Não gostei do filme. Tem um idéia mt interessante - a do tempo como moeda de troca - mas não soube desenvolver e cai num típico filme de ação barato e em clichês bobos... Minha análise completa no blog: http://eoqueeupensodosfilmes.blogspot.com/2012/01/o-preco-do-amanha.html
Viver preocupado com o tempo a cada minuto não é bem uma ideia artística tão promissora. Contar o tempo à todo momento é uma atitude pessoal esmagadora. Está muito além da mania ou do transtorno. In Time mostra com precisão científica uma população que vive em função do tempo, das horas, dos dias e dos anos. Isso está em evidência o tempo todo, como algo onipresente, a própria origem da vida, o próprio alicerce da vida em sociedade. E quando você pensa no tempo assim, a vida cede lugar à morte. In Time é um filme natimorto, sem vida, sem empolgação, sem aquela sensação efusiva que o cinema traz. Uma lição fundamental sobre o ato de abordar a morte numa história. “Nunca fale de morte. Fale do tempo que temos disponível em prol da vida e de todas as coisas maravilhosas que ela carrega”, esse é o recado implícito a todo mundo, especialmente aos artistas. Afinal, pressa não leva ninguém a lugar algum. Só tira o nosso tempo.
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