Com oscars merecidos quanto a parte técnica (tirando de efeitos especiais porque O Hobbit - A Desolação de Smaug deveria ter levado) Gravidade foi muito bem feito no sentido de respeitar as leis da física no espaço e trazer de forma detalhista e realista o mesmo. Sandra Bullock esteve bem, mas não foi a melhor atuação, assim como o carismático George Clooney, mas que não foi marcante. A história poderia ter um pouco mais de detalhes sobre os mísseis que explodiram o satélite que causou a destruiçãobdo ônibus espacial e que causa o terror em Ryan Stone (personagem vivida por Bullock), mesmo que não seja o foco principal e sim a tentativa de sobrevivência no espaço. Fora isto, não da pra contestar os excelentes efeitos visuais e sua fotografia. Filme que tem grande valor científico e também tem o seu lugarzinho merecido como um dos mais bem feitos filmes no espaço já produzidos.
Poucos filmes me fizeram tão entusiasta e 'torcedor' em 2013 como aconteceu com 'Gravidade'. Desde o dia em que vi o primeiro trailer, já sentindo uma certa tensão na sala de cinema, já fiquei muito interessado em ver do que se tratava. Enfim chegou o dia de encarar a sala de I-Max 3D! E pronto - foram os melhores 90 minutos que passei em um cinema em anos! Sem exagero, mas quanto mais a história ia evoluindo, mais o clima de tensão e angústia tomavam conta, em tentar descobrir como a protagonista poderia sair daquela situação tão adversa e inusitada. Mesmo que pareça "parado" em alguns momentos, o segredo é você conseguir 'entrar na história', e sentir o que a personagem está passando naqueles momentos tão incógnitos, até torcer com muito entusiasmo para que tudo aquilo termine bem, mesmo acreditando ser quase impossível. E dá até para rolar umas lágrimas (bom, na verdade rolou mesmo) em um certo momento, porque além de uma luta contra uma imensidão escura, claustrofóbica e até sombria, há também as memórias de momentos sofridos, coisas que deixaram marcas profundas na vida da Terra. Sandra Bullock teve uma responsabilidade e tanto nas mãos e conduziu com maestria. A veterana das telonas saiu de sua zona de conforto e embarcou em uma jornada diferente, dando um frescor à sua filmografia. E por falar em frescor, 'Gravidade' trouxe justamente isto ao ano de 2013, fugindo da lista de filmes cheios de classe, clichês e tudo que se vê a todo instante por aí... Uma pena que a Academia tenha dado tantas estatuetas ao filme, mas preferiu ficar no lugar-comum na hora de premiar o Melhor Filme. Lamentável, para uma premiação que já viu filmes como 'Chicago', 'Shakespeare Apaixonado', 'Crash', levarem a estatueta mais cobiçada... Por fim, nada que desmereça o trabalho de Cuarón e a 'novidade' na carreira de Bullock. Uma obra para ser lembrada eternamente, no momento em que o cinema esqueceu um pouco guerra, náufragos, escravos, pessoas sofridas e por aí vai.
Excelência técnica a serviço do belo no visual e no sentimento. O som do silêncio pontua o renascimento da protagonista, que busca força no vazio do espaço e daí retorna à Terra para viver o que lhe resta. É um filme para ser visto e contemplado várias vezes.
Primeiramente: Filme decepcionante. Assisti o trailer, e logo antes de vê-lo já estava cheia de expectativa, mas o que aconteceu: Eu (pelo menos) esperava mais aquele drama pscicológico que faz você refletir e te deixa com medo (como Cisne Negro), mas eu me deparo com um filme sem história, que tenta transformar o acidente da filha da Sandra Bullock em todo o drama. Ridículo. Sem contar as "graças" e "incentivos" feitos pelo astronauta veterano. Roteiro e atuações fracas (apesar do ótimo elenco), mas não posso deixar de salientar a notável presença de ÓTIMOS efeitos especiais. Mas não merecia 4 oscar's.
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