Gravidade
Média
4,3
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383 Críticas do usuário

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Thalita Uba
Thalita Uba

66 seguidores 52 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de outubro de 2013
Eu sempre fico com medo quando as pessoas falam bem demais de um filme porque aí vou ao cinema cheia de expectativas e acabo me frustrando. Quando vi que "Gravidade" foi escolhido um dos dez melhores filmes do ano por ninguém menos que Quentin Tarantino, aí ferrou tudo. Pensei “pronto, já era, vou achar uma porcaria”. Ainda bem que, dessa vez, ninguém estava enganado.

Se eu fosse resumir todo o filme em apenas duas palavras, seriam: tenso e impressionante. Impressionante porque o visual é extraordinário – como é de se esperar de qualquer filme que envolva viagens espaciais –, o cuidado com os detalhes e a direção de arte é absolutamente fantástico, e a interpretação tanto de Clooney quanto de Sandra Bullock (especialmente dela – o que, ao menos pra mim, que ainda tinha aquela imagem da Miss Simpatia na minha cabeça, é uma bela surpresa) é impecável. Tenso porque a trama tem um ritmo narrativo bastante intenso, com vários plot points, um atrás do outro, mal dando tempo de o espectador se recuperar do susto anterior. Além disso, os diálogos são poucos, porém interessantes, conferindo a pitada perfeita de inteligência a um roteiro que é bastante simples – o que é, por sinal, uma das reclamações de alguns cinéfilos e críticos chatos por aí, como se apenas roteiros supercomplexos e elaborados pudessem render um bom filme (sério, me poupem, vão assistir Woody Allen).

Uma coisa que precisa ficar clara é que "Gravidade" é um filme muito mais de drama que de ficção científica, como alguns podem esperar. Não se trata meramente de uma missão da Nasa ao espaço para consertar um telescópio quebrado, mas da luta dos sobreviventes de um desastre para manter a calma e conseguir, em meio a um ambiente completamente desfavorável à existência humana, se virar e dar um jeito de voltar pra casa. Esse é o trunfo do filme: conseguir, com aquele pano de fundo magnífico que a ficção científica proporciona, ser um baita drama; uma história que, se não tivesse elementos dos dois gêneros mesclados, talvez não funcionasse tão bem e não tivesse a menor graça. Cuarón conseguiu criar um efeito paradoxal sensacional em sua obra: a sensação de claustrofobia no ambiente mais amplo que existe – o universo. Não tem como um troço assim não ser, no mínimo, interessante. Por fim, a cereja do bolo e grande sacada dos caras: quem dá voz à base Houston que orienta os astronautas é ninguém menos que Ed Harris, uma das principais figuras do clássico sci-fi "Apollo 13". Foi ou não foi uma idéia de gênio?

Com boas escolhas de elenco, um trabalho primoroso do pessoal dos efeitos especiais e a direção firme e certeira de Alfonso Cuarón, Gravidade é um drama-ficção que surpreende e vale a pena assistir (em 3D, de preferência) – se não por tudo isso que falei, ao menos pelo visual maravilhoso que enche os olhos cada vez que nosso belo planeta é mostrado lá do alto. Uma belezura.
Inês D.
Inês D.

6 seguidores 5 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 11 de outubro de 2013
Estou até agora tentando entender pq a crítica elogiou tanto esse filme. Nem os efeitos especiais salvam essa história piegas, inverossímil e previsível. Decepcionante.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 9 de outubro de 2013
Dores de cabeça à parte (ainda não me adaptei à realidade do cinema 3D), o filme impressiona, distrai e, até mesmo, diverte. Os efeitos especiais são excelentes e de um primor incrível, principalmente aqueles referentes à falta de gravidade. Os vários momentos de tensão, algumas vezes mesclados com pitadas de humor, e os de superação dos limites de sobrevivência, que extrapolam o impossível, conseguem arrancar risos da galera mais crítica. Deu até vontade de ser astronauta; parece ser tão fácil viver aquela adrenalina toda no espaço (Superman que se cuide).
Raquel S.
Raquel S.

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de outubro de 2013
Incríível! "Gravidade" foi uns dos melhores filmes que já vi. Não só pelo 3D e pelos efeitos especiais, mas sim porque você se prende á história, sofrendo, se emocionando, angustiando com a personagem principal (Sandra Bullock). Também du destaque para Clooney , que atuou muito bem também, até dando um senso cômico. O diretor usou muito bem sua autoria, administrando o filme com muita competência e dedicação. Deu bastante espaço a imagens deslumbrantes do espaço, e também dos personagens. Não tem como não se emocionar com o diálogo de "Anigang" e Bullock, e com a cena da posição fetal dela. Me deu também uma lição de moral incrível, algo como: "Você já até pensou em desistir, mas uma força interior faz você acreditar que vale a pena." Um filme que indico muito, daqueles para ver 100 vezes sem perder o seu esplendor.
Clelia C
Clelia C

22 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de outubro de 2013
Além de fazer o melhor filme da série Harry Potter, (O Prisioneiro de Azkaban), Alfonso Cuarón, surpreende com este.
Apesar de ser tenso e angustiante, tem poesia e reflexões da vida e uma Sandra Bullock (finalmente!) convincente.
Matt (George Clooney) e Dra. Ryan (Sandra Bullock) são surpreendidos por uma chuva de destroços em decorrência da destruição de um satélite por um míssil russo enquanto consertavam o telescópio Hubble. Lançados no espaço, sem comunicação e pouco oxigênio, precisam encontrar um meio de sobreviver...
Destaco também que em 87 minutos de filmagens com técnicas de filmagens diferentes e ângulos de câmera que transportam quem está na poltrona neste mundo inóspito. A bela paisagem da terra e a sutileza de uma lágrima pairando no ar e a música que pára de repente para ceder lugar ao silêncio das batidas dos nossos corações e fazem deste filme, um dos melhores do gêneros de ficção no espaço.
Como na propaganda, curta esta experiência em 3D,
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de outubro de 2013
A imaginação do diretor só não é maior do que a vastidão do espaço.

“O melhor filme de espaço já feito na história do cinema.” Essa afirmação é de James Cameron, após ter ficado “atordoado” com a experiência de ter assistido, no último Festival de Veneza, ao novo filme do mexicano Alfonso Cuarón. O pioneirismo de Cameron em desenvolver uma série de avanços tecnológicos a serviço da sétima arte confere ao cineasta prestígio em Hollywood quando se trata de ficção científica. Portanto, se “Gravidade” causou espanto a James Cameron, não é pouca coisa. A comunidade científica também compartilha desse mesmo sentimento de admiração, devido, em grande parte, ao respeito demonstrado no longa à realidade do espaço, e consequentemente às leis da ‘gravidade’, palavra que nunca foi utilizada tão adequadamente para dar título a um filme, seja por seu sentido científico ou pela tensão que ela sugere.
E altas doses de tensão, sem moderação, é o que encontramos neste elogiadíssimo longa. Logo no início do filme somos presenteados com uma visão maravilhosa da Terra, contemplada do espaço, de onde surge, logo em seguida, o telescópio Hubble, no qual uma equipe de astronautas está fazendo reparos. É quando conhecemos o experiente e bem-humorado Matt Kowalski (George Clooney) tranquilo em sua última missão, e a novata Ryan Stone (Sandra Bullock), exalando insegurança nesta que é, em contraponto, a sua primeira missão no espaço. Logo, uma chuva de destroços provocada pela destruição de um satélite atinge em cheio a equipe, deixando-os à deriva na imensidão angustiante e avassaladora do espaço. A esperança reside na possibilidade de alcançarem a estação chinesa para, com ela, tentar a reentrada na atmosfera, uma tarefa que não se mostrará ser nada fácil. É a partir desta história a princípio simples que presenciamos um material riquíssimo para o manuseio da linguagem cinematográfica que o diretor domina tão bem, e com a qual ele já havia nos surpreendido.
Alfonso Cuarón chamou a atenção ao dirigir, em 2004, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, o terceiro filme da franquia, no qual imprimiu um tom mais sóbrio em contraste com o universo fantasioso da saga. Seu trabalho seguinte, “Filhos da Esperança” (2006), confirmou seu talento e sua criatividade ao criar longos e trabalhosos planos-sequência que elevavam a tensão a níveis absurdos. Mas o que ele faz em “Gravidade” é soberbo. O limite para a câmera de Cuarón é a imaginação do cineasta, e esta só não é maior do que a vastidão do espaço em que toda a história se desenvolve, e nos envolve, num jogo de planos-sequência, movimentos de câmera, mudanças de perspectiva e focos de profundidade inovadores e atordoantes. O som (ou a falta dele) é outro ingrediente utilizado de maneira extremamente inteligente para salientar o pânico e o terror provocado por momentos críticos da narrativa. E desde o estabelecimento do 3D, poucas vezes ele foi tão bem utilizado quanto neste longa, em que o efeito não é apenas ilustrativo, mas está a serviço da história. Isso é o que eu chamo de profundidade, literalmente!
Cuarón ainda se permite incluir sutilezas como o momento de relaxamento da personagem de Sandra, flutuando e, com isso, simulando uma posição fetal, o que nos remete a uma “fase” de nossas vidas em que não tínhamos nada com o que nos preocupar. E o efeito (tanto visual quanto dramático) causado pelas lágrimas que saem dos olhos da astronauta é simplesmente brilhante, acentuando sua solidão e a ‘gravidade’ da situação contraditoriamente claustrofóbica em que se encontra, isolada e perdida na melancólica vastidão do espaço. Essa fórmula não teria dado certo sem uma atuação ‘estelar’. E a performance de Sandra Bullock (que já ganhou um Oscar em 2010 por “Um Sonho Possível”) tem sido merecidamente elogiada pela crítica que já a aponta como uma forte candidata a uma nova indicação em 2014.
Se em 1968, Stanley Kubrick impressionou o mundo com sua obra-prima “2001 – Uma Odisséia No Espaço”, principalmente por ter sido o primeiro filme que realmente levou o conceito de “ficção científica” a sério, não é exagero afirmar que, 45 anos depois, “Gravidade”, de Alfonso Cuarón, cause um efeito semelhante, por todo o realismo e detalhamento mostrados ao longo de seus 90 minutos muitíssimo bem aproveitados. Assim fica difícil mesmo discordar da frase dita por James Cameron. E a julgar por suas qualidades técnicas, narrativas e dramáticas, podemos dizer seguramente que, até o presente momento, “Gravidade” representa nada menos do que a excelência do cinema no espaço.
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de outubro de 2013
Considero a carreira do cineasta Alfonso Cuarón como bem sucedida. Desde seu filme E Sua Mãe Também, Cuarón chamou minha atenção. Em Gravidade ele trabalha em 3D de maneira inteligente e realiza um filme muito bonito, tenso em que o cinema se transforma em uma extensão do espaço.
Alguns astronautas americanos estão em uma missão rotineira no espaço sideral. Dentre eles estão Matt Kowalsky (George Clooney) em sua última missão da carreira e a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock) em que está na primeira. Enquanto executam seu trabalho são avisados que os russos explodiram um satélite deles mesmo e que isso provocará uma onda de detritos do satélite. Após alguns minutos são avisados que as partes do satélite estão rapidamente se dirigindo na direção deles. Para não serem atingidos têm que saírem rápido dali.
Neste filme posso dizer que fui para o espaço e voltei. Quando as luzes do cinema foram apagadas e o filme começou participei da missão e passei todos os momentos de tensão junto dos personagens. Aquela sala escura passou a ser uma extensão do espaço. Cuarón explora em minha opinião bem o 3D. Dessa maneira conseguimos ter uma visão de profundidade perfeita e enxergamos a Terra como se nós fossemos um deles. O filme é tenso do início ao fim e Cuarón que também escreveu o roteiro (junto de Jonás Cuarón), usa o personagem de Clooney para ser a fonte de descontração. Bullock desenvolve uma boa interpretação. Considero uma atuação acima do que se espera dela, mas nada tão excepcional para um Oscar.
O diretor acerta a usar sons diegéticos, já que no espaço o som não se propaga, mas para aumentar a tensão usa sons não diegéticos. Talvez se ele não os usasse poderia ter um filme que explorasse mais estarmos lá junto com a protagonista naquela imensidão, no silêncio e lutando para sobreviver. Há também imagens lindas. Umas que com toda a tecnologia foi possível e outras que o diretor elabora que fazem metáforas para mostrar o desenvolvimento interior em que a Dr. Stone passa durante o filme. É interessante também o drama que a doutora tem em sua vida, pois enquanto a gravidade provocou um acontecimento em sua vida, a falta dela também pode provocar algo a ela. Outro ponto muito bom é quando ele explora a câmera subjetiva, pois quando a câmera passa a ser os olhos da Dr. Stone a tensão aumenta.
Em um filme excelente. Cuarón explora bem a tecnologia de modo a vivermos com os protagonistas e compartilhar cada momento de tensão ou descontração com os personagens.
Antony
Antony

37 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de outubro de 2013
Muito bom mesmo! Não é 2001, claro que não, mas é uma viagem no espaço muito agradavel!
Mauricio J.
Mauricio J.

64 seguidores 24 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de dezembro de 2013
Sempre quando um filme é muito comentado positivamente pelos críticos, sempre ficamos com uma pulga atras da orelha com medo de ser decepcionado quando entrar para a sessão do filme e o dinheiro gasto com ele não valha com conteúdo. Fiquei com essa impressão antes de entrar para a sala do cinema, e posso dizer que o filme que o filme me surpreendeu muito, mas muito mais do que esperava. Um dos filmes mais épicos de todos os tempos e o melhor do ano.
Gravidade tem o simples objetivo de mostrar ao mundo como o corpo humano é sensível, e o diretor do filme, Afonso Cuarón, soube mostrar esse lado humano de uma forma diferente, mostrando como o mundo é perfeito e como somos frágeis. Com belas visões do espaço, diretamente para a terra, podemos ver a beleza que cerca a nossa casa e os perigos que os astronautas de todo o mundo sofrem quando embarcam em uma viagem para o espaço.
Gravidade teve uma ótima escolha em seu elenco, apesar de ser composto somente por quatro atores, sendo que dois deles tem somente as vozes no filme. Sandra Bullock fez o seu melhor trabalho em anos de atuações, dando vida a Dr. Ryan Stone; sua atuação foi tão boa que ela merece, em minha opinião o Oscar de Melhor Atriz do ano, e caso isso não aconteça, enviarei uma carta a Academia do Oscar xingando eles por fazer uma barbaridade dessas. George Clooney participa da metade do filme, mesmo assim fez uma excelente atuação. Acho que ele estará fora do Oscar, mesmo assim estarei na torcida.
O Filme tem uma direção maravilhosa, Afonso Cuarón, fez o seu melhor trabalho em um filme em toda a sua carreira, sem deixar a desejar em nenhum momento e conseguiu superar o seu antigo melhor trabalho, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Minha aposta no Oscar, referente a direção.
A Trilha sonora do filme é maravilhosa, ela consegue deixa o publico com o coração na boca, deixando o filme mais perfeito. Quando você pensa que o seu coração não podia bater mais rápido, vem a trilha sonora e bate o recorde de batimento do seu coração.
Gravidade não conseguiu somente ser um excelente filme, ele conseguiu entrar para a historia do cinema, nunca vi um filme de Suspense e Ficção mais perfeito que esse, e tenho certeza que muitos vão concordar comigo. Minha aposta no Oscar de 2014 vai em Gravidade e acho que ele tem chance de ser um no Titanic, referente a quantidade de estatuetas. Pretendo sim ver o filme novamente, não sou muito de ver filmes duas ou mais vezes no cinema, mas Gravidade é uma exceção.
Ismael I.
Ismael I.

14 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de outubro de 2013
Só tenho uma coisa para dizer: é uma sacanagem ter apenas cinco estrelas para avaliação deste filme!
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