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O Globo
Sempre amparado no arrojo da fotografia do mexicano Emmanuel Lubezki, Malick professa na tela a homilia dos filmes de Stevens [George]: a tese de que a natureza está acima da vontade dos homens [...] Na direção, Malick dá pouco diálogo aos atores. É tarefa dos gestos expressar o espanto deles em um espetáculo que faz da paixão uma divindade.
Omelete
Para Malick, há um problema nos fundamentos do amor moderno, no novo continente - onde a própria terra é tóxica [...]. Se nem o planeta ama mais seus filhos, como alguém pode entregar-se a outro? "Amor Pleno" é o filme mais apaixonado de Terrence Malick.
Chicago Sun-Times
Muitos vão achar "Amor Pleno" ilusório e muito efervescente. Eles vão ficar insatisfeitos com um filme que prefere evocar do que oferecer [...] Mas aqui ele [Terrence Malick] tentou atingir algo mais profundo do que isso: para chegar abaixo da superfície e encontrar a alma necessária.
Chronic'art.com
"Amor Pleno" amplifica um gesto já presente no âmago de "A Árvore da Vida": extrair a coluna vertebral narrativa para recolher pela montagem uma pura tempestade memorial.
Cinema em Cena
[...] E mesmo que o filme apresente-se irregular, não se comparando a obras irretocáveis como "Cinzas no Paraíso" e "Árvore da Vida", é suficientemente sensível e revelador para fazer jus à filmografia do diretor.
Cinepop
"Amor Pleno" é um filme interessantíssimo em sua estética narrativa e visual, sempre evidenciando o Amor em torno da natureza divina. É mais simples, menor e mais leve que seu antecessor, ainda que desfrute de mesmas linhas emocionais. Se "A Árvore da Vida" era uma Obra de Arte, "Amor Pleno" é uma linda e romântica poesia.
Cineweb
"Amor Pleno" é um melodrama, à maneira de Malick, ou seja, impalpável, fragmentado, poético. […] É, no fundo, um filme sobre a incomunicabilidade, e isso se materializa nas quatro línguas, mais linguagem de sinais, que são faladas ao longo da história.
Críticos.Com.Br
É precisamente a sensação de um filme feito a partir de uma costura de fragmentos, de imagens descobertas durante a montagem que atravessa "Amor Pleno" do começo ao fim [...] E é sempre bom que, no limite, quando se pensa que nada mais pode ser feito, podemos sempre fazer imagens.
Estado de São Paulo
Goste-se ou não, parece inegável que, em "Amor Pleno", Terrence Malick abre inusitadas possibilidades de leitura, e de sensibilidade. Longe de ser perfeito, é, no entanto, um filme rico, e vivo.
The Guardian
Uma obra fascinante, vívida e cheia e falhas, como uma companheira de "A Árvore da Vida". Existe o mesmo êxtase, a mesma bela fotografia [...], o mesmo cinema abertamente preocupado com crises espirituais, e o mesmo tema cristão fora de época.
Télérama
Graças a Deus, o cineasta deixa a sua espiritualidade à la Paolo Coelho e seus dinossauros de lado [...] Mas ele guarda essa encenação à flor da pele, por vezes remota e carinhosa, utilizando movimentos de câmera incessantes e constantemente interrompidos, panorâmicas mágicas, com leveza.
CineClick
Malick ateve-se muito mais à forma do que ao conteúdo, apesar de as poucas linhas serem de lirismo e reflexão profundos. "Amor Pleno" não supre as expectativas levantadas por seu antecessor; mesmo assim, sua beleza e simbolismo o fazem imperdível.
Cineplayers
Faltam a subversão e o desafio que transformam todos os filmes anteriores de Malick em choques estéticos e em esfinges que bem ou mal desconcertam a percepção do público.
Preview
No visual, o filme é bem próximo de "A Árvore da Vida" [...]. Em suma, é um longa menos ambicioso do ponto de vista do que quer dizer e mais arriscado em termos narrativos.
A Tarde
A busca excessiva por uma expressão sensorial, por uma elaboração que fale mais aos sentidos do espectador do que à compreensão direta nem sempre funciona. [...] O fato é que o filme tem espera e contemplação suficientes para provocar uma interpretação ativa da plateia.
Folha de São Paulo
Com tantos temas nobres, o problema é: como mostrar tudo isso sem cair no intelectualismo ou no sensorialismo "new age"? "Amor Pleno" oscila entre esses dois polos, até nausear. [...] Assim como em "Árvore da Vida", "Amor Pleno" torna tudo tão perfeito e extático que o espectador fica dispensado de sentir emoções.
New York Times
[...] A situação humana no centro do filme não consegue suportar sua plataforma filosófica e em parte porque as imagens, lindas como elas são, não possuem o poder evocativo que o Sr. Malick pretende que elas tenham.
Variety
Aqueles que não suportam os devaneios espirituais de Malick vão se afastar imediatamente, mas apesar de todas as falhas, este é um filme encantador, digno de um cineasta que não perdeu a sua capacidade de inovar e surpreender.
Cinema com Rapadura
Raso, maçante e frio. Esses são os três principais defeitos desta curta história, a qual o roteiro (se é que se pode dizer que existe um) de Malick faz questão de expandir por quase duas longuíssimas horas.
Critikat.com
A obsessão pelos grandes temas (o amor, a fé) cria uma série de clichês que sequer alteram a trajetória dos personagens, e não conseguem traçar [...] o contorno de uma complexidade dentro neste assustador tabuleiro de xadrez.
Screen International
As imagens são belas, a música é bela, a narração é bela. Mas depois de quase duas horas de beleza melancólica e cheia de lições de vida, esta nova sinfonia visual de Malick deixa os espectadores angustiados em suas poltronas.
The Hollywood Reporter
Talvez haja uma estrutura rítmica e temática oculta por trás da fachada de "Amor Pleno" [...] Se assim for, no entanto, não se afirma de forma significativa durante o ato de assistir a um filme que parece ser drenado de vida e ideias ao invés de ser sustentado por elas.
Télérama
Em última análise, o que nós preferimos é Javier Bardem no papel do padre. Ele cria dúvida, questiona o amor divino, mas terreno. É ele quem traz a densidade, a encarnação está faltando em outro lugar. Ele nos faz esquecer a ladainha visual de Malick [...]
Zero Hora
Muitos planos têm função reiterativa e, pior, alguns deles parecem idênticos aos de "Árvore da Vida" [...] Ao tentar ressaltar o vazio de seus personagens, Malick esvaziou sua própria trama. O resultado é o tédio.
Rubens Ewald
Se você achou "A Árvore da Vida" entediante e difícil de seguir, espere para conhecer este filme amador e caseiro, que segue a mesma linha, sem ao menos tentar fazer maior sentido...
Veja
Duas horas e meia de absolutamente nenhuma substância [...] Para as pessoas que ainda não desistiram do Terrence Malick e querem conferir por conta própria, ok, arme-se de resistência e vá lá. Para o restante da humanidade, esqueça.