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Rômulo L
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261 críticas
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3,0
Enviada em 3 de junho de 2018
Deliciosa história para acompanhar ao longo do 120 minutos de filme que narra a trajetória de um grupo de idosos recém chegado na Índia para poder investir em um hotel que viram no anúncio do jornal de Londres.
A Índia sendo o cenário de um momento de revolução, tão tardia, na vida de uma turma recém-formada de ingleses da terceira idade é o reflexo, na arte, da emergência da Índia como protagonista na economia mundial; junto com isso, o antigo estigma colonial inglês sobre este mesmo lugar torna a aventura gostosa e interessante de assistir. O desenrolar é simples, surpreende ao optar por desfechos comuns uma vez que todo o contexto nos leva a crer que algo fora do padrão (tal como idosos viajando tardiamente à Índia) seria o escolhido. Pode-se apontar a sub-utilização do Dev Patel como uma falha; uma vez que o ator ora era o miquinho tolo da história, ora o bravo sonhador perseverante. Nisso, se insere o conflito amoroso (típico indiano) e tem-se a parte baixa da obra. Há takes hilários, sub-histórias respeitosamente "polêmicas" e assim se construiu um belo filme, suave, rico e bem acabado.
Ultimamente, a Índia tem sido cenário de diversas produções, sejam séries, filmes ou até novelas. “O exótico Hotel Marigold”, também ambientado no país, conta a história de sete anciãos que vão morar, temporariamente ou permanentemente, no hotel indiano, dito “para idosos e belos”. Administrado por Sonny (Dev Patel), a imagem do local é propagada pela internet como um verdadeiro paraíso, o que chama a atenção dos que se tornam hóspedes spoiler: e, posteriormente, os decepciona. O motivo que faz cada um se interessar pelo lugar numa mesma ocasião poderia ter sido mais aprofundado, mas isso não tira o valor do filme, já que a intenção era, realmente, focar na “vida nova”, não na “antiga”. Dentre os aspectos positivos, spoiler: os que merecem maior destaque são a falta de preconceito em relação ao colega gay, Graham (Tom Wilkinson), que contrasta com a visão estereotipada de idosos intolerantes, a exposição da cultura moderna indiana, também contrastante com os tradicionais casamentos arranjados, etc., e a quebra de expectativa, presente em várias cenas. Além disso, assim como em muitas outras produções relacionadas à Índia (vide “As aventuras de Pi”), a fotografia é impressionante e soma às qualidades do longa, juntamente com o humor.
Mais um filme que aborda a terceira idade, porém dessa vez não consegui enxergar nada demais em relação ao tema. Ele é abordado de uma maneira irrelevante que não nos trás nada de importante. O filme nos conta a história de pessoas que chegaram à terceira idade e que por determinação do destino resolvem por motivos diferentes irem para o mesmo hotel na Índia. Este hotel é o que está no nome do filme. Ao chegarem lá descobrem que o hotel não é bem aquilo que estava anunciando. Na verdade ele precisa ser reformado e busca um patrocinador para isso. Vários atores conhecidos estão no filme, Judi Dench, Dev Patel, Tom Wilkinson, porém até por conta do roteiro não exigir tanto os atores não desempenham uma atuação nem boa, nem ruim. Uma atuação morna para um filme sem pretensão. Analisando o filme como um todo não consigo enxergar nada que provoque alguma reação positiva. O filme não tem nenhuma complexidade, pois o roteiro é ruim. O filme não provoca nenhuma discussão ou reação ao assisti-lo. Os dilemas levantados pelo filme quanto à terceira idade é bobo. A associação entre a vida dos protagonistas e o dilema em que o hotel vive é pouco substanciosa. As situações vividas por cada personagem são encontradas facilmente em vários outros filmes. Os diálogos não têm o mínimo de inspiração. Quando um personagem sobe as escadas correndo para falar algo importante para sua namorada nos deparamos com uma frase que até uma criança poderia falar. No final temos uma resolução rápida para solucionar todos os problemas dos personagens. Resolução as vezes que não tem cabimento. Quando olhamos para outros componentes do filme não há nada de representativo. Vemos a índia retratada cheia de cores, como já foi realizado diversas vezes. Não há imagens que desenvolvem o filme sem precisar de diálogos. Não há movimentos de câmera interessantes também. O figurino que poderia ajudar na composição de personagens são sóbrios e não nos passam praticamente nada. Enfim um filme já representado diversas vezes e que tem não tem nenhuma pretensão.
Típica sessão da tarde. Tudo é soterrado de clichés e falta de profundidade, mas o elenco recheado de grandes nomes (Judi Dench, Meegie Smith...) torna tudo mais charmoso e, assim, o filme se torna simpático.
Esperava bem mais, principalmente pelo elenco. O ator indiano (Dev Patel) tem uma atuação fraquíssima, clichê, sem naturalidade alguma. O roteiro é fraco, sem uma direção clara e com pouca unidade.
O filme O Exótico Hotel Marigold, apesar de tratar seus personagens com uma certa superficialidade, é um bom entretenimento para as horas de lazer, principalmente de aposentados ou de pessoas que estão repensando suas vidas para tomar novas decisões.
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