Simplesmente hilariante a forma com que ele define a ditadura e a personifica, ridicularizando os ditadores, o que inclui o próprio EUA quando ele faz algumas citações bem adequadas. Seus discursos são acompanhados de bom humor, mas também de veracidade, tornando o filme inteiro uma grande alegoria ao sarcasmo.
Embora Sacha Baron Cohen tenha uma timing bem peculiar para a comédia, não podemos falar o mesmo de Larry Charles, que tem como o seu maior pecador dirigir um filme de comédia anti-clímax, mesmo tendo um bom argumento nas mãos. E é exatamente por estes momentos que a película se salva e diverte, embora nem todas as piadas funcionem. É repleto de críticas sarcásticas a supremacia ditatorial de alguns líderes que abusavam do poder em suas posses. O exagero de algumas situações beiram o escatológico e pontuam o ofensivo para alguns mais fanáticos. Como o gênero comédia é um dos mais pessoais, irá variar de pessoa para pessoa.
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