não mostradas ao longo do filme. A cena final em que Rhoda encontra Rhoda explica muito essa mensagem que o filme tentou passar.
Jocy Silva
Jocy Silva

4 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 21 de agosto de 2023
É legalzinho porem nao entendi o final ela foi tbn pra outra terra? Mais não tinha deixado pra ele a viagem? E cade ele chegando la e encontrando ou vendo a familia?
Késia N.
Késia N.

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 17 de julho de 2018
Essa madrugada perdi o sono. Resolvi ligar a tv e estava começando o corujão então decidi assistir A OUTRA TERRA. A história do filme é muito boa porém para mim o final não teve sentido algum. Se alguém souber me explicar eu agradeço pois fiquei sem entender.
Naidy Cabral
Naidy Cabral

5 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 28 de novembro de 2025
Só achei que faltou mais coisas aí. Pela história, daria para fazer um ótimo filme com mais gatos. Achei o final muito vago.
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