O filme foi um fenômeno na época com uma presença absurda na mídia, o que gerou altas expectativas para o lançamento. E o resultado não decepcionou, o filme venceu três estatuetas no Oscar: Melhor Som, Melhor Edição de Som e Melhores Efeitos Visuais. Nas bilheterias o retorno também foi insano, a superprodução arrecadou mais de 1 bilhão de dólares e se tornou a mais lucrativa até então, só sendo superado em 1997 por "Titanic".
Steven Spielberg surpreendeu os espectadores com efeitos especiais que até hoje (30 anos depois) ainda parecem extremamente convincentes, principalmente pela interação altamente realística entre atores e os dinossauros que foram produzidos numa combinação perfeita de animatronics e CGI de alto nível.
A base do roteiro se aproveita do conceito de clonagem, que se popularizou nos anos 90, para apresentar uma história plausível com relação a recriação de dinossauros a partir de um DNA fossilizado. Além disso existe uma crítica nada sutil sobre os perigos do uso antiético dessas novas descobertas científicas como o sequenciamento do genoma, células-tronco e engenharia genética. Na época de lançamento todos eram conceitos muito recentes e ainda pareciam fictícios pra grande maioria do público, que via esses avanços com um misto de fascínio e preocupação. Pra se ter uma ideia a ovelha Dolly só foi clonada 4 anos depois do filme!
Pelos méritos de combinar uma história instigante, uso de tecnologias inovadoras, atuações marcantes e direção inspirada, esse blockbuster se tornou (com toda justiça) um clássico inquestionável do cinema de aventura. E ainda serviu pra gerar toda uma franquia de enorme sucesso!
Analisando o filme de um jeito mais administrativo e social, é possível ver claramente como Chaplin retrata bem o trabalhador na linha de produção na qual predomina um modelo de modo de produção capitalista, onde podemos observar a predominância do taylorismo e fordismo e as consequências que essa predominância trás para o homem que mal consegue atender suas necessidades básicas, um homem que não é valorizado e ainda vive em um momento em que tenta lidar com a vida moderna, e sofre as consequências da crise de 1929. um filme muito rico de conteúdo. Vale a pena assistir.
Chaplin habilmente aborda questões sociais urgentes da sua época, como a industrialização, as condições de trabalho precárias e a desumanização do indivíduo na era da produção em massa. Sua crítica à mecanização da sociedade ainda ressoa hoje, destacando a importância de manter a humanidade em face do avanço tecnológico. Um filme incrivel que recomendo muito.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade