E hoje minha atenção vai... para M. Night Shyamalan, que está indo de mal a pior nos últimos 10 anos, com premiações de pior diretor e pior Roteiro em dois dos seis filmes lançados, os estúdios é claro responderam as críticas de forma negativa e estão cada vez mais desacreditados. Devido a decadência de Shyamalan, ele vem tomando uma estratégia que muitos diretores usam, consiste em fazer um filme de autoria com um custo pequeno, na mesma linha de gênero do maior sucesso profissional, trazendo um trailer em que desperte o interesse e a curiosidade no público amante, em seu caso: Suspense/Terror e lembra-los que o diretor também dirigiu grandes sucessos tais como: O Sexto Sentido (1999) e Sinais (2002). Confesso que isso funcionou muito bem, fui assistir torcendo para que dessa vez ele acertasse, pois lembrei do brilhantismo e por algum tempo até me esqueci dos seus últimos fracassos. Me admirei com a filmagem fond fotege, mas ao mesmo tempo fiquei pensando que poderia ser consequência de um orçamento tão baixo, que não sobrou dinheiro nem para contratar uma equipe que realizassem as filmagens. O filme já começa não fazendo muito sentido, uma mão solteira que corta totalmente o laço com e família e 19 anos depois simplesmente decide deixar os seus filhos conhecerem os avós, que mais tarde veremos que eles nunca sequer viram na vida, nem ao menos por fotografia. Podemos ver claramente cenas de comedia muito mal aplicadas, que acabam confrontando diretamente com o terror, fazendo o espectador ficar sem nenhum tipo de reação; outras cenas chegam a beirar o ridículo, constrangendo com situações improváveis e forçando um certo “suspense” simplesmente para tentar trazer de volta a atenção do espectador. Um ponto positivo desse filme, foi a tentativa de mudar o velho terror clichê em que todos somem, e de repente aparece atrás da personagem em um jumpscare, priorizando o obvio, se a personagem abrir a porta porque acha que tem algo estranho ela irá claramente encontrar. O desenvolvimento do filme é monótono, não desperta curiosidade no espectador a trilha sonora apresentada é totalmente sem sentido, não ocorre nenhum grande desfecho na história e no final das contas o filme não passa de um filme muito ruim. No ápice do filme a garota toma uma decisão tola e improvável, estando ciente do perigo que corria, fazendo um insulto a capacidade de raciocínio do espectador. Posso dizer que o filme não atingiu minhas expectativas. A história não chega nem perto do interesse que despertou no trailer do filme. Um filme vazio, sem nenhuma perspectiva e com final previsível, bem diferente do que Shyamalan algum dia já nos proporcionou no quesito roteiro.