Chega de Saudade
Média
3,3
19 notas

7 Críticas do usuário

5
1 crítica
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Rafael V
Rafael V

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2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Chega de Saudade:
Brasil, 2007, filme dirigido por Laís Bodanzky do anterior “Bicho de Sete Cabeças”, premiado no Festival de Brasília de 2001, neste último o tema é, acima de tudo, sobre jovens, no recente “Chega de Saudade”, o tema está no extremo oposto: a velhice (terceira idade); vi esse filme no Festival de Brasília e amei, ele foi aplaudido de pé. O roteiro é de Luiz Bolonghesi e argumento dele próprio e de Laís Bodanzky. O filme ganhou o Candango de Melhor Filme – Júri Popular, Melhor Diretora e Melhor Roteiro.
O filme possui referências claras, nas estética, do clássico, “O Baile”, do italiano Ettore Scola. Os dois filmes se passam num salão de baile, com poucas cenas/tomadas externas, no nacional, os diálogos se dão no intervalo de uma música para outra e durante uma dança mesmo. A coreografia é belíssima. Trilha sonora idem. Cantada por Elza Soares e Marku Ribas. O filme é uma exaltação à vida saudável e alegre, não importando a idade, mostrando ser possível viver bem, na velhice, mesmo com problemas relacionados às doenças típicas da idade e limitações desta; na verdade, eles vivem melhor que muitos jovens, os quais estão tristes pelos cantos, sem nenhgum motivo importante para isso; os idosos do filme são pessoas, seres humanos, como qualquer indivíduo, e o filme mostra um painel/mosaico de suas relações com os amigos e amigas de salão, namorados e namoradas, parceiros e parceiras; suas alegrias e tristezas são narradas nos diálogos travados durante o baile, suas frustrações e sonhos são retratados; é, enfim, um filme sobre como viver a vida bem e feliz, alegremente, sem saudades tristes, só com saudades saudosas e alegres. No elenco, o genial Leonardo Villar, que faz par romântico com a magistral Tônia Carrero, respectivamente, Sr. Álvaro e Alice, no filme, um casal que vive às turras, mas que se ama e são exímios dançarinos, os melhores desse baile da terceira idade; Betty Faria faz Elza, uma mulher solitária e um pouco grossa, mas não má; Stephan Necessian é Eudes e Cássia Kiss faz a esposa deste, Maricy, ela agüenta e até gosta das cantadas que ele dá em outras mulheres, Eudes é romântico e suas investidas sempre são limitadas, pelo amor verdadeiro que ele sente por Maricy, ou seja, as suas paqueras têm limites combinados com a própria esposa; a cena final da delaração de amor de Eudes a Maricy é belíssima e fecha com chave de ouro o filme! Belíssimo! Vale destacar a presença de dois atores jovens no elenco, Paulo Vilhena vive Marquinho o responsável pela execução das músicas, é o DJ, que está brigado com a namorada, Bel (Maria Flor), que o acompanha nesse baile, o qual é mais um trabalho de Marquinho, pois ela não tinha outra coisa para fazer no momento, então acompanha o namorado em seu trabalho, Bel começa a perceber que sua relação com marquinho está terminando, por ele ser muito frio com ela e o estopim para o rompimento é o envolvimento que ela trava com Eudes, muito mais velho, Bel é seduzido por este e seu romantismo e jeito carinhoso de tratar as mulheres, a reflexão que Bel faz sobre sua relação com Marquinho é também bem desenvolvida pelo roteiro, que mostra várias outras personagens e situações e reflexões, sem perder o bom andamento!
Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 331 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de agosto de 2018
A principal virtude aqui é desenvolver as camadas e naturalidade nos personagens e estabelecer um veículo com todos os arcos em apenas 1h40 que se passam toda em um baile.
cinetenisverde
cinetenisverde

29.471 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de janeiro de 2017
A primeira impressão ao assistir Chega de Saudade, projeto de Laíz Bodanzky (As Melhores Coisas do Mundo), é perceber todo o apuro técnico em conseguir desenvolver o que é mais difícil no Cinema em alguns ambientes: a naturalidade. Nesse sentido, o filme (não apenas literalmente, mas metaforicamente) "dá um baile": desde a coreografia ao domínio de ritmo e montagem, ao acompanharmos seu desenvolvimento é possível se envolver com os seus personagens sem perceber que, afinal de contas, existe uma infinidade de cortes cinematográficos (necessários) que vão do topo aos pés dessas pessoas, que parecem deslizar de fato em um salão apertado e barulhento.
Caique S.
Caique S.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 16 de abril de 2013
narrativa lenta e sem graça ipossivel assistir sem dormir um lixo naciona
Maurício
Maurício

3 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de março de 2013
O filme nos mostra que a velhice com saúde pode ser tão boa quanto a juventude. Um filme gostoso de se assistir. Viva a 3ª idade.
marc gogh
marc gogh

1 seguidor 13 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O filme retrata momentos de um grupo de terceira idade em um baile, onde todos estão lá com suas dores, seus desejos, suas limitações impostas pela idade, convivendo com os dilemas da vida, e bem ou mal, confidenciando com as pessoas ao redor (garçons, colegas de dança)buscando respostas às questões ainda sem respostas.
Achei o filme lindo, muito triste e meio deprimente para mim que estou chegando aos sessenta e gosto de dançar. Aquele ambiente me mostrou traços superficiais e banais existentes numa casa de dança. Muitas pessoas carentes de amor; outras mendigando carinho e atenção; ser reconhecida como pessoa e se ver decepcionada ao ter que pagar para isso. A presença da acompanhante do DJ é muito jovem e atiça o desejo de um homem maduro, que por um momento revive (ou tem a impressão de poder reviver seus bons tempos de auge) sensações da juventude. É claro que estão ali para se divertir, mas o filme retrata interioridades.
As mulheres parecem as mais carentes e numa casa de dança têm que aguardar serem convidadas para o salão ou ficar ali na expectativa. O aspecto passivo, submisso está presente. Já os homens, com o poder de convidar quem for do seu agrado (tanto físico como econômico)mantêm o papel de poder, de decisão.
Ali está apenas retratada a vida como ela é. Afinal, não somos todos seres carentes, sedentos de amor, carinho, afeto e em qualquer idade? Quem disse que não acontece isso com os jovens...o que muda é apenas o tempo... Realmente é mais triste reconhecer lacunas quando se está na velhice...na juventude as possibilidades estão a espreita e a energia poderosa. Como diz o poeta"cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Elza Soares está divina como sempre, com sua voz rouca e vibrante. Beth Faria está genial e veste muito bem a personagem.Clarisse Abujamra está excelente e traz misto de submissão e poder. Maria Flor, como sempre, meiga em sua juventude ingênua e as Tônia Carrero e Cássia Kiss realmente ampliam os leques de possibilidades na representação feminina.
Daniel C.
Daniel C.

7 seguidores 15 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de novembro de 2025
Filme leve, elegante e com uma trilha sonora inesquecível !
Uma aula sobre como envelhecer com qualidade de vida.
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