O Preço do Amanhã
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4,2
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Cinetrix
Cinetrix

20 seguidores 55 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de setembro de 2013
Algumas produções do diretor e roteirista Andew Niccol - “Gattaca”, “O show de Truman” e “O senhor das armas” - trazem discussões sobre a realidade e críticas sobre sistemas de poder que escondem seus reais interesses por trás de corrupções, desigualdades, regras sociais e burocracias. Em “O preço do amanhã”, seu novo filme, não é diferente e resgata mais uma vez esses interessantes debates, porém, infelizmente, os expõe de maneira rasa em uma ficção científica que traz o ‘tempo’ como fio condutor da trama.

Em um futuro próximo, o homem conseguiu se tornar imortal. Entretanto, a imortalidade custa caro e é um luxo para poucos. As pessoas crescem e vivem naturalmente até os 25 anos. Depois disso, elas não envelhecem, mas uma contagem regressiva para a morte é acionada e exposta em forma de relógio digital no antebraço esquerdo. A única maneira de continuar vivo é adquirir tempo de vida, seja recebendo salários, doações ou roubando. O problema é que tudo é pago com o tempo, o que faz dos protagonistas (Justin Timberlake e Amanda Seyfried) correrem contra ele para atingir seus objetivos: colapsar o sistema.

O tempo é o relógio da sobrevivência e, sobretudo, a moeda que sustenta uma economia capitalista inflacionada, responsável por divisões sociais fortemente demarcadas e por controlar os ‘menos favorecidos’ para evitar transtornos e superpopulação. Na primeira meia hora, Niccol desenvolve essa ideia de forma curiosa e atrativa, mas, aos poucos, parece que sua inspiração acaba e se rende a fórmulas aventurescas convencionais com soluções previsíveis que prejudicam a intelectualidade do filme.

Ao invés de seguir o estilo mais ‘cabeça’ para discutir a fundo o preço da vida eterna com base no consumismo e no capitalismo, o diretor opta por apresentar os assuntos de maneira superficial e tenta surpreender o espectador com reviravoltas subversivas que nos remetem a “Robin Hood” e “Bonnie & Clyde”. Por causa disso e, também, por ter um clímax rápido e inconvincente, o longa perde o tom poético de sua premissa e se deixa levar pelos cifrões do entretenimento.

Apesar da veia comercial, a produção não decepciona como cinema-pipoca. Andrew Niccol imprime ritmo ágil à película, insere bons diálogos (repletos de frases de efeito sobre o tempo) e conduz bem as perseguições gato-e-rato, ainda que algumas cenas de ação sejam tímidas. Esteticamente falando, o futurismo é discreto e realista de toques clássicos (como ‘novas roupagens’ nos figurinos e nos carros antigos) e apocalípticos, representado pela fotografia fria de tons esverdeados que valoriza locações degradadas.

Ainda que dê para refletir, sem esforço algum, na exposição de sua ‘pseudoproposta’ de criticar o sistema capitalista, “O preço do amanhã” tinha tudo para figurar na prateleira de cima da ficção científica, mas tem efeito efêmero por sua falta de profundidade.
Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de março de 2019
Em um momento no futuro, a sociedade desenvolveu métodos para controle de natalidade nada ortodoxos. A vida possui um limite de 25 anos para todas as pessoas, cada minuto adicional precisa sem adquirido, tornando o tempo uma moeda de troca literal. Em meio a essa situação, Will Salas (Justin Timberlake) recebe uma volumosa doação de dezenas de anos para seu acervo temporal, colocando-o na mira da máfia local e dos guardiões do tempo, até que ele sequestra a filha de um poderoso magnata e planeja mudar os rumos da distribuição de renda/vida.

Conceitualmente o filme do diretor/roteirista Andrew Niccol é soberbo, trabalhando de uma maneira bem peculiar a ligação direta entre tempo, dinheiro e vida da sociedade moderna. Cada ligação telefônica, passagem de ônibus, alimentos, veículos, móveis entre outros possuem variações diretas para aquisição, criando um paralelo bem interessante entre o tipo de trabalho e a vida luxuosa que o tempo de vida permitirá... se quer viver bem, trabalhe muito e tenha mais "tempo" para usufruir dos seus ganhos.

Há muitas ponderações filosóficas embutidas no longa, algumas bem sutis, como a desferida pela personagem Sylvia (Amanda Seyfried): "os pobres morrem e os ricos não vivem", tecendo uma coerente analogia acerca das classes sociais. É claro que existem muitos outros que são absorvidos pelos mais atentos, mas a base sólida do contexto se perde um pouco na história com personagens nem tão interessantes assim, até mesmo pelo resultado bem morno do final. O PREÇO DO AMANHÃ é um filme bem interessante e oferece uma proposta de entretenimento reflexiva e crítica para os mais exigentes.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 897 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de novembro de 2024
A trama é dirigida por Andrew Niccol, o mesmo já havia dirigido outros longas como "O show de Truman" e gosta de colocar as suas famosas "sacadinhas". A obra de ficção conta a história de uma sociedade que conseguiu bloquear o gene do envelhecimento e todo mundo cresce até os 25 anos, depois disso permanecem jovens para sempre. O único problema é que é preciso pagar por isso, e o tempo é o dinheiro no filme. Assim, os ricos vivem séculos e os pobres ficam ameaçados de morte ao completar os 25 anos. Nesse meio somos apresentados a Will Salas (Justin Timberlake), um homem periférico que acaba sendo acusado de assassinar um rico e roubar seu tempo. Com isso, o nosso protagonista acaba desafiando todo o sistema. O filme oferece uma critica ao modelo capitalista de forma rasa, e apela o lado de Robin Hood. Para além disso, o elenco é recheado de estrela como : Justin Timberlake, Cillian Murphy e Amanda Seyfried. O grande problema do filme está na sua falta de profundida, de não trabalhar outros aspectos como educação e saúde da população pobre. Além do romance sem necessidade entre ambos os protagonistas e o personagem Will Sales (sem demérito ao Timberlake) é muito mal construído. A ideia de trazer do seu passado o seu pai como um pessoa que luto e morreu pelo sistema, é nada mais uma forma de aproximar com o personagem de Murphy, pois era o único que conhecia a sua história.
Luis R.
Luis R.

24.054 seguidores 759 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 30 de agosto de 2018
Trama é interessante e bem desenvolvida,possui uma aventura com boas ideias e condução eficaz!!!!!!!
Rodrigo R.
Rodrigo R.

30 seguidores 73 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de junho de 2018
Filme muito interessante com ótimas atuações. Nos faz pensar: "quanto vale o seu tempo ?". Recomendo assistir.
Adriano C.
Adriano C.

15 seguidores 31 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 27 de dezembro de 2014
O que você faria se vivesse num futuro onde seu tempo é sua vida?
Tem 24 horas de tempo...?? Então tem um dia de vida...a não ser que lute para sobreviver a cada momento...conseguindo mais tempo...dias...mêses...enquanto outros vivem eternamente sem se preocupar...
Assim é "O Preço do Amanhã"...uma grata surpresa...
Justin Timberlake empresta seu charme a um rapaz pobre inconformado com o sistema...que decide mudar o curso das coisas...e no meio de tiros, cenas frenéticas e emocionantes...conhece a linda Sílvia...vivida por uma Amanda Seyfried que está um deslumbre de peruca ruiva e figurinos graciosos.
Um amor meio clichê? Talvez...mas nem por isso o filme é ruim...
Vale o tempo em que se desdobra...90 minutos...
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de janeiro de 2014
Eu achei essa ficção boa, a história em sim ficou mto boa e eu gostei bastante, Amanda Seyfried e Justin Timberlake juntos em o Preço do Amanha fizeram o filme passar de um tanto chato para interessante. Oq mais me chamou a atenção foi sem duvidas a idéia do filme, é uma coisa diferente e não repetitiva e pelo menos pra mim nunca tinha visto antes alguma coisa desse tipo. Então eu gostei bastante do filme, Justin Timberlake chamou a atenção toda pra ele e teve a melhor atuação sem duvidas e a bela Amanda Seyfried soube acompanhar bem o ritimo dele.
anônimo
Um visitante
3,0
Enviada em 4 de novembro de 2013
Andrew Niccol,preferiu trazer um elenco apenas com dois astros encabeçando os papéis principais (Justin Timberlake e Amanda Seyfried).E correndo por fora veio,uma atuação tão fraca de Cilian envolvido em uma história que conta os minutos para acabar.O começo,do filme,traz uma ideia bem dinâmica,e talvez inteligente,mas com o passar de minutos,o filme se perde por completo,e não dã mas uma boa sequência em sua histó de reviravoltas,que compromete até mesmo seu ue para Timberlake,que ainda continua fazendo belas atuações,e Amanda Seyfried,nem falo nada.
Miguel Neto
Miguel Neto

75 seguidores 99 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 1 de setembro de 2013
Gostei, gostoso de assistir, mas como toda ficção científica tem alguns lances um pouco forçados. É um roteiro batido do pobre do povão contra o rico explorador enfeitado com lances de futurismo. Mesmo assumindo a premissa de que a transformação é genética é um pouco forçado o relógio na pele e a transferência de tempo por toque (wireless?). O filme perde também no lance do banho de mar, se os habitantes ricos fogem do risco, não nadam, a praia está muito cinematográfica, tem lampadas verdes instaladas no fundo, fumacinhas saindo da água. Mas o roteiro é bom e esquecendo essas forçadinhas, vale a pena.
Fernanda Silveira
Fernanda Silveira

54 seguidores 117 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de outubro de 2015
Um filme ótimo de ação que prende do começo ao fim.
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