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Dunclas M.
1 crítica
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5,0
Enviada em 13 de fevereiro de 2018
Parem de olhar para com quais filmes ele disputou. Um filme não é feito para receber prêmios. Eu sou gago e senti cada segundo do filme na minha pele. A dificuldade, os olhares tensos, as travadas, as letras repetidas e dificuldade de falar uma palavra por ela começar com uma consoante difícil (precisando adicionar um artigo antes para que soe com mais naturalidade), e mais todas as outras dificuldades que tenho em me comunicar. Não é um roteiro parado. Cada cena mostra o quanto ele evoluiu com a ajuda de seu fonólogo. Ele gagueja mesmo depois de ter passado por várias terapias, que conclusão você tira disso? É apenas um rei tentando melhorar sua dicção? É a maldita de uma luta que não desejo a ninguém. Uma luta contra as próprias inseguranças e fobias sociais. É horrível. Cada segundo que George hesitava em falar em frente ao microfone eu quis parar de assistir ao filme por causa da dor que eu sabia que ele estava sentindo. A pressão que é para um gago falar em público é um monstro muito maior do que vemos no filme. É um filme sobre um rei gago superando suas dificuldades e responsabilidades como ser humano por precisar falar em público. Não sei representação melhor da gagueira do que esse filme.
Muito bom filme, sem muitas emoções no princípio, mas aos poucos o terapeuta vão derretendo o coração de pedra do rei que o faz acreditar, que quando realmente se deseja algo, nada é impossível, um filme com ótimas atuações do rei, sua esposa, e do excêntrico terapeuta, um filme para se assistir com a família.
Aí está um filme que não consigo entender como ganhou o Oscar, especialmente disputando contra Cisne Negro e A Rede Social. É um filme legal e com atuações sólidas, mas nada mais do que isso. Está longe de ser ruim, mas não me imagino assistindo novamente e também não recomendo a ninguém como um grande filme que deve ser visto.
É um filme bem feito, que acerta na direção, direção de fotografia, figurinos e elenco. Na verdade, as excelentes atuações de Colin Firth e Geofrey Rush ressaltam a intensa agonia de alguém com tanta responsabilidade nas costas porém portador de uma incapacitante patolgia aparentemente pifia. O filme tem o mérito de mostrar que a realeza também é humana, padece de deficiencias como qualquer outra pessoa. Não é pouco. A incansavel luta do novo Rei é bem acentuada com o recurso simples de closes em expressões angustiadas, a historia não precisa de muitos elementos originais para ser boa. É o retrato da realidade e, historicamente veridico, há o fato de a luta ter como efeito o autocontrole. Um papel relevante o filme cumpriu: todos somos humanos, todos têm suscetibilidades.
"The King's Speech" é um filme bom mas não passa e não ultrapassa o limite de um vídeo, possui seus méritos, mas quando se pensa nas possibilidades e até mesmo na quebra de possibilidades do cinema, "the Kings" não acrescenta em nada.
É tudo feito em uma escala muito rasa de um vídeo direcionado para satisfazer e responder as encomendas de quem lhe solicitou ou até mesmo para seguir o rumo dos anos 2000. Ano próspero, que gerou uma linha de realizações biblio-cinematográficas sobre os reinados, em especial da Realeza Inglesa.
Até mesmo as atuações seguem o mesmo ritmo, Colin Firth está bom, mas sabemos de sua capacidade, e honestamente aqui não era o momento de receber seu oscar como melhor ator.Já Geoffrey Rush vai, além disso, o que é o grande alívio do filme, seu bom desempenho consegue seguir um ritmo próprio, mas nada para além de algo previsível, e sabemos que Rush é um ator excelente.
Talvez essa estranheza de ser apenas bom, se justifique pela direção de Tom Hooper que possui vastas realizações televisivas, e que refletem no filme "King...", não apenas por ser um roteiro fechado de locações internas, com uma iluminação muito clara e por vezes, artificial, mas principalmente por pontuar planos e contra planos, um trabalho simples, quase preguiçoso que a TV utiliza para simplificar ao máximo e deixar bem claro o que se conversa e com quem se conversa, não abrindo espaços para reflexões e possibilidades.
Fora isso os cenários, especialmente onde temos a presença da personagem "Lionel Logue", é nítida sua referência de velhice e decomposição que inversamente dão beleza ao filme, porém, Hopper (especificamente ao utilizar "close's" das personagens sentadas), abusa em querer apresentar tais cenários com recortes que até funcionam, mas que usados em demasia, cansam, e só mostram que estão ali como forma figurativa de um mundo pouco explorado, de uma história interessante mas registrada sem profundidade, superficial.
Geofrey esta muito bem neste filme como ator coadjuvante. Utiliza suas tecnicas e experiencia de vida para quebrar o coracao desse rei q alem de gago eh amargo. Uma historia de amizade e superacao. Ganhou varios premios no Oscar pq o ano cinematografico nao foi bom na minha opiniao. Mas gostei e mandei 4 star. Assisti no cinema em abr2011
O filme foca na amizade de George e Lionel a partir de um problema peculiar, a gagueira do rei George. Colin Firth mereceu o Oscar e Geoffrey Rush mereceu sua indicação. O filme retrata os personagens de uma forma até divertida, o que é interessante. É legal ver como a realeza inglesa se comporta, principalmente George e sua esposa Elizabeth. Gostei muito, mas acho que assistir uma vez é suficiente.
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