Gravidade
Média
4,3
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383 Críticas do usuário

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Cinetrix
Cinetrix

20 seguidores 55 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de outubro de 2013
O grande trunfo de “Gravidade” é sua ousada realização que trás inúmeros, longos e espetaculares planos sequência que foram magistralmente dirigidos por Alfonso Cuarón. Aqui, os tais planos e travellings valorizam a dramaticidade das cenas, sobretudo na abordagem dos temas solidão e autocontrole, e proporcionam uma incrível tensão de tirar o fôlego!

Tudo é amarrado de forma intensamente eficiente em uma trama simples que trás um suspense espacial claustrofóbico, o melhor desde “Apollo 13”. O filme tem uma história que foge do convencional e basicamente retrata a tentativa de sobrevivência de uma astronauta que está à deriva no espaço e é constantemente ameaçada por uma chuva de detritos que está na órbita da Terra.

Tecnicamente, “Gravidade” é voluptuoso, principalmente no que diz respeito aos impressionantes efeitos visuais que beiram o realismo. Outra boa sacada é a harmonia da engenharia de som com a angustiante trilha sonora de Steven Price que entram em cena em momentos pontuais. Há ruídos aterrorizantes e explosões em gravidade zero, quase silenciosas, que fazem tremer a sala com potentes tons graves dos subwoofers.

O longa ainda apresenta belíssimas cenas espaciais, algumas soam poéticas (como o renascimento da protagonista), e uma atuação inspirada de Sandra Bullock. Apesar de alguns furos na narrativa, como o inexplicável isolamento das estações, e do 3D que poderia ser melhor, “Gravidade” consegue ser uma obra prima do entretenimento. Imperdível!
Marcius M.
Marcius M.

6 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de outubro de 2013
Raríssimas vezes em meus 30 anos de cinéfilo tive a experiência mágica que foi GRAVIDADE. Um filme ao mesmo tempo simples e direto. Sandra Bullock nos mostra mais uma vez a grande atriz que ela é, nem sempre alcançando sua potencialidade artística, mas este seu trabalho é o pico de sua carreira. Apesar de não ter todas as questões filosóficas de 2001 UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, GRAVIDADE pode estar no mesmo panteão dos grandes filmes de ficção científica. Aliás, GRAVIDADE é FICÇÃO CIENTÍFICA com letras capitulares!
É obrigatório assistir em 3D, onde a experiência é ampliada ao máximo, aliás, não deveria ter exibições em 2D, que tira um pouco (mas não muito) da mágica que é GRAVIDADE.
Sabe aquele livro chamado "1001 FILMES PARA SE ASSISTIR ANTES DE MORRER"? Pois ele terá que mudar seu título para "1002 FILMES..." com o acréscimo de GRAVIDADE!
Shau B.
Shau B.

9 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de outubro de 2013
Intensidade é a palavra que melhor define esse filme.
A sonorização dá uma sensação de tensão todo o tempo, até quando ela não se faz presente. Escutamos aquele silêncio espacial e, de repente, o som se torna ensurdecedor... É magnífico!
O filme relata a incrível viagem, quase sem volta, da Drª Ryan Stone, interpretada pela magnífica Sandra Bullock, com mais quatro colegas, entre eles o Matt Kowalsky (George Clooney), com quem se relaciona empaticamente todo o tempo, até após perceber que é a única sobrevivente no espaço.
Tudo gira em torno da ação de sobrevivência. Como sobreviver com pouco oxigênio? como conseguir chegar à "nave" sem gravidade? como sobreviver sem o contato com a "central terrestre"? Como não se desesperar? Como não pensar em desistir? Onde encontrar a esperança?

Afinal, como uma engenheira-médica que nunca tinha ido ao espaço, que só pilotava naves em simuladores, que é "sozinha no mundo" pois perdeu a sua filha fatalmente, consegue passar por tantos percalços e enfim voltar à terra?
Chegar perto da morte não é algo tão fácil. Neste instante, perde-se a esperança e começa-se a valorizar coisas simples que, visivelmente, são insignificantes.
Os momentos de tensão que o filme proporciona, fez com que o telespectador ficasse mais atento às cenas e acompanhasse a jornada até o fim com a mesma empolgação do início. É uma história intrigante e, com certeza, bem próxima do sufoco que alguns astronautas devem ter passado ou até semelhante a história daqueles que tentaram mas, sem êxito, não conseguiram mais pisar no âmbito terrestre.
Tudo acaba quando volta-se à terra e percebe-se que aconteceu uma viagem surreal e que tudo voltou ao seu devido lugar.

Realmente, os resultados de rankings por todo o mundo só confirmam o belíssimo trabalho de Alfonso Cuáron, Sandra Bullock, George Clooney e toda a equipe que fez esse trabalho acontecer. A obra foi bastante valorizada por ser em 3D.Não é atoa que até James Cameron se sentiu à vontade para elogiar.

É um filme que vale muito à pena ser assistido. Vai liberar vários instintos de sobrevivência e questionamentos acerca da forma mais conveniente de tentar voltar à terra ultrapassando todos os obstáculos.
João H.
João H.

7 seguidores 15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de setembro de 2014
Para quem gosta de Astronáutica, do espaço sideral junto a um enredo catastrófico com a luta pela sobrevivência e possui a sensibilidade de perceber as insinuações que o filme faz da vida e à vida é um dos melhores filmes já realizados, como o épico clássico 2001 Uma Odisseia No Espaço.
Renata J.
Renata J.

12 seguidores 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de outubro de 2013
GRAVIDADE

É NO VAZIO QUE VOCÊ ENCONTRA A SI MESMO.

As apostas de Alfonso Cuarón sempre foram as menos óbvias. Nascido na Cidade do México, em 1961, aos 34 anos iniciou o que parecia ser uma bem sucedida carreira em Hollywood. Dirigiu dois filmes de grandes estúdios com relativo sucesso de público e grande sucesso de crítica: A Princesinha e Grandes Esperanças. A aposta no menos óbvio veio quando ele decidiu voltar ao México para dirigir e produzir o que até hoje é o maior sucesso cinematográfico do país: o drama Y Tu Mamá También. Depois disso, parecia inevitável não sucumbir aos apelos americanos. Foi convidado e dirigiu o terceiro filme da série Harry Potter, além de um dos melhores filmes de 2006: um drama futurista e apocalíptico chamado Filhos da Esperança. No auge da carreira escolheu a reclusão, saiu dos grandes projetos por longos sete anos até reaparecer com esse incrível Gravidade.

A história do astronauta Matt Kowalski (George Clooney) em sua última missão fora da Terra (consertar o telescópio Hubble) e da doutora Ryan Stone (Sandra Bullock) que o acompanha na missão, juntamente com outros membros da Nasa, parece ser simples mas estamos falando de Cuarón, o homem que foge do óbvio. O que parecia terreno fértil para diálogos repletos de coordenadas e terminologias técnicas vira um oásis de sons, enquadramentos surpreendentes e diálogos que dizem muito mais sobre nós mesmos do que os papos que temos em terra firme.

Uma chuva de destroços de um satélite provoca um acidente que deixa Matt e Ryan à deriva, reféns da única coisa que existe de fato num ambiente espacial: a gravidade. O silêncio do nada que existe fora das roupas de astronauta toma a sala de cinema e nos joga em pleno espaço sideral, também reféns da gravidade. Um bravo Matt contrasta com uma titubeante Ryan, uma mulher que já passou por tantas provações na vida quantas são necessárias para fazer parecer libertador uma odisseia no espaço. As tomadas sem diálogo são tão sensacionais e especiais que tornam aula esse roteiro feito para ser cinema – o auge da imagem trabalhada esteticamente. Em pleno espaço, estafada de tanto lutar, a doutora Ryan se coloca em posição fetal, como que dali por diante houvesse dentro dela e na narrativa do filme o renascimento. Cinema puro. Imagem que diz mais do que mil palavras.

O esforço físico feito pela dupla de astros é impressionante. Sandra Bullock tem 49 anos e um corpo simplesmente perfeito. O crescimento da coragem e da força da personagem são extremamente bem marcados e servem para conduzir a narrativa. Sandra leva o filme de tal forma que até nossa respiração faz eco com a dela.

Talvez, Gravidade fique perdido entre os excelentes filmes do novo século ou talvez se torne o novo 2001 – Uma Odisseia no Espaço (muito menos pelo tema e mais por ter conseguido empregar uma estética intimista para um filme de ficção científica, em 2001 uma ode sobre a força da mente e a loucura, em Gravidade uma forma de renascer quando só existe o vazio de tudo), o que seria, de fato, merecido. Não seria esperar muito uma enxurrada de indicações aos principais prêmios do cinema em 2014. Seria óbvio, ao contrário de Alfonso. Que ele não suma por mais sete anos. É talento demais para ficar escondido.
Alexandre S.
Alexandre S.

153 seguidores 116 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de outubro de 2013
Fãs de ficção científica espacial, esse filme se torna obrigação pra ser assistido. Recomendo assistir em Imax e 3D, por que você vai se sentir dentro do filme. Efeitos incríveis, atuações convincentes, som incrível. Um filme que te deixa preso e tenso até o minuto final. Recomendo a todos!!!!!
Anthony
Anthony

3 seguidores 15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de outubro de 2013
O filme começa com a imagem de tirar o fôlego da Terra, já mostrando o quão belo será o filme e então surge os personagens. Ah, sem esquecer do som incrivelmente alto e insurdecedor quando surge ao aparecer o título do filme.
Realmente o filme possui uma qualidade de som que eu nunca vi. Mas o destaque está na atuação de Sandra Bullock. Ela consegue ser muito expressiva do começo ao fim.
Mas falando em efeitos especiais esse filme é incrível, belíssimo. O realismo conquistado é muito bom. O 3D desse filme é excepicional na questão de profundidade e no pop-up também.
Esse filme é muito bem feito e merece várias estatuetas do Oscar.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de junho de 2014
Primeiro de tudo, Gravidade está bem além de ser um simples filme. Está mais pra um acontecimento. Não só pelo grande hype em torno de tudo o que veio da nova produção de Alfonso Cuarón nos últimos dois anos, e que se intensificou nos últimos meses, como a forma com que ele foi feito. Certa vez, James Cameron disse que o que Cuarón tinha em mente estava muito à frente do que a tecnologia atual poderia conceber. É muito cedo pra dizer, com certeza, se ele estava correto nessa afirmação, mas o que o diretor de Filhos da Esperança fez aqui, tecnicamente, é algo quase infilmável. E é inacreditável que o resultado tenha saído tão bom.

Dos efeitos especiais até à edição de som (incrível), passando pela montagem e a trilha-sonora, o filme triunfa ao confrontar os seus personagens com situações de perigo iminente. E é a vida que está em risco. Genial, entretanto, é a direção de Alfonso Cuarón. O cara, que faz os melhores planos-sequência da atualidade, simplesmente se superou aqui. A sequência inicial, de longos e longos minutos ininterruptos, até o momento em que o corte explícito é finalmente feito, é um desbunde visual. E esse aspecto técnico talvez seja o que mantém a imersão no Universo - literal - de Gravidade, tão constante.

O filme é do diretor, definitivamente, mas é incrível como uma atriz que sempre foi mediana - inclusive em na atuação que lhe concedeu um dos Oscars mais absurdos dos últimos anos - dá tudo de si e entrega uma atuação GRANDE. Sandra Bullock atinge todos os níveis interpretativos exigidos para que Ryan Stone conseguisse segurar o filme praticamente sozinha. Há uma cena em específico, no grande ápice dramático do roteiro, em que Bullock eleva-se pela primeira vez ao status de uma grande atriz. E então, finalmente, se torna uma atriz possivelmente Oscarizável. É, sem dúvidas, a atuação de sua vida.

[podem haver spoilers]

Durante boa parte do filme, existe um certo rigor em rechear o filme de ações, e reações, cenas em que a protagonista é colocada no limite da vida e tem que lutar com o que tem em mãos, e assim, poder surpreender quem está assistindo. Isso, durante os dois primeiros atos do filme, compromete a jornada da personagem, mas, por outro lado, eleva a experiência cinematográfica. De qualquer forma, é no terceiro ato que o filme justifica o que veio antes, e o conflito existencial da personagem é colocado em cheque, finalmente. A cena em que Ryan imagina Matt, e consegue pensar em uma saída pra situação limite que estava vivendo, pode parecer preguiçosa pra alguns, mas me surpreendeu positivamente no sentido do desenvolvimento narrativo da mulher. Afinal, ela estava sozinha ali, no espaço, vagando sem rumo e só com a própria mente para se apoiar. E, dessa forma, não é nada forçada a forma com que Alfonso e Jonas Cuarón introduziram a "fala consigo mesma" e o "pensar em voz alta" dentro dessa história. E é o que torna esse momento de epifania da personagem (a cena do contato com os cães/bebês, a memória da filha morta, a aceitação da morte) um momento tão bonito. E até o humor do filme é legal, nesse sentido. A cena em que Ryan explica a origem de seu nome é divertida e arranca sorrisos facilmente da plateia, por exemplo.

Apesar das associações de Gravidade com 2001: Uma Odisseia no Espaço que pipocaram por aí desde que o filme foi visto pela primeira vez, não teria como discordar mais. O filme de Cuarón é sobre a vida, sobre viver (ou sobreviver), mas não chega nem perto da complexidade existencial da obra-prima de 1968. Não diminui em nada, pois são filmes diferentes, com propostas diferentes. O que é impossível deixar de notar são as referências visuais e/ou textuais "Kubrickianas" que o diretor, como todo bom criador de sci-fi pós-2001, faz questão de incorporar. As mais óbvias talvez sejam: a) a caneta que está flutuando em torno da personagem de Bullock durante várias cenas do longa, b) a belíssima cena final com a astronauta tendo que "reaprender a andar", numa metáfora muito legal sobre o descontrole sobre os próprios movimentos que o ser-humano tem no espaço e c) a relação homem x máquina, quando a segunda está fora de controle.

A inesperada virada final de Gravidade, com Ryan conseguindo surpreendentemente pousar na Terra é tão gratificante quanto controversa, e vai ser o que muitos vão implicar no filme. Não esperava que isso fosse ser mostrado pelo longa de forma alguma, mas foi uma cena bem bonita. Com uma trilha-sonora pontual, a câmera faz questão de enfocar a personagem de baixo pra cima, dando uma nítida impressão apoteótica sobre a coisa toda. O fato é que o que filme tem grandes momentos de desenvolvimento da personagem, mas não chega a estudá-la propriamente dito, pois sempre tenta não fugir muito de seu lado blockbuster. Mas quer saber? Isso não importa. De tudo isso, o que sobra é o gosto desse espetáculo visual tão imenso e tão maravilhoso que talvez não redefina o Cinema, mas que vai marcar pra sempre como uma das grandes experiências cinematográficas possíveis de serem sentidas no Cinema atual. E Cuarón não precisa do Oscar (e outros prêmios) pra mostrar o quão foda é. O Oscar, pelo contrário, deveria é agradecer por ter a chance de premiar um diretor que concebeu uma obra como essa. Que seja feita a justiça.
Elias N.
Elias N.

13 seguidores 25 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de outubro de 2013
Um filme espetacular, com efeitos impressionantes,nunca fui no espaço mais tenho certeza seria igualzinho como está no filme. Sandra Bullock fez um papel digna de um oscar, contou ainda com uma pequena participação de George Cloney, mas bem importante. Um filme muito bem dirigido e com uma fotografia muito boa e com uma 3d impecável!! Recomendo...
tiago M.
tiago M.

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de outubro de 2013
FILME SIMPLESMENTE PERFEITO. Merece Oscar ( Melhor Filme e Atriz: Sandra Bullock).
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