O diretor mexicano Alfonso Cuarón já vem se mostrando um ótimo diretor a longa data. Principalmente depois de " Filhos da Esperança ", e " Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban ", o seu filme mais popular. Até, então, que o diretor se envolveu com um projeto da Warner Bros chamado " Gravidade ", que envolvia uma mulher a deriva no espaço. A atriz vencedora do Oscar, Sandra Bullock, foi escolhida para viver essa mulher, e George Clooney foi escolhido para viver o único coadjuvante do filme. E então, todos estávamos esperando ansiosamente por " Gravity ", o seu título original. E, nessa última sexta - feira, dia 11, estreio em fim essa ficção - científica misturada com drama, e que prometia muito.
O que o filme prometia ?? Prometia a Sandra Bullock sozinha em pleno espaço sideral, falando com o George Clooney por um rádio, enquanto tentava voltar para a Terra. Ou seja: muito mais que uma simples ficção - científica. E além de tudo isso, Cuarón prometeu o melhor filme do ano..... e cumpriu a promessa. " Gravidade " é até agora o melhor filme de 2013, e vai ser difícil - praticamente impossível - algum outro filme ser melhor. E Alfonso Cuarón fez uma coisa que até hoje, eu achava que era impossível, até mesmo no cinema: deixar um personagem a deriva na atmosfera da Terra, rodopiando de um lado para o outro, mostrando dor, sofrimento, dúvida.
Na minha opinião, foi a melhor direção dos últimos anos, conseguindo ser melhor que James Cameron em Avatar. E a melhor coisa que o diretor fez, foi filmar o filme em 3D, que estava realmente perfeito, e talvez a melhor utilização do 3D de todos os tempos. Com uma fotografia estupenda, num cenário infinito, focado apenas em Sandra Bullock, acompanhando seu rosto, em quanto ela gira com a força da gravidade; maravilhoso. Com um som alto, sufocante, muito bem mixado.
E como o filme já prometia, Sandra Bullock fica uma hora e meia, sozinha, tentando voltar ao planeta Terra. E ela está completamente ótima, tão ótima que eu me senti em sua pele, com seu sufoco, com seus sentimentos a prova, e acima de tudo, com a sua angústia, de estar num lugar escuro, se o mínimo barulho, sabendo que o seu oxigênio pode acabar a qualquer instante, e você morrerá; completamente enlouquecedor. E com ainda, uma participação de George Clooney, que está muito bem. O roteiro - que é escrito pelo próprio Alfonso Cuarón, junto ao seu filho, Jonas Cuarón - é muito bem escrito, e que te deixa vidrado a cada fala, a cada movimento, e que parece que toda cena será a última.
Cuarón fez maravilha, dando ao público um dos melhores filmes de todos os tempos, e o melhor dos últimos anos. Um filme que é preciso ser assistido no cinema, e de preferência em 3D. E principalmente agora, que vai começar a temporada de premiações, que precisávamos de um filme de peso, para chamarmos de " o grande favorito "