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Um dos primeiros curtas de um jovem George Lucas foi sobre um futuro distópico onde as pessoas possuem sua mente controlada e seus nomes são um conjunto de letras seguidas de números. Utilizando uma estética semelhante a La jetée, curta clássico do Cinema que deu origem a Os Doze Macacos, Lucas transforma seu próprio curta em seu primeiro longa-metragem de ficção. E eis que surge THX 1138, um trabalho de 1971 que hoje é um filme de vangarda sobre futuros distópicos, ou melhor dizendo, um filme sobre filmes sobre futuros distópicos. As brincadeiras não podem ser levadas a sério, mas é justamente esse tom meio paródia e meio fantasia que torna THX um produto sólido dessa geração de cineastas que recriaram o Cinema americano nas décadas de 70 e 80.
...INTRIGANTE..SENSACIONAL..É UM FILME FEITO INDEPENDENTE POR GEORGE LUCAS. E faz críticas pesadas a sociedade atual, sobre o domínio religioso e finaceiro que exerce nas pessoas, tornando-as escravas do sistema. E faz uma reflexão inteligente sobre o nosso futuro, onde podemos estar cada vez mais dominados e sem liberdade de raciocinar por conta própria.
O filme tem o objetivo de causar um certo desconforto com os padrões estéticos e comportamentos engessados. O ponto é que, George Lucas consegue o fazer tão bem, que acaba sendo bastante monótono. No mais, admiro muito as críticas sociais que tentaram abordar ainda na década de 70.
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