A Noiva!
Média
2,8
58 notas

22 Críticas do usuário

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Nelson J
Nelson J

51.028 seguidores 1.977 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 5 de março de 2026
Ótimos atores em uma estória duvidosa e de gosto duvidoso. Um Frank em busca de uma noiva que acabe com a sua solidão e que pode trazer muita confusão.
NerdCall
NerdCall

58 seguidores 471 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de março de 2026
A Noiva! nasce com ambição. E isso é visível desde os primeiros minutos. Maggie Gyllenhaal não queria apenas revisitar um clássico, queria ressignificá-lo. A proposta parte de uma inquietação antiga da diretora ao perceber que, em Bride of Frankenstein, a personagem que dá título à obra quase não tem voz. Aqui, a intenção é clara: devolver essa voz. O que torna o filme interessante também é o que, em certos momentos, o faz tropeçar.

Há uma coragem inegável na releitura. A diretora não tem medo de mexer em algo que o público já conhece, nem de assumir um discurso firme sobre identidade, pertencimento e escolha. Só que essa firmeza, às vezes, vira insistência. O filme quer tanto deixar claro o que está dizendo que acaba repetindo, apontando e explicando o que já estava evidente. Em vez de fortalecer a mensagem, isso diminui o impacto.

Ainda assim, é impossível ignorar o quanto a proposta é instigante. A metalinguagem funciona bem no começo. Jessie Buckley interpreta Mary, Ida e Penny ao mesmo tempo, criadora e criatura dividindo a mesma mente. A ideia é forte. Há algo fascinante nessa dinâmica em que a autora passa a conviver com sua própria criação, agora dentro de um mesmo corpo. O conflito interno poderia render camadas emocionais ainda mais profundas. O problema é que essa divisão mental, que surge como elemento central, vai sendo usada apenas quando o roteiro precisa. Em alguns momentos, quase esquecemos que as duas coexistem. A sensação é de uma ideia excelente que não é explorada até o limite de suas possibilidades.

Essa irregularidade acompanha o filme em outros pontos. No início, quem domina a narrativa é Frankenstein. Christian Bale assume a tela com intensidade e carisma. Seu personagem vive o drama da rejeição e da busca por companhia. São cenas fortes, talvez as mais emocionais do longa. Só que, ao mesmo tempo, estamos assistindo a um filme que promete ser da Noiva. Essa troca gradual de protagonismo causa estranhamento no começo, mas depois faz sentido. A própria trajetória da personagem é sobre sair da posição de coadjuvante da própria história. Quando finalmente assume o centro, isso conversa com o discurso do filme. O problema não é a transição em si, mas o tempo que leva para que ela aconteça. A sensação é que o filme demora a decidir de quem é essa história.

A crítica social também caminha nessa linha. O filme fala sobre a mulher poder escolher quem quer ser, poder rejeitar o papel que esperam dela. Isso aparece no subtexto, nas situações e até na forma como a personagem rejeita o rótulo de “noiva de alguém”. Há momentos em que essa crítica surge de maneira orgânica, integrada à trama. O monólogo central, por exemplo, tem função dentro do universo e impulsiona a virada da personagem. Ali, o discurso encontra propósito dramático.

Mas em outros trechos, o filme parece desconfiar da própria sutileza. Ele explica o que já estava claro. Reforça o que já tinha sido entendido. Essa repetição cria uma contradição interessante: a diretora demonstra segurança ao abordar temas delicados, mas ao mesmo tempo parece receosa de que o público não compreenda sua intenção. Essa tensão entre confiança e insegurança é o que dá ao longa seu aspecto irregular.

Outro ponto que evidencia essa busca por identidade é a mistura de estilos. O filme passeia pelo drama existencial, pelo romance gótico, pela sátira social e até por momentos de estrada. Em vez de simplesmente mudar de tom, ele costura essas fases como se fosse a própria criatura de Frankenstein, feita de partes diferentes. Em alguns trechos isso funciona muito bem. O humor ácido e as situações bizarras dão leveza e tornam a experiência divertida. Em outros, a mudança brusca de clima quebra o envolvimento e faz parecer que estamos vendo filmes diferentes disputando espaço.

Quando o longa abraça o exagero, o estranho e o gótico, ele ganha força. A ambientação nos anos 30 cria um contraste interessante entre o conservadorismo da época e a energia quase anárquica da protagonista. A fotografia de Lawrence Sher reforça esse embate visual. Em alguns momentos, a atmosfera lembra uma versão menos caricata da Gotham de Tim Burton, com esse charme sombrio que mistura beleza e decadência.

Se há algo que sustenta o filme mesmo quando ele se perde, são as atuações. Jessie Buckley entrega uma performance impressionante. Ela constrói uma mulher que não sabe quem foi, mas sente que precisa ser mais do que estão dizendo que ela é. Há fragilidade e força convivendo no mesmo olhar. Quando assume de vez o protagonismo, a transição é natural. Ela domina a cena sem esforço aparente. Já Christian Bale equilibra intensidade e ironia. Seu Frankenstein começa contido, quase introspectivo, e aos poucos abraça o caos com uma energia magnética. A química entre os dois culmina na cena da dança, um dos momentos mais marcantes do cinema nesse inicio de 2026. Ali, o filme encontra sua síntese perfeita: estranheza, talento e liberdade.

No fim das contas, A Noiva! é um filme que acerta mais do que erra, mas não sem tropeços. Sua ambição é admirável. Sua proposta é relevante. A diretora demonstra personalidade e coragem ao enfrentar um clássico e ao defender um ponto de vista claro. O que impede o filme de alcançar algo ainda maior é justamente a falta de equilíbrio entre dizer e mostrar, entre confiar na imagem e confiar na palavra.

Existe força, existe originalidade e existem momentos memoráveis. Quando deixa de tentar provar o que está dizendo e simplesmente vive sua própria estranheza, o filme brilha. Quando tenta ser maior do que já é, acaba se alongando além do necessário. Ainda assim, é impossível sair da sessão indiferente. A Noiva! pode ser imperfeita, mas sua ousadia e suas interpretações garantem que ela seja lembrada. E, talvez, essa seja sua maior vitória.
Gabriela Santos
Gabriela Santos

23 seguidores 444 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de maio de 2026
Releitura interessante do universo do monstrengo bonzinho. Gostei da estética e das atuações. Me lembrou "Poor Things", mas com um tom mais pop e meio Arlequina.
Andre B.
Andre B.

7 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de março de 2026
gostei muito do filme, é uma abordagem nova pra uma obra batida e reciclada em excesso. traz crítica, humor e até romance, de forma ousada. Frankenstein com alerquina.
Gabriel T.
Gabriel T.

6 seguidores 29 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de março de 2026
Um protagonismo sobrenatural e elétrico.

A Noiva de Frankenstein? Não!

Apenas A Noiva de suas próprias e livres decisões.
Em uma produção montada a partir de pedaços de ação, ficção gótica, romance e suspense policial, imergimos em uma narrativa moderna.

O que acontece quando alguém é trazido de volta à vida sem o seu consentimento, em um período em que seu corpo pode transitar por aí, mas sua voz não é respeitada.

A Noiva é uma obra intensa e disforme, tão sublime quanto a individualidade das peças que a compõem.
O filme de 2026, dirigido por Maggie Gyllenhaal, se diferencia de uma releitura clássica de Frankenstein.

A obra aborda em uma ficção inédita, a incorporação da leitura sobre a pessoa autora da obra original, Mary Shelley, e de uma crítica a um contexto social atual até hoje em uma produção artística baseada em metalinguagem.

Como uma colcha de retalhos que mescla conceitos do passado e do futuro, a narrativa reúne o ponto de vista interno do mundo de sua ficção com uma protagonista e narradora em 3ª pessoa, onisciente e oriunda da realidade da qual você e eu fazemos parte.

A radicalidade da obra provoca, incomoda e energiza todos aqueles que a assistem, espectadores que também se tornam coadjuvantes desse movimento.

Em A Noiva, no cotidiano da famosa e eletrificante cidade de Chicago nos anos 30, com suas boates, gangsters e cinema musical, nos deparamos com uma chama atemporal, composta pelos próprios dizeres de Mary Shelley diretamente do além, a luta pela emancipação feminina e uma alta dose de Punk Rock.

Na nova obra inspirada no clássico, a velha Criatura de Frankenstein (Christian Bale) existe na cidade moderna e assume a posição de coadjuvante enquanto o protagonismo passa para a atriz Jessie Buckley (Hamnet), bem como a autora da obra original do século XIX, Mary Shelley, e todas as mulheres que tiveram silenciadas suas vozes e suas ações.

Mary, nascida em 1797 foi fruto direto de uma das iniciantes do feminismo na literatura, sua mãe Mary Wollstonecraft. Como autora da obra “Frankenstein: ou, o Prometeu Moderno”, por ser mulher, sequer pode ter seu nome na publicação de sua obra inicialmente.
Mulheres não podiam ter livros publicados.

Na obra de 2026, o mesmo acontece ao analisar a situação de Doutoras, Detetives e protagonistas de seus segmentos, que nunca poderiam ser mulheres, mas apenas adendos de homens aceitos na sociedade.

Na trama, a personagem de Jessie Buckley é trazida de volta dos mortos apenas para assumir seu lugar de “noiva” da famosa criatura de Frankenstein (Bale), solitária há anos e em busca por intimidade, amizade e uma companhia como ele.

A obra não poderia ser mais instigante em quebrar essa expectativa de modo rápido e enérgico como um raio no meio de uma tempestade.

Buckley interpreta de forma convulsiva e vigorosa um conflito interno. Como um corpo inteiro trazido de volta à vida pelo desejo da criatura de Frankenstein, feita de diferentes pedaços (Bale), A Noiva, reanimada apenas para esse propósito subserviente, emana independência e relevância até o final.

Enquanto muitas releituras do clássico foquem na perseguição da Criatura por seu propósito no mundo ou então na vingança por sua criação como propósito de seu criador, A Noiva não dá a mínima para propósito nenhum e só quer seguir com sua vida e liberdade.

Em uma sequência de euforias em um ritmo quase bipolar, essa liberdade da protagonista inflama um propósito social fundamental no desenvolvimento de sua trama sobre justiça contra um famoso criminoso e direitos das mulheres na sociedade, grande provocação do filme ao nosso contexto atual.

Ainda que possuída, de certa forma, e sob influência da voz da autora do livro clássico, Mary Shelley, além de um receptáculo para a alma de outras mulheres cujas vidas foram tiradas sem razão na trama do filme, A Noiva (Buckley), ostenta a busca por sua própria personalidade e satisfação de seus desejos com ousadia e sem levar desaforos.

Sem se preocupar em agradar ninguém, a protagonista de A Noiva atiça cada vez mais as mulheres que se identificam com seu posicionamento, sem falar na admiração daquele que foi seu “demandante”.

Embora a Noiva rejeite logo no primeiro instante ser apenas a companhia de seu “noivo”, o grande contentamento, proteção e respeito deste por ela (mesmo que com sua intenção por posse) os envolve em um romance louco, estilo Bonnie e Clyde, que desencadeia companheirismo, descobertas pessoais e a eclosão de um movimento feminista essencial.

O personagem de Bale (apelidado de Frank) é uma interpretação inovadora da Criatura. Vivendo em uma época jamais antes retratada com esse tema clássico, Bale incorpora a cordialidade e os trejeitos contidos e reprimidos de séculos antigos com uma mescla de revolta e autoexpressão moderna.

Mas se Frankenstein antes foi o protagonista movendo as histórias pelos seus desejos e necessidades, agora é sua Noiva (Buckley) quem inicia de forma intrépida uma trajetória de conflitos e inspirações ao longo do país.

Com uma intermitência de dor, desejo, fuga e liberdade, a Noiva quebra a Quarta Parede com elementos clássicos e da modernidade, e promove tanto um filme para quem busca apenas entretenimento e ação quanto para quem precisa de uma crítica contundente.

Com um elenco de grandes atuações, contando com Penélope Cruz, Peter Sarsgaard, Zlatko Burić, e o próprio irmão da diretora, Jake Gyllenhaal, o filme é um mix de cenários e figurinos fiéis à realidade da época, com músicas e estilos de edição e fotografia que misturam os anos 80 com o século 21.

Só uma mente lúcida e analítica dirigiria uma obra tão original, louca e criativa como essa.

O filme que traz críticas e presta homenagens tão fortes não é uma narrativa para agradar a todos.

A costura de subtramas ao tema central não deixa pontos sem nó, embora algumas linhas fiquem mais grosseiras e esparsadas do que outras.

Com referências ao original literário e às suas releituras no cinema, além de performances profundas, uma produção visual e sonora estimulante e provocações sociais tão modernas hoje como já foram no século XIX, A Noiva ganha por sua originalidade.

Outro raio não conseguiria dar vida a corpos de forma tão magistral como a direção de A Noiva fez.
ALEXANDRE MAGNO BARRETO BERWANGER
ALEXANDRE MAGNO BARRETO BERWANGER

1 seguidor 17 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de março de 2026
Não é um filme de terror, a sua melhor classificação seria amor bandido, ou se preferirem simplificar mais ainda, amor ou filme romântico.
Os momentos de sensibilidade são muitos, envolvendo não apenas os atores principais, mas também os coadjuvantes.
Me surpreendeu bastante.
Erasmo Dias
Erasmo Dias

9 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 22 de abril de 2026
Os atores e a montagem é muito bom, mas a estória e o personagem da noiva são muito chatos e excêntricos, além disso muito longo, tudo isso pra lacração de uma ideia inovadora e feminista???! Noiva mistura de Alerquina que fugiu do hospício e não ressuscitou... coitado do Frankstein e de nós aguentar duas horas de história excêntrica e louca
Pombo Fatal
Pombo Fatal

5 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 17 de abril de 2026
Os atores são bons. O filme é um lixo total, chato, insuportável e tudo o que a de porcaria nessa terra. Suportei essa tortura durante uma hora, olha que já vi filmes porcarias.
Leidiane Dias Duarte
Leidiane Dias Duarte

2 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 12 de março de 2026
Filme muito ruim perda de tempo ,seria melhor ter ido ver o filme do Pelé
spoiler:
spoiler:
Jailsonderamos2
Jailsonderamos2

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 8 de março de 2026
Filme Idiota, perca de tempo e dinheiro, história ruim... um misto de aventura, drama, musical e um enorme apelo de movimento feminista... Até agora não consegui acreditar que o Christian Bale se sujeitou em participar de um projeto horroroso como esse... Mais uma vez, péssimo filme!!!
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