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Carlos Taiti
10 seguidores
357 críticas
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2,0
Enviada em 27 de julho de 2026
**SOLDADO UNIVERSAL 4: JUÍZO FINAL (2012)*
ESTÓRIA
A franquia *Soldado Universal* chega ao seu quarto capítulo tentando apresentar uma abordagem mais sombria e violenta. John acorda após um longo período em coma e descobre que sua esposa e filha foram brutalmente assassinadas. Sem entender exatamente o que aconteceu, ele começa a investigar o próprio passado e acaba descobrindo uma realidade muito mais complexa do que imaginava.
Aos poucos, John percebe que está envolvido em um universo de soldados geneticamente modificados, memórias manipuladas e conspirações militares. Em sua busca por respostas, ele acaba cruzando o caminho de Luc Deveraux e Andrew Scott, os dois personagens que deram origem à franquia.
CRÍTICA
*Soldado Universal 4: Juízo Final* é um daqueles filmes que demonstram claramente como uma franquia pode perder sua identidade ao tentar se reinventar. O primeiro *Soldado Universal*, de 1992, tinha uma proposta simples, mas eficiente: dois soldados mortos transformados em máquinas de guerra que entram em conflito enquanto um deles começa a recuperar sua humanidade.
Aqui, a narrativa abandona boa parte daquela essência e mergulha em uma trama confusa, cheia de reviravoltas, conspirações e questionamentos sobre realidade e memória. A tentativa de tornar a história mais complexa acaba produzindo justamente o efeito contrário: o espectador passa boa parte do filme tentando entender o que está acontecendo.
Scott Adkins assume o protagonismo e demonstra uma excelente capacidade física nas cenas de combate. É um ator que possui talento para o cinema de ação e entrega boas sequências de luta. Porém, o personagem não possui o mesmo peso emocional que Luc Deveraux teve no primeiro filme.
Jean-Claude Van Damme aparece novamente como Luc, mas sua participação é muito mais limitada e diferente do que os fãs poderiam esperar. Dolph Lundgren também retorna como Andrew Scott, porém sua presença funciona mais como uma lembrança da franquia original do que como uma verdadeira continuidade narrativa.
O filme aposta bastante em violência gráfica e cenas de combate mais brutais. Para quem procura ação, existe material interessante. Algumas lutas são bem coreografadas e mostram o potencial de Scott Adkins, mas o excesso de violência não consegue compensar as deficiências do roteiro.
### AÇÃO E LUTAS
É provavelmente o ponto mais forte da produção. As sequências de combate são agressivas, físicas e bem executadas. Scott Adkins demonstra por que se tornou um dos grandes nomes do cinema de ação contemporâneo.
Porém, o filme parece esquecer que *Soldado Universal* também era uma história de ficção científica. A relação entre tecnologia, memória e humanidade, que funcionava tão bem no primeiro filme, fica em segundo plano diante da violência e da tentativa de criar um universo mais complexo.
### PRODUÇÃO
Visualmente, o filme possui uma atmosfera sombria e pesada. A direção busca um estilo mais próximo de um thriller de ação moderno, com fotografia escura e uma abordagem mais adulta.
Entretanto, a produção parece perder a conexão com aquilo que tornou o original tão marcante. Em vez de evoluir naturalmente a história, o filme parece reconstruir a franquia em torno de novos conceitos, deixando de lado elementos que poderiam ter criado uma continuação mais interessante.
### VEREDITO
*Soldado Universal 4: Juízo Final* é uma continuação que possui boas intenções, mas se perde na tentativa de ser mais complexa do que precisava. O filme tem boas lutas, muita violência e um Scott Adkins fisicamente impressionante, mas o roteiro é confuso e a narrativa não consegue criar a mesma conexão emocional do primeiro filme.
O retorno de Van Damme e Lundgren desperta nostalgia, mas suas participações não são suficientes para recuperar o espírito da obra original. É como se a franquia tivesse encontrado bons elementos de ação, mas perdido justamente aquilo que fazia o primeiro filme funcionar.
No fim, *Soldado Universal 4* acaba sendo uma experiência irregular: interessante para os fãs de artes marciais e ação, mas decepcionante para quem esperava uma conclusão digna para a trajetória de Luc Deveraux.
Depois de quatro filmes, a sensação é de que a franquia começou com uma boa ideia, teve seus momentos interessantes ao longo do caminho, mas terminou distante da força do original.
Essa obra descola totalmente dos últimos três filmes, tem uma pancadaria interessante. Retorna Andrei Arlovski a partir do último filme. Mas a obra tem uma história muito fria, bagunçada, e achei o grande prejuízo da obra colocar o papel de personagem principal nas mãos de Scott Adkins invés de Van Damme, pois o ator não encanta. Dolph Lundgren fez uma participação de novo pífia na série, fez um humor apenas com seu personagem GR13. Van Damme recebeu uma boa grana para colocar apenas o rosto, fez umas lutas, também parodiou seu personagem Luc. E o filme inteiro consiste em dar uma volta e fazer tempo com o perdido John. Jurei que estava vendo na abertura do filme Jean Vilain mas na realidade foi uma miragem apenas do Van Damme. A história é non sense com linha da história dos últimos três filmes, deixa mais dúvidas que hipóteses, exceto de terem liquidado GR13 e Luc. Deve ter rolado um bom orçamento para os figuraças do filme: Arlovski, Lundgren e Van Damme para topar fazer esse filme péssimo pois o que conseguiram fazer foi esfregar no chão a brilhante história dos personagens do primeiro e terceiro filme. Para quem for querer assistir essa joça de 120 min veja pelo menos o primeiro Soldado Universal 1992, uma boa dica. Se quer ver apenas troca de socos com esses três atores siga em frente direto.
John Hyams continua mostrando seu talento ao trabalhar com orçamentos minúsculos, assim como já havia feito no filme anterior. Aqui ele leva a franquia à um rumo diferente, audacioso, estranho,sombrio, muito, mais muito violento e que toma muitos riscos pelas difíceis decisões tomadas e por não ser aquilo que se espera de um filme do soldado universal. Se o roteiro de A regeneração era simplório, aqui já existe toda uma complexidade, as coisas ficam mais claras só lá pro final do filme. O problema é que certamente muitos não teram paciência pra receber oque essa complexidade tem a entregar e provavelmente irão taxar o filme de chato ou sem sentido. Oque é uma pena! Porque tirando o segundo filme de 1999 ( o retorno), a franquia Soldado Universal apresenta algo que não se vê em franquias, que é inovação e evolução. Aqui John Hyams leva a coisa à um outro patamar, seja pela sua violência brutal, que em alguns momentos dá até desconforto, ou pela loucura do roteiro, que consegue deixar você maluco, digo isso tudo no sentido positivo da coisa. A direção de Hyams continua muito habilidosa, aqui ele entrega sequências de ação sensacionais e ainda mais brutais, o roteiro tem mais camadas e é intrigante. O meu problema com o filme é que em alguns trechos eles fica cansativo e aparenta ser mais longo do que é, só volta a entrar no ritmo quando começa a revelar o que de fato está acontecendo no filme, e aí pra mim e oque me faz dizer que este filme é uma experiência INSANA e INTENSA, e que essa franquia não tem o reconhecimento que merece, repito que não incluo o de 1999. É sim um filme diferente e deve causar confusão no público, porque é visualmente chocante e não é desses filmes onde tudo é explicadinho. O filme deve agradar aqueles que gostam de franquias que se reinventam e se inovam sempre evoluindo suas histórias, e é o caso das sequências de soldado universal dirigidas por John Hyams, um diretor que me surpreendeu por trabalhar muito bem com poucos recursos, por conduzir muito bem sequências de tiros e de lutas, todas com muito realismo e brutalidade, e por levar a franquia a um caminho diferente e insano, o anterior ainda é melhor por uma questão de nostalgia de ver Van damme e Dolph quebrando o pau, e por uma sequência de ação com Van Damme num tiroteio na neve que é espetacular, parece até filme de guerra, e ainda conta com um plano sequência bem legal em seguida. Infelizmente, esse filme não deve agradar ao grande público justamente por conta dessas diferenças que destoam bastante do que havia se vido anteriormente, provavelmente será taxado de chato,ultra violento,sem pé nem cabeça, entre outras coisas. Mas tudo que vi foi um filme visceral de ação com momentos tensos e insanos e com um roteiro audacioso e que até exibe certa complexidade, não é recomendado pra todos, mas sem dúvidas pra mim foi um prato cheio. Seu maior problema está no ritmo que fica lento e demora pra voltar à engajar, mas depois que engaja novamente é bem satisfatório pela coragem e pelos riscos, muitos riscos que assume.
Não me lembro do segundo filme da serie mas nem preciso para dizer que este é o pior filme dos 4. A ideia central da história até é interessante, mas pelo amor!!!! Quando foi que Soldado Universal deixou de ser um filme de ação e ficção para se tornar um filme de horror ???!!! Sem contar que fica fácil anunciar VanDamme no filme e ele mal aparecer. Resumindo, para quem gosta do filme Soldado Universal por mais que seja uma viagem o primeiro e o terceiro filme são muito legais, esse ai pode jogar na fogueira.
Muito inferior ao terceiro que pelo menos empolgava nas cenas de luta. Esse aqui peca no roteiro, na história mas isso ja era esperado, mas decepciona muito na ação. As cenas de lutas não convence, as perseguições são desnecessárias. Enfim não gostei.
Infelizmente tem um ou outro que brinca com as criticas, mas enfim, mesmo sendo um filme que eu não recomendaria, não é um filme inteiro ruim, mas não tem o nível dos atores envolvidos, nem de longe e muito menos o nível que a saga Soldado Universal merecia. Pra quem gosta de cenas de pancadaria isolada, mesmo com alguma sendo sem sentido, o filme ganha um ponto pelo trabalho, principalmente pelo ultimo duelo Face a Face.
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