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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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5,0
Enviada em 2 de dezembro de 2024
Incêndios (2010), dirigido por Denis Villeneuve, é um drama canadense poderoso que explora as cicatrizes da guerra e do sectarismo. A história começa com a morte de Nawal Marwan (Lubna Azabal), que deixa instruções incomuns para seus filhos gêmeos, Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Maxim Gaudette), levando-os a uma jornada para desvendar um passado devastador.
Alternando entre presente e flashbacks, o filme revela o doloroso histórico de Nawal, que, ainda jovem, deu à luz um filho fora do casamento, desencadeando eventos que impactam gerações. Lubna Azabal entrega uma atuação intensa e marcante, enquanto Désormeaux-Poulin também se destaca como Jeanne, a filha que guia boa parte da narrativa.
Mais do que resolver um mistério, Incêndios é uma reflexão sombria sobre os traumas causados pela guerra. Sem oferecer alívio emocional, exceto por uma breve cena de ternura, o filme é uma experiência densa e difícil, mas profundamente impactante. Denis Villeneuve constrói uma narrativa que, apesar de sua dureza, é impossível de ignorar. Um retrato visceral das feridas deixadas pela violência. Incêndios é uma obra visceral e inesquecível, que combina direção magistral e atuações intensas para explorar de forma devastadora os traumas humanos deixados pela guerra.
Decifra-me ou te devoro, o desafio da esfinge de Tebas, não poderia ser mais evidente numa história como foi neste filme. A verdade tem um só caminho, caso contrário, seremos devorados. Esse filme é tão real que parece um documentário. Imperdível.
Sem palavras para descrever o que foi esse filme. Ao terminar fiquei em estado de choque, nunca um filme mexeu fisicamente comigo, em um momento do filme senti um calafrio intenso. Impactante e muito, nada até hoje parecido, apenas assistindo para saber.
Os melhores filmes, ou os que merecem revisitas mesmo depois de conhecermos o seu desfecho, geralmente são aqueles que permitem múltiplas interpretações e que conseguem impressionar pela sua engenhosa criação. Ou seja, ao mesmo tempo emocionam e possuem um prazer intelectual implícito em sua estrutura. Esse é sem dúvida o caso de Incêndios, que não apenas apresenta uma história arrebatadora do começo ao fim em seu nível emocional (personagens) como também permite análises em camadas mais racionais, sem com isso diminuir o impacto de sua história.
Uma obra prima, que faz você ficar de boca seca do começo ao fim! Plot twist totalmente indigesto. Um filme que te faz refletir por muitos dias, um dos mais perturbadores que já vi. É muito triste que seja a realidade de muitas pessoas, especialmente mulheres, no oriente médio. Perturbador. Não tem outra palavra.
Um filme implacável, não há como não se emocionar com esse drama, que nos faz mergulhar na vida da sofrida Nawal Marwan, através de seus filhos que vão em busca do passado e pouco a pouco vão descobrindo a cruel realidade que aconteceu na Palestina, o início da história deles, final chocante, adorei o filme. É diferenciado!
Quem não assistiu, assista. Incêndios é um filme canadense/francês que projetou Denis Villeneuve para o cinema, pois aqui o mesmo dirige e ainda é responsável pelo roteiro. Na minha opinião, é o melhor filme do cineasta. Vale lembrar que chegou a ser indicado como melhor filme estrangeiro para o oscar de 2011, mas infelizmente não venceu. A trama conta a história de Nawal Marwan (Lubna Azabal) que acaba falecendo e deixa duas cartas para os seus filhos gêmeos: Jeane (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Mazim Gaudette), um deve encontrar o pai e outro encontra o irmão e entregar para cada um tais cartas. O problema é que para ambos os gêmeos, o pai está morto há anos e não existe outro irmão. O filme começa a seguir dias linhas do tempo: uma atual com Jeane indo até o país (fictício) em que sua mãe nasce em busca de pistas do seu pai e do seu irmão (a princípio Simon ainda com certa magoa da mãe não vai) e a outra é contando a história de sua mãe, na década de 1970. É um filme extremamente impactante, pois nos mostra a crueldade da guerra (aqui religiosa entre cristão e mulçumanos), mas sob os olhares das pessoas que estão no dia a dia. E não é uma crueldade voltada ao sangue etc e sim suas consequências para a vida em si. Aqui o roteiro consegue ter uma boa narrativa com o desenvolvimento magnifico dos personagens principais (apesar de que Poulin e Azaba sustentaram o filme praticamente sozinhas). E o terceiro ato foi algo avassalador. O final possui um plot twist de enlouquecer e nos deixar chorando, refletindo e perplexo no final. A fotografia muito boa, pois consegue transmitir os horrores deixado durante a guerra. Digo e repito: é o melhor filme de Denis Villeneuve.
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