Gravidade
Média
4,3
5040 notas

383 Críticas do usuário

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Jonathan G
Jonathan G

50 seguidores 92 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de outubro de 2013
O filme é de um todo deslumbrante, realmente os efeitos são impecaveis, assim como sua trilha sonora estonteante e uma interpretação segura de Bullock, são muito mais as qualidades do que defeitos. Na verdade um só: ritmo! Não que o filme seja parado ou que não tenha tensão, mas a forma com que as coisas acontecem é como uma montanha russa. O silencio e o barulho, tudo se mistura em uma cena só e isso é um pouco cansativo!!
João H.
João H.

7 seguidores 15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de setembro de 2014
Para quem gosta de Astronáutica, do espaço sideral junto a um enredo catastrófico com a luta pela sobrevivência e possui a sensibilidade de perceber as insinuações que o filme faz da vida e à vida é um dos melhores filmes já realizados, como o épico clássico 2001 Uma Odisseia No Espaço.
Bell R.
Bell R.

17 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de outubro de 2013
Nota 5 em técnica os efeitos são surpreendentes, mas não gostei da história, esperava mais pelo elenco. Criei muita expectativa para no fim me decepcionar. Pode concorrer ao oscar de melhor efeito visual e sonoro, mas fora isso acho que não merece.
Renata J.
Renata J.

12 seguidores 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de outubro de 2013
GRAVIDADE

É NO VAZIO QUE VOCÊ ENCONTRA A SI MESMO.

As apostas de Alfonso Cuarón sempre foram as menos óbvias. Nascido na Cidade do México, em 1961, aos 34 anos iniciou o que parecia ser uma bem sucedida carreira em Hollywood. Dirigiu dois filmes de grandes estúdios com relativo sucesso de público e grande sucesso de crítica: A Princesinha e Grandes Esperanças. A aposta no menos óbvio veio quando ele decidiu voltar ao México para dirigir e produzir o que até hoje é o maior sucesso cinematográfico do país: o drama Y Tu Mamá También. Depois disso, parecia inevitável não sucumbir aos apelos americanos. Foi convidado e dirigiu o terceiro filme da série Harry Potter, além de um dos melhores filmes de 2006: um drama futurista e apocalíptico chamado Filhos da Esperança. No auge da carreira escolheu a reclusão, saiu dos grandes projetos por longos sete anos até reaparecer com esse incrível Gravidade.

A história do astronauta Matt Kowalski (George Clooney) em sua última missão fora da Terra (consertar o telescópio Hubble) e da doutora Ryan Stone (Sandra Bullock) que o acompanha na missão, juntamente com outros membros da Nasa, parece ser simples mas estamos falando de Cuarón, o homem que foge do óbvio. O que parecia terreno fértil para diálogos repletos de coordenadas e terminologias técnicas vira um oásis de sons, enquadramentos surpreendentes e diálogos que dizem muito mais sobre nós mesmos do que os papos que temos em terra firme.

Uma chuva de destroços de um satélite provoca um acidente que deixa Matt e Ryan à deriva, reféns da única coisa que existe de fato num ambiente espacial: a gravidade. O silêncio do nada que existe fora das roupas de astronauta toma a sala de cinema e nos joga em pleno espaço sideral, também reféns da gravidade. Um bravo Matt contrasta com uma titubeante Ryan, uma mulher que já passou por tantas provações na vida quantas são necessárias para fazer parecer libertador uma odisseia no espaço. As tomadas sem diálogo são tão sensacionais e especiais que tornam aula esse roteiro feito para ser cinema – o auge da imagem trabalhada esteticamente. Em pleno espaço, estafada de tanto lutar, a doutora Ryan se coloca em posição fetal, como que dali por diante houvesse dentro dela e na narrativa do filme o renascimento. Cinema puro. Imagem que diz mais do que mil palavras.

O esforço físico feito pela dupla de astros é impressionante. Sandra Bullock tem 49 anos e um corpo simplesmente perfeito. O crescimento da coragem e da força da personagem são extremamente bem marcados e servem para conduzir a narrativa. Sandra leva o filme de tal forma que até nossa respiração faz eco com a dela.

Talvez, Gravidade fique perdido entre os excelentes filmes do novo século ou talvez se torne o novo 2001 – Uma Odisseia no Espaço (muito menos pelo tema e mais por ter conseguido empregar uma estética intimista para um filme de ficção científica, em 2001 uma ode sobre a força da mente e a loucura, em Gravidade uma forma de renascer quando só existe o vazio de tudo), o que seria, de fato, merecido. Não seria esperar muito uma enxurrada de indicações aos principais prêmios do cinema em 2014. Seria óbvio, ao contrário de Alfonso. Que ele não suma por mais sete anos. É talento demais para ficar escondido.
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de outubro de 2013
Gravidade faz lembrar a todo instante como nós, seres humanos, somos frágeis e condicionados a tantas coisas das quais dependem nossa sobrevivência e bem-estar, colocando-nos em muitos aspectos em grande desvantagem aos restantes dos animais que habitam a Terra. Só uns poucos dias somos capazes de ficar sem água ou alimento. Precisamos de roupas para nos protegermos do frio. Levamos muitos anos para conseguirmos sobreviver sozinhos sem a proteção dos pais. Além disso, precisamos de amor, de carinho, de respeito, de reconhecimento para nos sentirmos integrados a algum grupo social que seja e não definharmos num sentido moral ou espiritual. E, muitas vezes, basta um microscópico vírus, alguns minutos sem oxigênio, ou um tombo estúpido para tirar nossas vidas.
Mas, por outro lado - e este é exatamente o tema do filme - o ser humano possui uma capacidade extraordinária de se superar, de vencer obstáculos e de sobreviver nas mais inóspitas situações, através da força de vontade e da fé - em si mesmo ou algo superior - que o faz subverter mesmo os mais pessimistas prognósticos e repensar a lógica coerente de nossas expectativas racionais.
É claro que já foram feitos outros filmes sobre este tema. Poderia citar o excelente exemplo de O Escafandro e a Borboleta. Mas o que este filme tem de especial é fazer com que o espectador de certa forma interaja e se sinta "na pele" da Dra. Ryan Stone, experimentando junto com ela suas emoções, sua angústia, seu desespero, sua ansiedade. Entramos literalmente dentro de seu macacão espacial, vendo através de seus olhos, sentindo sua respiração ofegante e seu coração acelerado. A tensão em Gravidade está o tempo todo lá, e esta experiência é vívida e extenuante para quem assiste assim como é para a personagem.
Existem alguns filmes que tem diálogos demais, personagens demais, enredos demais, ação demais, efeitos visuais demais. Gravidade, ao contrário, ao focar em uma situação-limite, ao invés de abordar uma história narrativa que se desenvolve num tempo e espaço amplos, é sucinto, e por isso mesmo mais impactante que a maioria dos filmes.
Afinal, o diretor Cuarón - também autor do roteiro, juntamente com seu filho - tinha poucos elementos para construir seu filme. Praticamente 2 atores e um estúdio. Nestas condições, o diretor comprova definitivamente o seu domínio da narrativa e das ferramentas da arte cinematográfica - algo que já demonstrara no excelente Filhos da Esperança. spoiler: O moderno uso da computação gráfica, que adicionou quase tudo que vemos além dos atores , criou cenas e ambientes absurdamente convincentes e belos. Destaco a cena em que a Dra. Ryan chora dentro da nave, e uma gota de lágrima vem ao encontro da câmera, flutuando pela falta de gravidade. Some-se a isso a música composta por Steven Price, que cumpre mesmo o papel de uma "trilha sonora". Afinal, Gravidade teve o bom senso, esquecido pela maioria dos filmes de ficção científica, de lembrar que no espaço não há propagação de som. Então, quando não há diálogos, o silêncio é preenchido pela música, que pontua a ação praticamente o tempo todo, incorporando às vezes o papel de efeitos sonoros. Quando Sandra Bullock ganhou seu Oscar por Um Sonho Possível houve muitos que disseram que o prêmio era prematuro e injusto. A Academia vai ficar numa saia justa em 2014. Porque o prêmio, agora sim, seria merecido. Em Gravidade, Bullock foi testada ao limite, tanto física quanto emocionalmente. Se não há tempo em meio à ação do filme para uma verdadeira construção de personagem, ela é obrigada a reproduzir um arco de emoções somente através da voz e expressões do rosto - principalmente o olhar - visto que em praticamente todo o filme sua expressão corporal está bloqueada por um pesado traje espacial. Clooney, que faz uma espécie de contraponto humorístico como personagem, não está mal, mas o filme é dela, totalmente. Na cena final, quando ela caminha com dificuldade, ainda se readaptando à gravidade da Terra, a câmera a filma num ângulo bem acentuado de baixo para cima, fazendo-a parecer um gigante, em estatura, como querendo dizer que está mulher pequena e aparentemente frágil tem dentro de si, como muitos de nós, uma força e determinação que supera seus limites físicos.

Em meu último post no blog fiz uma prévia seleção dos melhores filmes de 2013 e, sem querer imitar as últimas edições do Oscar, cheguei a um número de 9 filmes. Gravidade chegou para completar o 10º lugar na lista. Até o final do ano, poderá haver alguma mudança nas escolhas, mas seguramente este filme vai ficar, porque embora ainda falte 2 meses, o Sr. Cuarón trouxe este presente de Natal antecipado a todos os apreciadores da sétima arte.
Alexandre S.
Alexandre S.

153 seguidores 116 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de outubro de 2013
Fãs de ficção científica espacial, esse filme se torna obrigação pra ser assistido. Recomendo assistir em Imax e 3D, por que você vai se sentir dentro do filme. Efeitos incríveis, atuações convincentes, som incrível. Um filme que te deixa preso e tenso até o minuto final. Recomendo a todos!!!!!
Supertramp A.
Supertramp A.

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 14 de outubro de 2013
Estou acompanhando a crítica, que dá tantos elogios a esse filme, o que não consigo entender. Assisti em 3D e fiquei surpreso pela nova perspectiva de filmagem nesse filme. Você tem a sensação de estar lá, flutuando junto com os astronautas. Mas é só! Só isso que eu vi de legalzinho. O resto é um sono de filme, entediante, vertiginoso... horrível!

spoiler: Qual o fator empolgante de um filme que se passa em um único lugar, com apenas dois personagens, em conversinhas (humorzinho americano) com Houston? É um filme que te prende, sim, te prende dentro do capacete da Sandra Bullock enquanto ela está à deriva no espaço. Isso é empolgante? Filosófico? Talvez pra quem goste de sentir náuseas e vomitar enquanto fuma maconha no cinema. Outra coisa é a parte lógica do filme, ou seja, sem lógica. A nave ou estação do astronauta é destruída por lixo espacial e então eles precisam ir "à pé" para outra estação espacial russa. Logo, essa outra estação espacial é também destruída, e agora a Dra. Stone precisa ir, de novo, "à pé" para a outra estação espacial (logo alí na frente) chinesa. WTF!? Não sabia que essas coisas lá no espaço eram vizinhas. Só faltou o astronauta dizer "vou ali pegar um pouco de açúcar com meu vizinho russo", né?! Não dá pra engolir esse filme.


Tem muita gente aí querendo gostar do filme apenas porque o diretor é conhecido por obras primas cinematográficas ou porque a crítica fala que é bom. De um ponto de vista técnico e só técnico, o filme é mesmo uma coisa linda de se ver. Mas pra quem quer um grande roteiro, é dececionante!
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de outubro de 2013
Imagine um filme que se passa quase que em sua totalidade no espaço, e onde um terrível acidente faz com que uma astronauta fique à deriva no meio do nada. Depois de assistir ao instigante e aflitivo trailer de Gravidade e saber que o filme foi alvo de excelentes críticas, bateu aquela curiosidade para saber como o reconhecido mexicano Alfonso Cuarón conduziria um filme deste tipo com seu corriqueiro mergulho existencial nas vidas de seus personagens. Como plus, temos um casal de superestrelas hollywoodianas no elenco. Sandra Bullock nunca esteve tão bem em um papel, nem mesmo quando ganhou o Oscar e outros prêmios por sua performance em Um Sonho Possível. Aqui, a fragilidade de sua personagem aliada a todas as circunstâncias extremas a que ela é obrigada a passar por sua sobrevivência, é vividamente interpretada pela atriz, que mostra um talento incrível nas nuances de seu dificílimo papel, tornando-se o ponto mais forte de todo o filme. George Clooney também brilha com seu carisma e rouba algumas cenas com seu ar de astronauta galã. Além do acerto na escolha das duas figuras do elenco (pois praticamente só existem os dois durante todo o filme), o filme conta com efeitos especiais impressionantes, e que mesmo assim, não ofuscam a intensidade e profundidade de um roteiro muitíssimo bem conduzido, e que cativa a cada instante. Incrível como conseguiram seguir à risca aquela premissa de que nada está tão ruim que não possa piorar. Mas por outro lado, mesmo quando aparentemente não há mais jeito para superar os obstáculos, no fundo há sempre aquela esperança que tudo se ajeitará. E por fim, o filme consegue a proeza de mostrar cenas belíssimas e reflexivas, nas quais nos vemos diante da velha indagação sobre a magnitude e a fragilidade da vida. Um filme intenso, muito bem realizado e que merece toda a atenção que vem recebendo. Simplesmente excelente.
Douglas D.
Douglas D.

1 seguidor 5 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de outubro de 2013
Filme bom. XD. vale a pena ver. A história é um tanto fantástica ( d+ pra meu gosto), mas bons atores e efeitos visuais tornam um programa agradável. A luta pela sobrevivência e o lado emocional associado foi direto e com bom gosto.
Marcelo Lopez
Marcelo Lopez

55 seguidores 56 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de outubro de 2013
Filme ótimo! Alfonso Cuaron traz às telas uma viagem estética primorosa, cheia de efeitos especiais surpreendentes a 600km acima da Terra e um roteiro com um ritmo alucinante. E Sandra Bullock e George Clooney demonstram um entrosamento incrivel. Além de todas essas qualidades o filme nos faz refletir sobre valores e virtudes bem humanos. Na imensidão do espaço a astronauta, vivida por Bullock, olha pra dentro de si e enfrenta a solidao, o medo e os traumas que tenta esconder em sua vida na Terra. Enquanto precisa encontrar forças sobrehumanas para enfrenta explosões na gravidade zero, falta de oxigenio e chuva de destroços de satélites.
Adorei esse filme! Uma dica: em 3D é melhor ainda.
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