Melancolia
Média
3,9
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66 Críticas do usuário

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Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

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5,0
Enviada em 11 de fevereiro de 2019
Não dá para ficar indiferente ao cinema de Lars von Trier, por ser incômodo e ao mesmo tempo excepicional. Só ele pode e se atreve a colocar um prólogo de oito minutos ao som de Tristão e Isolda de Wagner sem ser pedante. Melancolia filme niilista pode nos mostrar como a depressão e o estado melancôlico pode levar o ser humano a ver no apocalípse a única saída. Surreal como envereda pela poesia para demosntrar o estado de tristeza de Justine (Kirsten Dunst , melhor atriz em Cannes). O primeiro ato é uma festa de casamento regada a muita hipocrisia burguesa. O segundo ato, a chegada do planeta apocalíptico registra liricamente o contraste entre as relações de Justine e sua irmã mais velha, Claire (Charlote Gainsbourg). As duas estão magníficas nos papéis antagônicos. Lars von Trier é sempre o diretor da estupefação.Se ainda não viu, procure e boa aula cinematográfica.
Henrique S.
Henrique S.

7 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de junho de 2013
Há filmes que são filmes. Histórias contadas usando sons e imagens. Contudo, há filmes que são poesias, poesias audiovisuais que, se lidas no momento certo e pelos olhos certos, proporcionam uma experiência quase epifânica. "Melancolia", uma obra prima de Lars Von Trier, é dessas.
Tal é a grandeza desse filme, que não me contive e me propus escrever uma resenha mais apurada, mesmo já o tendo visto pela primeira vez, há mais de um ano, numa sala de cinema, e tendo deixado um pequeno comentário no blog. É válido dizer que a experiência que esse filme me proporcionou naquela época foi muito maior do que agora que o revi, graças ao momento específico que estava vivendo lá. Mas quando uma arte é boa, não importa quantas vezes você a enxerga, sempre consegue a ver.
Como os outros filmes do diretor, este contém seus elementos característicos, como a divisão em capítulos, a câmera móvel e a valorização dos diálogos. Entretanto, aqui também vemos o culto à imagem e toda a beleza que esta pode oferecer. Logo no início, a sequência de imagens maravilhosas, semelhantes a pinturas surrealistas, em câmera lenta, demonstram a profundidade do longa.
O primeiro capítulo tem como foco a personagem Justine (Kirsten Dunst) e sua festa de casamento, que acontece na casa da irmã, Claire, e de seu cunhado milionário, o anfitrião. De início, a noiva parece estar vivendo o que espera-se dela: felicidade. Contudo, logo no inicio da recepção, percebemos seu real estado, simplesmente alheia a tudo que ocorre a sua volta e sendo pressionada por todos para "ser feliz". No segundo capítulo, focado em Claire, sabemos que "Melancolia" é um misterioso planeta que passará próximo à Terra e corre o risco de encontrá-la. Com isso, Claire (brilhantemente interpretada por Charlotte Gainsbourg, também presente em "Anticristo", do mesmo diretor), luta contra o desespero, isolada com a irmã depressiva, o filho pequeno e o marido na gigante casa de campo, até o dia da chegada do planeta. Saber que o diretor se encontrava em uma fase da vida na qual teve depressão dá condições de entender melhor a situação melancólica e pessimista que vive Justine. É impossível alguém que já teve tais momentos não se reconhecer. Talvez a ideia não tivesse funcionado tal bem não fosse a incrível compatibilidade entre as duas atrizes principais, que conseguem construir uma relação irmã-irmã comovente e real.
Frases como "A Terra é má, não precisamos lamentar por ela. Ninguém sentirá falta", conseguem expressar toda a carga de descrença, frustração e aniquilamento que nós, seres conscientes da nossa futura morte certa, em muitos momentos experimentamos. Os belos diálogos e imagens, juntamente com a trilha sonora de violino, formam a melhor personificação da melancolia que já vi no cinema. Mais um filme que ao invés de exigir uma mente aberta, exige um coração disposto a absorver as sensações que surgem quando nos conscientizamos da nossa pequenez e fragilidade como humanos.
AllBs
AllBs

4 seguidores 15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de agosto de 2013
Com uma humilde bagagem de filmes vistos no mundo da sétima arte, posso dizer com êxito, mesmo assim e até precipitadamente, que essa provavelmente é uma das únicas obras cinematográficas que me embriagará tão arrebatadoramente. Sempre o Trier. Não tenho muita base, mesmo pra elogiá-lo.
Mas tudo nesse filme embriaga; a música do Bethoven que culmina os vários picos do filme, as cenas meio-estáticas no início que parecem uma pintura viva, os diálogos e até a depressão. Principalmente a depressão. Dunst, aqui em Justine, se banhando na luz do planeta Melancolia depois de, fisicamente e nas suas expressões expor a depressão que a corrói após um casamento fracassado, é embriagante.
Sim, Melancolia não é sobre um planeta que vai destruir a Terra. É sobre a depressão, que por seja-lá-qual-motivo, pode visitar qualquer um, já que todos estão sujeito à vida. Essa vida, a minha, a sua, que não é nada perto do vasto universo, que nem sentiria a nossa falta e a da Terra, destroçada tão delicadamente por outro planeta.
Câmera, fotografia, atuação, diálogo, orquestrados com tanta magnitude compõem um filme tão tragicamente belo.
Mario B.
Mario B.

4 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de janeiro de 2013
Um dos melhores filmes que assisti. Certamente não é para pessoas que adoram filminhos comerciais de ação ou melequentos de romantismo barato. Não se sai mais feliz, rindo, ou com sentimentos baratos vendidos pela mídia comercial. A gente sai melancólico, exatamente como Lars Von Trier queria, mas a melancolia com um bom toque de lucidez.
Nelson J
Nelson J

51.030 seguidores 1.977 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de dezembro de 2015
Excelente filme do genial Lars Von Trier e interpretação magnifica da Kirsten Dunst. Ela está se casando, mas é acometida de forte melancolia, sentindo o eminente fim da humanidade e do planeta, devido ao choque que acontecerá devido a passagem do corpo do cometa gigante chamado de Melancolia. A estória apresenta os momentos finais da humanidade, entre o desespero diante do inevitável e a esperança de um súbito desvio de rota do cometa. Muito angustiante e sensível. Lançado na mesma época do filme Árvore da Vida do Mallick que é um filme medíocre e infeliz, serviu de contraponto e exposição para a genialidade de Von Trier.
Deia Rodrigues
Deia Rodrigues

6 seguidores 56 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de junho de 2018
É um filme SENSACIONAL. Mas certamente não agradará a quem está procurando filmes comerciais, lineares e previsíveis. É complexo e fala sobre um tema devastador que assola parte da humanidade e o sobre toda destruição que causa. Tem um sentido metafórico brilhante e foi muito bem feito em todos os sentidos em que um bom filme exige. Se você não gosta de filmes profundos e atordoantes, não assista, pois é exatamente essa a ideia,
Khemerson M.
Khemerson M.

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5,0
Enviada em 14 de dezembro de 2014
Dogville, Dançando no Escuro e O Anticristo. O que estes longas têm em comum? A resposta: são algumas das principais obras-primas do cineasta dinamarquês Lars Von Trier. Dono de uma filmografia riquíssima, suas narrativas invariavelmente refletem sua visão particularmente pessimista sobre a humanidade, trazendo protagonistas femininas fortes e decididas cujos conflitos particulares refletem este embate do indivíduo frente às pressões e idiossincrasias da coletividade que assumem, nas mãos de Von Trier, o papel de antagonista, uma vez que são estas coletividades que Trier se esforça em observar e criticar, no final das contas. E se, em seus filmes anteriores, Nicole Kidman, Björk e Charlotte Gainsbourg (algumas de suas principais protagonistas) assumiam, de forma extremada, personagens que pareciam absorver todas as dores e contradições da sociedade ao qual pertenciam, neste seu novo projeto, Melancolia, sua protagonista atravessa todo o longa com um sentimento de desapego que ganhará significado ao constatar que, no final das contas, o fim da humanidade está próximo... (LEIA O RESTANTE DESTE TEXTO NO LINK EM ANEXO)
weslley.piress
weslley.piress

6 seguidores 23 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de dezembro de 2020
Melancolia é um filme de catástrofe. Mas, tire o seu cavalinho da chuva se pensou em pessoas correndo de desespero, carros batendo e pontes caindo. Não espere um 2012 ou algo parecido. Na verdade, aqui a tragédia é maior, porém de uma maneira diferente.

Se você não assistiu ao filme antes de ver as críticas, recomendo que o faça primeiro. Digo isso, pois perde a graça saber todas as metáforas que o drama traz. É uma experiência misteriosa e agradável tentar entender o que aquilo tudo significa — mesmo que, a princípio, seja difícil.

Continuemos. Não quero ficar muito preso a detalhes técnicos, mas a fotografia representa bem o que o filme reflete, tristeza e sofrimento. Do mesmo modo é a trilha sonora, encaixando perfeitamente no clima.

As atuações são boas. Os destaques vão para as irmãs vividas por Kirsten Dunst (a Mary Jane de Homem Aranha 1,2 e 3); Charlotte Gainsbourg (Anticristo e Ninfomaníaca - Volume I e II, ambos filmes de Lars von Trier); e Jack Bauer (24 horas).

A história é bem contada e contém diálogos simples. No entanto, o que chama atenção, são os significados implícitos deixados pelo diretor no filme sobre a depressão.

Eu afirmei que a tragédia de Melancolia é maior porque, ao contrário dos filmes de destruição hollywoodianos, essa realmente existe.

Quantas pessoas sofrem com depressão, assim como Justine, e tentam buscar apoio dos pais e parentes e eles não dão atenção. Quantos não são pressionados, dizendo que devem ficar felizes de qualquer maneira. Quantos veem o sofrimento chegando cada vez mais perto até ver seu mundo sendo destruído.

Muitas vezes, até em momentos incríveis, como em um casamento, não conseguem esboçar um sorriso genuíno. Não seria o casamento um dos ápices da felicidade? O longa-metragem deixa implícito essa e outras reflexões.

Pois é, isso acontece com milhares de vidas ao redor do planeta. Somente quem já passou por esse problema ou teve um ente nas mesmas condições podem entender a angústia de Justine.

Quem diz saber a solução é o marido de Claire (irmã de Justine), garantindo que o planeta Melancolia passará longe da Terra. No entanto, ele falha miseravelmente. Isso mostra que, nem sempre, a ciência pode explicar tudo o que se passa na cabeça de uma pessoa.

Claire, sua irmã, faz de tudo para ajudar, mas, infelizmente, ao perceber que a calamidade é iminente, se desespera e não sabe mais o que fazer.

Nesse ponto, Justine já está tão no fundo do poço de suas emoções que o fim de sua vida vira o momento mais tranquilo. Quanta gente com depressão vê isso como solução? Lamentavelmente é a realidade e Lars von Trier não se preocupa em mostrar um final feliz.
André H.
André H.

12 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de dezembro de 2012
A divisão em duas partes mostra as duas faces da tristeza profunda. Se por um lado há uma melancolia pelo iminente fim do mundo, a tristeza por cumprir o que a sociedade exige, passando por cima de seus próprios sentimentos e vontades toma conta da Kirsten, que numa interpretação brilhante nem sequer se parece com a mesma atriz que participou do Homem-Aranha. Um dos melhores filmes que eu já. Se não, o melhor.
Lukas Henrier
Lukas Henrier

146 seguidores 163 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
É bastante difícil dizer,mas foi o único filme de Lars Von Trier que eu tive realmente um interesse e que eu pude certamente aprovar esta nova obra deste nomeado diretor.Assim como a grande maioria destes filmes deste diretor,ele mostra de maneira aflita e perturbadora o lado psicológico das pessoas que envolvem o enredo do longa.A personagem Justine,principal personagem do primeiro capítulo,na minha opinião é a que demonstra isso na melhor atuação presente em Melancolia.Mas os outros personagens também mostram seu lado de ver e temer o fim dos tempos de maneira no mínimo tensa.Trier também fez questão de envolver ao roteiro situações extremamente depressivas,que mostram ao todo a ideia do diretor.Mas,o que mais chama atenção nos 130 minutos de filme,é o tão aguardado e esperado final,que eu achei espetacular.

Não espere de Melancolia somente ser um filme de catástrofe,ou apocalypse.Espere sim,um grande drama com momentos chocantes e desafiadores,que de maneira ótima vivenciarão o juízo final.
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