Contágio
Média
3,5
628 notas

67 Críticas do usuário

5
18 críticas
4
13 críticas
3
21 críticas
2
5 críticas
1
6 críticas
0
4 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
danicarreis
danicarreis

46 seguidores 70 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de fevereiro de 2013
Vale a pena assistir! Assim como em "O Ensaio Sobre a Cegueira", nos faz refletir sobre a fragilidade humana e da nossa sociedade no caso de uma enorme adversidade...
kokunikame
kokunikame

20 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
...Ao todo gostei. Dados alarmantes e nada muito longe da realidade. Mas deixou muitas lacunas... Quem assistiu vai notar, tipo: o que ocorreu com o pai da doutora (M.Cotillard) que descobriu a cura? e com o repórter(J.Law)? se o médico (L.Fishbourn)estava doente? Se a menina era realmente imune? Se foram atrás do caso da Beth (G.Paltrow), pq foi o primeiro contato dela após o contágio... mas no geral dá pra ficar preso ao filme... abrços
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de março de 2020
O cinema sempre teve e (creio eu) sempre terá uma função social. Quando assisti Contágio pela primeira vez nos cinemas em 2011, não me dava conta de que a ameaça viral que seus personagens enfrentavam poderia ser uma coisa pertinente na vida real – as noticias sobre gripe suína ou a tal da MERS, na época, passavam longe de me amedrontar – o que, provavelmente, contribuiu para que eu não captasse toda a urgência e critica que o diretor Steven Soderbergh (de Traffic, Erin Brocovich e Sexo, Mentiras & Video-Tape) e o roteirista Scott Z. Burns queriam passar.

Revendo agora, noto como nosso estado emocional e social influi na experiência de assistir um filme. Não seria exagerado dizer que os realizadores do longa foram quase que proféticos – existem inúmeras semelhanças com a nossa realidade de combate ao coronavírus – seja pela própria origem da doença na história (que curiosamente tem a ver com um morcego também) ou pela reação pública e as medidas para enfrentar a disseminação do vírus – e, pasmem – o que poderia soar em filmes de zumbi como soluções forçadas ou irreais, tornam-se aqui absolutamente verossímeis – tão real que eu acharia importante este filme ser exibido várias vezes nas emissoras de TV’s do país, como ferramenta de conscientização sobre a doença.

Apresentando vários personagens, em diferentes regiões do mundo, Contágio começa mostrando a norte americana Beth Emhoff (Paltrow), em viagem de trabalho a Hong Kong – após ir em um cassino, ela retorna para os Estados Unidos – em menos de dois dias, começa a se sentir terrivelmente doente – coriza, tosse, febre, aversão a alimentos e líquidos, convulsões – de fato, mais perigoso que o COVID-19 – o que assusta seu marido, Thomas (Damon), que imediatamente a leva para o hospital e descobre que ela esta infectada por um vírus novo e desconhecido – que, em pouquíssimo tempo, se espalha para os moradores da cidade, para todo o estado e, em seguida, todo pais – além de estar surgindo em outros países – além de Hong Kong, Inglaterra e França começam a relatar casos da doença – o que faz o responsável em saúde pública norte americana Ellis Cheever (Fishbourne) chamar a Dra. Erin Mears (Winslet) para investigar o caso – enquanto que a representante da Organização Mundial da Saúde, Leonora Orantes (Cotillard) parte para a Ásia para verificar o estado das vitimas de lá – em meio a isso, o blogueiro Alan Krumwiede (Law) tenta investigar o caso, apontando supostas irregularidades nas medidas tomadas pelo governo, usando teorias de conspiração para tentar provar suas suspeitas.

Didático em apresentar como o vírus se espalha facilmente, o longa é beneficiado por um trabalho de edição e montagem primorosos – onde closes em mãos se tocando ou relando em diversos objetos de cena, tornam-se elementos de tensão – uma maneira marcante de exemplificar o crescimento de uma ameaça invisível, mas letal – os enquadramentos e a direção de fotografia optam por tomadas fechadas, mesmo que em locais abertos – ainda inserindo uma tonalidade esmaecida e fria, a fim de causar uma claustrofobia – evidentemente, como forma de simbolizar a “prisão” que o vírus proporciona aos personagens – algo que a ótima e tensa trilha-sonora de Cliff Martinez também auxilia – ao utilizar acordes eletrônicos com várias linhas de baixo sintetizadas, as músicas conseguem conferir peso e tensão crescente nas cenas.

Contando com um elenco de estrelas que realmente esbanja talento, o roteiro consegue explorar e dar funções criticas eficientes para cada um deles, entrelaçando de forma bem ritmada cada uma de suas histórias – Soderbergh é feliz em representar varias camadas sociais durante a trama – seja pelo norte americano comum de classe média – o personagem de Matt Damon e sua neura (totalmente justificável) em preservar a saúde da filha (Anna Jacob-Heron), além da maneira como se sente preso e impotente em casa, diante da situação da pandemia - o representante público do governo vivido por Laurence Fishbourne, que sente a pressão pública e particular de tentar buscar uma solução para o problema; o que nos leva a questão de quem é ou não privilegiado em situações como essa – sem falar na forma como retrata a luta e sacrifício dos profissionais da saúde e ciência para evitar mais mortes – seja pela cientista vivida por Jennifer Ehle e a médica de Kate Winslet – cuja ambição e determinação tornam-se comoventes pelo seu destino – enquanto que na personagem de Marion Cottilard somos apresentados as pessoas que mais sofrem em meio ao caos de uma contaminação em massa: os mais pobres – os últimos a serem ouvidos ou socorridos, diante da divisão de classes que o mundo capitalista impõe.

Mas, sem dúvidas, um dos personagens mais importantes é o de Jude Law – e creio que através dele temos uma ligação ainda maior com a nossa realidade atual: a questão da desinformação – em um mundo onde noticias falsas se propagam mais rapidamente que os vírus, o papel da suposta imprensa independente torna-se contraditório – o digital influencer vivido por Law não se abala em divulgar dados infundados (sem nenhuma base cientifica) apenas para ganhar visualizações em seu blog (ou canal no YouTube) – atirando teorias como ciência comprovada – o que, consequentemente, se torna influencia para milhões de pessoas que o assistem e seguem – creio que só faltou mencionar que Alan é um terraplanista, já que ele é adepto da teoria de que a indústria farmacêutica dissemina doenças no mundo para vender seus remédios – ou questiona a eficácia dos medicamentos – se para você isso não se assemelha com os estapafúrdios movimentos anti-vacina que temos aqui no Brasil ou com grupos teóricos de conspiração – além de outros que relativizam as consequência da pandemia atual – creio que não moramos no mesmo país.

O longa somente perde força por não dar tanta atenção ou melhor solução para algumas de suas linhas narrativas – a personagem de Cotillard é um exemplo, que surge no primeiro ato e depois só no terceiro, com uma solução um tanto apressada e pouco explorada sobre as crianças que acaba sendo forçada a ajudar – um tipo de critica mais simplória à falta de empátia do sistema para ajudar os mais humildes – sem falar que não deixa de soar um pouco inverossímil o fato do personagem de Matt Damon ter contato direto (por dois dias) com dois infectados e não pegar o vírus – alegando uma imunidade pouco provável – algo que só é compensado pela forma realista com que seu personagem tenta manter a filha a salvo – por mais absurdo que pareça ele expulsar o namorado da moça a força, segurando um rifle na mão.

Evitando clichês que vimos em trabalhos mais exagerados sobre contaminações em massa – como no mediano Epidemia, de 1995 – Contágio capta ainda o caos socioeconômico que a pandemia traz para a sociedade norte-americana, mostrando a ineficiência das politicas públicas de saúde dos Estados Unidos, se tornando um filme quase que obrigatório agora por suas soluções realistas e detalhadas de como uma ameaça viral afeta o mundo inteiro – em meio de figuras públicas que classificam uma doença que já matou mais de 18.000 pessoas no mundo todo (até este exato momento em que escrevo, em 23/03/2020, às 22h15) como uma “gripezinha” ou de “histeria”, é aqui que o cinema e o entretenimento cumprem suas funções de ajudar a trazer luz e reflexão para as pessoas – e, através de seu genial e revelador plano final, traz uma resposta ao espectador que só mostra que o problema da saúde mundial não é culpa de um animal ou de uma nação especifica – o que nos lembra da xenofobia com que os chineses estão sendo vitimados hoje – Soderbergh deixa bem claro que o problema está no ser humano – em sua negligência com o estado social do próximo e de sua exploração e destruição da natureza.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de maio de 2020
É o hoje. É o covid 19 com maior índice de letalidade (tomara). Até a origem do vírus, o local, os governos... em 2011 previram com exatidão o que vivemos hoje. Que não tenhamos o mesmo caótico destino.
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 29 de abril de 2021
O filme do diretor Steven Soderbergh com um grande elenco previu a pandemia que estamos vivendo agora. Bem interessante o desenrolar do filme, contando como tudo começou e até onde chega uma pandemia. Interessante de assistir, principalmente durante a pandemia.
Roberto Carlos M.
Roberto Carlos M.

3.603 seguidores 443 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de fevereiro de 2016
assisti no canal Warner hd, muito bom mesmo, história bem produzida e dirigida, atuações bem convincentes, cenas de suspense bem elaboradas, dublagem nota dez...
Vilmar O.
Vilmar O.

2.033 seguidores 357 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de novembro de 2015
Ótimo filme, apesar de ser um tema batido: catástrofe devido a doença causada por infecção em massa através de um novo vírus. Dentro disto vemos novamente as relações humanas, inclusive dos líderes tomando decisões totalmente pessoais, além de manipulação do mercado financeiro em favor de laboratório farmacêutico.
O elenco é de tirar o fôlego.
Vale muito a pena assistir.
Sidney  M.
Sidney M.

29.815 seguidores 1.082 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de abril de 2020
Havia assistido há alguns anos, um bom filme por sinal. Faz refletir é claro, mas o principal é o choque de realidade.
Lukas Henrier
Lukas Henrier

146 seguidores 163 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Muito bom.Não acho que mereceu críticas de modo tão negativas.Foi bem feito e realizado de maneira bastante inteligente,pois o diretor Steven Soderbergh deve ter pesquisado bastante sobre o assunto do universo Vírus,e que sem dúvida é um assunto complexo. O filme tem um elenco muito bom,que é a principal atração antes do longa começar.Após o inicio oque mais chama a atenção é o medo,o medo que acaba criando uma epidemia que concerteza é apavorante e tensa.

Em geral gostei, e não concordo que é um dos piores filmes de 2011.
Enio
Enio

10 seguidores 63 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de julho de 2014
O REALISMO deste filme é tão competente que até nos ajuda a compreender o que aconteceu nos bastidores da crise sanitária mundialmente conhecida como “Gripe Suína”.

Ao contrário da crítica deste site, que é injusta ou não entendeu a proposta do filme, achei “Contágio” não só uma excelente produção, mas também um “divisor de águas” para o tema (epidemia) que já foi abordado por várias produções... Digam-se de passagem, muito fracas e com o objetivo simplista de fomentar cenas patéticas de drama e sequencias de ação inverossímil e espetaculosa.

DIFERENTE DE SEUS ANTECESSORES Fica claro que a proposta de “Contágio” foi empregar uma narrativa REALISTA na qual mostra com muita fidelidade a “logística” de um vírus em que o TEMPO e a identificação do MARCO ZERO são fatores primordiais para conte-la. Alem disso o filme nos deu uma amostra real de como uma força tarefa de investigação epidemiológica é planejada e executada. PORTANTO: NÃO VEJO “CLICHÊ” ALGUM AQUI.
Por outro lado o personagem de Jude Law é sabiamente utilizado para mostrar o lado político e manipulador tanto da imprensa sensacionalista quanto da indústria farmacêutica corrupta quando se trata de controle epidemiológico e populacional.
Por fim, outro aspecto muito importante abordado pelo roteiro trata dos estágios necessários para a fabricação de vacina ou mesmo a de medicamentos para controlar a doença.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa