Nada de Novo no Front
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4,3
531 notas

60 Críticas do usuário

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Felipe F.
Felipe F.

3.725 seguidores 758 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de novembro de 2022
Grande filme de guerra, tem um bom roteiro, ótimas cenas de ação e uma ambientação incrível. O segundo ato é meio arrastado, mas no geral é um filme ótimo, com cenas muito fortes que mostram o horror da guerra.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de novembro de 2022
Um filme forte, cru, intenso... uma visão sob um prisma pouco mostrado, nada heroico mas muito realista... e, ao mostrar os "comandantes" decidindo tudo em sua zona de conforto, enquanto os menos favorecidos dão a vida por uma causa que nem tem ideal... é impossível não fazer uma analogia ao que vivemos.
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de março de 2023
Mas um filme de guerra, tem um bom roteiro, as cenas de ação são boas mas um tanto quanto arrastadas, a fotografia é ótima para o cenário de guerra. Um pouco longe e arrastado, mas no geral é um filme, com cenas impactantes e reais da guerra, mas sem grandes novidades.
Dennys R
Dennys R

45 seguidores 198 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de março de 2023
Esse filme sem dúvidas deve receber indicações ao óscar!
Muito bem estruturado, realista e impactante.
A riqueza de detalhes é impressionante e a atuação do protagonista excepcional.
Fiquei imerso do inicio ao fim...filmaço!
Jackson A L
Jackson A L

13.703 seguidores 1.243 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de abril de 2023
Filme impressionante, assim como o 1917. Visual e fotografias maravilhosas, parece que estamos dentro do campo de guerra. Batalhas super realistas, realmente mereceu o Oscar.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 481 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2023
Nada de Novo no Front (Im Westen Nichts Neues)

"Nada de Novo no Front" é uma produção alemã original Netflix, baseado no romance homônimo de 1929 de Erich Maria Remarque. Dirigido e roteirizado por Edward Berger ("The Corporation" e "All My Loving"), o longa é situado nos últimos dias da Primeira Guerra Mundial, onde segue a vida de um jovem soldado alemão chamado Paul Bäumer (Felix Kammerer). O adolescente é convocado para atuar na linha de frente da Primeira Guerra Mundial. O jovem começa seu serviço militar de forma idealista e entusiasmada, mas logo é confrontado pela dura realidade do combate.

Eu sempre tive uma grande paixão e um grande entusiasmo pela forma como a guerra geralmente é retratada no cinema. Sem dúvida é um dos meus gêneros cinematográficos preferido. Aqui temos uma história que se passa nos últimos momentos da Primeira Guerra Mundial, que por si só já conta como um fator histórico muito importante dentro de todo o contexto, pois obviamente contar relatos, passagens e acontecimentos baseados na Primeira Guerra Mundial é sempre mais difícil (mesmo sendo baseado em um livro). Partindo desse pensamento, o primeiro filme que me vem na cabeça é sem dúvida o excelente "1917", de Sam Mendes. Lá também tínhamos uma história que era contada a partir de uma pequena passagem durante a Primeira Guerra Mundial.

O que faz de "Nada de Novo no Front" ser um filme de guerra tão forte, tão incomodo, tão pesado e tão impactante, é justamente a forma como toda história é desenvolvida e contada, ou seja, indo direto ao ponto, sem arrodeio, sem ter que contar a história de vida de cada jovem soldado que decidiu se alistar, sem ter que humanizar cada personalidade que está envolvida dentro daquele universo.
Obviamente temos a história dos jovens amigos que decidem voluntariamente se alistarem no exército alemão, e pela visão que nos foi passado, podemos considerar que a princípio eles estavam encarando tudo aquilo como uma aventura, como um desafio, ou até mesmo por uma onda de fervor patriótico. Também podemos considerar que cada um ali tinha seu objetivo pessoal, o que poderia ser por puro patriotismo, ou para seguir uma carreira dentro do exército, ou só para provar para os pais que ele era capaz de enfrentar o desafio - esse era o caso do Paul - como vimos na cena em que ele decidi forjar a própria assinatura da mãe para conseguir se alistar, uma vez que sua mãe havia proibido essa decisão. Acredito que o próprio Paul esperava algo como reconhecimento, honra e glória.

Toda essa decisão de roteiro poderá frustrar quem esperava por uma contextualização inicial acerca de quem era Paul e seus amigos, porém, eu considero como um ponto muito positivo do roteiro. Pois aqui estamos falando de guerras, estamos vivenciando a guerra, todos aqueles jovens já tinham seus destinos traçados. Na minha opinião, o maior acerto do filme é justamente não romantizar a guerra, não humanizar seus personagens, nos pegar pelo braço e nos levar para enfrentar e vivenciar a dura realidade de uma guerra, que sim, é sofrida, é dura, é seca, é cru, é mórbido, é impactante, é tenso, é completamente dilacerante e visceral.

Já no primeiro dia de Paul e seus amigos nas trincheiras do front, é onde observamos que ele se vê exposto às realidades da guerra, destruindo suas primeiras esperanças de se tornar um herói enquanto faz o possível para sobreviver. Podemos sim considerar que Paul via a guerra como um ato de heroísmo, até pela forma como seus professores o induziram a participar dela. Logo nesse primeiro dia Paul já enfrenta a dura realidade da guerra ao ser confrontado com a perda de seus amigos após um ataque de artilharia. Nesse momento Paul já estava perdendo sua inocência, sua sanidade, tudo que ele tinha pensado e construído estava sendo rapidamente dissipado ao enfrentar a dura realidade brutal da vida no front.

A partir desse ponto o longa de Edward Berger nos mergulha profundamente na realidade dolorosa de uma guerra. Passamos a vivenciar cada passo de Paul durante toda a sua jornada. Nesse quesito o filme tem uma profundidade e uma realidade incrível, pois a forma com são abordado os conflitos é de deixar qualquer um em choque e boquiaberto. Visualmente o filme é pavoroso, pois temos cenas gráficas que são de assustar, exibindo um confronto brutal sem nenhum pudor, um verdadeiro choque de realidade. É muito interessante acompanhar como o Paul vai perdendo sua inocência, como ele vai sendo confrontado com a realidade de um front, como ele vai sendo mergulhado cada vez mais no pânico, na tensão, na agonia, na depressão, como ele vai perdendo sua sanidade, e muito por ter sido praticamente jogado no meio de tudo aquilo, e sem esperar que a realidade fosse de fato aquela.
E partindo dessa premissa, temos uma das cenas de maior impacto que eu já presenciei em um filme nos últimos anos. Que é justamente a cena que Paul ataca o soldado francês.
Ali podemos observar como o Paul era um mero coadjuvante naquele cenário, naquela realidade, como ela agia pelo impulso da guerra, de defender o seu lado e acatar unicamente o que o seu país lhe designou. Ou seja, obviamente Paul deveria atacar aquele soldado e matá-lo antes que ele fizesse isso com ele, todavia, é nítido como Paul inicialmente ataca mas depois ele pensa melhor e recua. Ele sofre com essa decisão, ele chora por ter tomado aquela decisão, principalmente após ele encontrar no bolso do soldado a foto de sua mulher e seu filho. Definitivamente é uma cena muito pesada, muito forte, incômoda, triste, daquela que nos incomoda, daquela que nos deixa com um nó na garganta e nos faz pensar durante semanas.

Dentro de todo esse contexto podemos observar e pensar em como uma guerra é sempre muito injusta, e como os soldados que estão lá lutando são meros peões de xadrez que protegem o rei e a rainha de um ataque final. Paul e seus amigos faziam parte desse tabuleiro de xadrez, faziam parte dessa engrenagem que girava em prol dos mais fortes e dos mais conceituados. Nem sempre quem está nos fronts lutando tem a verdadeira noção pelo o que está lutando. Na maioria das vezes os soldados que dão suas vidas nos campos lutando morrem em prol do sistema, em prol das decisões governamentais. O longa de Edward Berger nos elucida exatamente nessa questão, em como tem uns que estão lutando em prol das negociações de paz e em prol da assinatura do armistício, e outros querendo continuar a guerra a qualquer custo, para inflar o seu ego enquanto milhões morriam nos campos de batalhas. Essa são as leis dos homens!

Sobre o elenco não tem muito o que destacar, acredito que todos estiveram bem dentro das suas proporções e dentro das suas limitações.
Apenas Felix Kammerer que merece um destaque maior, por ter incorporado um jovem sonhador, idealista, que tinha suas ambições e suas motivações, até ser confrontado com uma dolorosa realidade.

Tecnicamente o filme é espetacular!
"Nada de Novo no Front" nos aproxima da guerra com umas qualidades invejáveis, como o próprio efeito sonoro, que é absurdo, nos dá uma dimensão incrível do que está acontecendo em cena unicamente pelos efeitos sonoros (fico imaginando como deve ser este filme em uma sala IMAX). A direção de arte é outro luxo, é incrível como a direção de arte é bem trabalhada aqui, como cada detalhe está bem casado no cenário e na ambientação. Os figurinos estão muito bem ajustados, e não era pra menos, visto ser um filme que exige toda essa atenção. A fotografia é a alma do filme, a responsável em nos confrontar com toda aquela barbárie em cena, dando aquela ênfase que chegava a nos incomodar. Assim como a própria trilha sonora, que conversa conosco em 100% do tempo, e muito por nos passar um som morto, mórbido, denso, que evidenciava a morte em todo o tempo.

Além dessa adaptação baseada na obra de Erich Maria Remarque, "Nada de Novo no Front" teve outras duas adaptações - uma em 1930 intitulada "Sem Novidade no Front", que conquistou duas estatuetas do Oscar: Melhor Filme e Melhor Direção. E a outra em 1979, "All Quiet on the Western Front" ("Adeus à Inocência").

"Nada de Novo no Front" recebeu quatorze indicações principais no BAFTA, batendo o recorde de mais indicações já recebidas por um filme que não está no idioma inglês. No Oscar está indicado em nove categorias, incluindo Melhor Longa-Metragem Internacional e Melhor Filme.

Sem dúvida "Nada de Novo no Front" entra na lista dos grandes filmes sobre a Primeira Guerra Mundial, assim como o próprio "1917". Edward Berger acerta muito ao comandar um filme que narra toda perversidade humana de forma seca, crua, pesada e totalmente incomoda. Um longa-metragem extremamente importante para nos elucidar em como o ser humano é cruel, é mesquinho, é intolerante, em como uma guerra não é glorificada, não é romantizada, é bárbara, é sofrida, é sentida e lamentada por todos. Provando também que todo aquele conflito de nada significou.
Em uma guerra não há honra, não há heroísmo, há apenas o patriotismo clamando que dar a sua vida e seu sangue em prol da sua pátria é algo extremamente grandioso.[12/02/2023]
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de maio de 2023
Nada de novo no front" é um filme de construção narrativa sóbria, instigante e evolutiva, o filme alemão sucesso de crítica soube como construir o contexto do absurdo de uma guerra, trabalhou bem a manipulação estatal para angariar soldados e transmitiu o pesamento dos jovens alemães do início do seculo XX, e não é só de um bom roteiro que o filme é feito, as cenas de guerras estão assustadoramente angustiantes e bem feitas, o som desse filme é incrível, sua fotografia morta sem esperança combina primorosamente com o desespero das trincheiras e as atuações contribuem muito para o filme funcionar tão bem. Todas as indicações são merecidas e a metalinguagem envolvendo o nome é boa "nada de novo no front" é literalmente mais um filme de guerra e sobre o horror que ela proporciona. 9/10.
Jorge Eduardo M.
Jorge Eduardo M.

114 seguidores 367 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de janeiro de 2024
Passei a ver filmes de guerra com perspectivas diferentes, há filmes que estão mais voltados para as batalhas, e há filmes que foca nos traumas psicológicos, na insanidade da guerra. Esse filme retrata de tudo um pouco, batalhas, dramas psicológicos, as dores, as feridas irreparáveis e a loucura que uma guerra traz pra todos. A frase que mais marcou foi os porcos estão negociando para voltarmos para casa. Muito bom filme, assistirei novamente.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 25 de setembro de 2024
“Nada de Novo no Front” (2022), dirigido por Edward Berger, é uma adaptação da clássica obra de Erich Maria Remarque, que retrata a brutalidade e a desumanização da guerra durante a Primeira Guerra Mundial. O filme, que se tornou um sucesso na Netflix, não apenas reafirma a relevância do material original, mas também atualiza a narrativa com uma abordagem cinematográfica impactante, abordando temas universais de perda, camaradagem e o absurdo do conflito armado.

Um dos principais aspectos que se destaca em “Nada de Novo no Front” é a sua impressionante cinematografia, a cargo de James Friend. O filme apresenta uma estética visual poderosa que captura tanto a beleza quanto a horror da guerra. As cenas de batalha são meticulosamente coreografadas, utilizando uma combinação de planos longos e closes intensos que criam uma sensação de imersão no caos. A paleta de cores sombrias e a iluminação cuidadosamente trabalhada intensificam a atmosfera opressiva, refletindo o desespero e a angústia dos personagens. A maneira como a câmera se move e se posiciona, frequentemente em ângulos que evocam uma sensação de claustrofobia, permite que o público sinta a vulnerabilidade dos soldados em meio ao conflito.

A atuação do elenco é outro ponto forte do filme. Felix Kammerer, no papel de Paul Bäumer, oferece uma performance visceral e autêntica, capturando a transformação de um jovem idealista em um veterano marcado pela trauma da guerra. A evolução de Paul é central para a narrativa, e Kammerer consegue transmitir essa jornada com profundidade emocional, refletindo a perda da inocência e a desilusão que muitos jovens enfrentam ao serem enviados para a frente de batalha. O elenco de apoio, incluindo Albrecht Schuch como Stanislaus “Kat” Katczinsky e Aaron Hilmer como Müller, contribui significativamente, trazendo à vida a camaradagem e a solidariedade que surgem em meio ao horror da guerra.

O roteiro, baseado no romance de Remarque, é cuidadosamente adaptado para manter a essência da obra enquanto incorpora elementos contemporâneos que ressoam com a audiência atual. A narrativa não se limita a mostrar os horrores da guerra, mas também explora as consequências psicológicas que ela impõe aos soldados. O filme apresenta diálogos impactantes que expõem a futilidade do conflito e as promessas vazias feitas pelos líderes, ao mesmo tempo em que destaca a experiência visceral dos que estão em combate. Essa abordagem humaniza os personagens, permitindo que o público se conecte emocionalmente com suas histórias e, assim, compreenda a dor e o sofrimento que a guerra inflige.

Além disso, a trilha sonora composta por Volker Bertelmann, também conhecido como Hauschka, desempenha um papel crucial na construção da atmosfera do filme. As composições são sutis, mas carregadas de emoção, acompanhando a narrativa de maneira a amplificar a intensidade das cenas de batalha e a quietude dos momentos de reflexão. A música se entrelaça com os efeitos sonoros, criando uma experiência sensorial que imerge o espectador na realidade brutal do conflito.

Outro aspecto importante a ser destacado é a abordagem crítica do filme em relação à guerra e à militarização. “Nada de Novo no Front” não é apenas uma representação da luta física, mas uma meditação sobre os efeitos devastadores que a guerra tem sobre os indivíduos e a sociedade como um todo. O filme questiona o heroísmo glorificado muitas vezes associado ao combate, retratando-o como um ciclo interminável de dor e perda. Esse foco na crítica social é particularmente relevante em um mundo contemporâneo marcado por conflitos armados e discussões sobre a natureza da guerra.

A adaptação de Berger também se destaca por sua capacidade de evocar emoções profundas, fazendo com que o espectador reflita sobre as realidades do combate. O filme não apresenta uma visão romantizada da guerra, mas sim uma representação crua e honesta que pode ser perturbadora, mas necessária. Essa abordagem desafiadora é essencial para compreender a mensagem central da obra: a guerra não é uma aventura gloriosa, mas sim uma experiência que deixa cicatrizes profundas nos indivíduos e na sociedade.

“Nada de Novo no Front” é uma obra cinematográfica poderosa e relevante que se destaca por sua cinematografia impressionante, atuações impactantes, um roteiro sensível e uma trilha sonora envolvente. Ao adaptar um clássico da literatura, Edward Berger consegue criar uma narrativa que não apenas homenageia a obra original de Remarque, mas também a torna pertinente para as novas gerações. O filme serve como um lembrete doloroso das realidades da guerra, fazendo com que o público reflita sobre as implicações humanas e sociais do conflito. Para aqueles que buscam uma reflexão profunda e uma experiência cinematográfica significativa, “Nada de Novo no Front” é uma obra essencial que não deve ser ignorada.
Sócrates greko
Sócrates greko

9 seguidores 168 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de novembro de 2022
Filme espetácular! Não perde nada para as versões anteriores. Inclusive, esse, na minha visão é o mais completo. A trilha sonora do filme é meticulosamente fascinante! As atuações são geniais, e a única coisa que pode estranhar um pouco é como o final desse é um pouco diferente. No entanto, essa versão é perfeita!
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