E o monstro dos monstros está de volta! E dessa vez tem companhia.. A nova adaptação do clássico japonês feita por Gareth Edwards inova e aposta na emoção, no drama. E até que deu certo.
A história começa com Joe Brody (Bryan Cranston), que criou o filho sozinho após a morte de sua mulher em um acidente radioativo provocado por algo desconhecido no Japão. Durante 15 anos após o ocorrido Joe ainda não aceita e tenta buscar uma explicação. Seu filho Ford (Aaron Taylor-Johnson) cresceu e construiu sua família em São Francisco, nos EUA. Após um novo acidente, Ford tem de lutar junto ao exército americano para defender a população do gigantesco e temido monstro e suas companhias.
O começo deste é bem legal. Com imagens e pesquisas sobre o possível monstro, o longa se inicia com os créditos. Algo que é bem louvável e interessante pois mais da metade da sala já está fora quando os créditos aparecem no final do filme, desmerecendo assim, o trabalho e o reconhecimento de uma equipe imensa. Godzilla faz merecer os esforços, porém, pecou em vários aspectos importantíssimos. Sim, tem uns errinhos de narração aqui, alguns erros de roteiro ali, mas nada crucificável. O filme tem muitos personagens. Somos jogados na trama de cada um, mas não aprofundamos especificadamente em cada um. Pretendia-se um drama imenso com esse feito, está aí o motivo de tantas crianças no filme. Talvez crianças façam chorar e quando estão sozinhas e perdidas causam um efeito de dó, mas aqui não. É mais um 'enche-linguiça'. O que também é mais um errinho.
O longa tem um clima de tensão enorme que se dá pela brilhante trilha sonora, pela fotografia, pela mixagem e edição de som e pela própria direção. Aqui começamos os elogios. O elenco está muito bem. Mas vamos ao que todos querem saber: e o Godzilla? Como é que ele está? Como ele é inserido na trama? O nosso grande (literalmente) amigo Godzillinha, está ótimo. A arte criada aqui é incrível. Tanto do próprio bicho quanto de toda cidade. A São Francisco escura, sinistra e apocalíptica está no ponto. Realmente a equipe de efeitos especias merece palmas. A maneira com que o monstrengo é inserido na trama é inteligentíssima. Afinal a história gira em torno dele. E não é só aquela coisa "oh, um monstro apareceu, vamos todos os reunir para matá-lo". O filme desenvolve uma questão social, biológica e política. O que é bem interessante. Além dessas questões, tem as tramas de cada personagem envolvido, o que acaba deixando o longa cheio demais, mas nunca entediante ou excessivo. Outro ponto legal é a edição do filme. Os cortes de uma cena para a outra são bem legais e deixam um ar de curiosidade em saber o que está acontecendo em cada espaço proposto pelo filme. Mas só deixam o ar mesmo. Pois nas cenas mais esperadas, somos jogados pra outra subtrama. Deixando as principais e mais aguardadas cenas muito curtas, cortando assim, o barato do filme. Mas as surpresas colocadas na trama são realmente bem utilizadas. O filme em si tem seus tropeços, mas também tem muitos méritos.
E mais uma perguntinha: será que valeu apena esta nova adaptação ser feita? Em comparação à outras adaptações Godzilla (2014) é um filme imenso e assustador assim como o personagem título. E com um desfecho bem interessante, intuitivo e provável se mostrou um filme competente que preenche as expectativas geradas. Um filme que merece ser visto e recomendado, ou seja, sim, valeu a pena fazer esta adaptação. :D