Ferrugem e Osso
Média
4,2
206 notas

33 Críticas do usuário

5
8 críticas
4
18 críticas
3
6 críticas
2
0 crítica
1
0 crítica
0
1 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Eduardo P.
Eduardo P.

84 seguidores 98 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de março de 2013
Esse filme é muito bonito. Mesmo contendo momentos dificeis e pessados, a direção e o elenco, especialmente, Marrion (que deveria ter sido indicada ao Oscar) sabem como executa-las sem forçar a barra e ainda transmitir beleza, sem exageros. O roteiro, horas cru, horas poético também é uma beleza à parte.
Eduardo B.
Eduardo B.

17 seguidores 67 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de março de 2013
Acabei de assistir e achei um filme bom, tenso e emocionante em várias cenas, tem outras muito desnecessárias, e que não precisavam estar no filme, mas na hora marcante, você se surpreende e se identifica com o personagem...
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de junho de 2013
“Ferrugem e Osso” é mais do que o título do filme dirigido pelo francês Jacques Audiard. Não vamos saber logo de cara, uma vez que isso será desnudado aos poucos pelo roteiro, mas essas duas características resumem os dois personagens principais da obra: Stéphanie (Marion Cotillard) e Alain Van Versch (Matthias Schoenarts). Eles se conhecem após Stéphanie ser vítima de violência na boate em que Alain trabalha como segurança. O relacionamento que surge entre eles será atípico, porém o que iremos testemunhar no decorrer dos 120 minutos do filme é a transformação dos dois depois da vivência de acontecimentos que poderiam mudar ou, neste caso, mudaram as suas vidas para sempre.

Stéphanie tem as suas duas pernas amputadas depois de sofrer um acidente em seu ambiente de trabalho (ela treinava baleias em um show tipo o que é apresentado no Sea World, parque temático que fica localizado nos Estados Unidos). Para ela, a readaptação à nova vida será muito difícil e a impressão que temos é a de que ela vive em uma permanente inércia, sem saber direito como reagir a tudo aquilo que lhe aconteceu. Quem irá exercer um papel fundamental para a recuperação de Stéphanie é Alain, com quem ela, aos poucos, vai deixando de ser “enferrujada” (para fazer uma analogia com o título do filme) em relação aos vários aspectos de sua – nova – vida.

Por outro lado, Alain é um osso duríssimo de roer. Desempregado e pai solteiro de um filho de cinco anos, ele encontra abrigo na casa de sua irmã. Vivendo de bicos e complementando sua renda em lutas disputadas sem qualquer condição, digamos, profissional, Alain é um reflexo da realidade cheia de dor a qual se acostumou. A consequência disso é que ele não consegue dar amor àqueles que estão ao seu redor, sendo duro com seu filho e se relacionando de forma puramente passional com as diversas mulheres que entram na sua vida – incluindo, Stéphanie. Pela forma como ocorre, a transformação de Alain é uma prova concreta de que, às vezes, só mesmo um grande baque da vida para nos fazer acordar de vez.

“Ferrugem e Osso” é um filme que, esteticamente, difere muito de “O Profeta”, filme anterior dirigido por Jacques Audiard. De uma certa maneira, no entanto, os dois longas possuem o mesmo tema central: as mudanças internas pelas quais passam os personagens centrais – apesar de “Ferrugem e Osso” não ser tão impactante quanto “O Profeta”. Mesmo assim, o filme de Audiard chama a atenção pelo silêncio que permeia as cenas (muito bem pontuado, diga-se de passagem, pela trilha sonora de Alexandre Desplat) e que são decorrentes do fato de que Stéphanie e Alain internalizam muito seus sentimentos. Essa característica facilita muito a performance dos dois atores. Tanto Marion Cotillard, quanto Matthias Schoenarts estão excelentes como os protagonistas de “Ferrugem e Osso”, na medida em que se comunicam perfeitamente com a plateia por meio de gestos e olhares.
Lucas Henrique
Lucas Henrique

8 seguidores 69 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de dezembro de 2020
Filme excelente! Ferrugem e Osso é um filme cru, realista e extremamente bruto no bom sentimento, retrata muito bem a dor, o sofrimento e a superação na vida. Ótimas interpretações de Marion Cottilard ( Stéphanie) e Matthias Schoenaerts( Alain); as atuações de ambos são intensas, brutas e totalmente cativantes. O trabalho da direção é impecável também, o filme não cai de ritmo nunca. Ferrugem e Osso é um verdadeiro soco no estômago.
Julio Davila
Julio Davila

17 seguidores 64 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de julho de 2015
Impacto emocional e grandes atuações movem esse arrebatador filme.

O consenso crítico do site RottenTomatoes acertou em cheio ao definir esse filme: Contando com fortes performances de Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts, Rust and Bone é tão vibrante e surpreendente quanto a vida real.
Ferrugem e Osso é um filme franco-belga de 2012, dirigido por Jacques Audiard e estrelado por Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts. O roteiro é baseado nos contos "Rocket Ride" e "Rust and Bone", do livro Rust and Bone, do canadense Craig Davidson.O filme competiu pela Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2012, onde foi aplaudido de pé durante 10 minutos ao final de sua exibição. Ganhou o prêmio de melhor filme no London Film Festival e também foi indicado ao SAG Awards de melhor atriz, recebeu duas indicações ao Globo de Ouro (melhor atriz drama e melhor filme estrangeiro), duas indicações ao BAFTA (melhor atriz e melhor filme estrangeiro) e nove indicações ao César, vencendo quatro.
O filme se passa no norte da França, onde Ali conhece Stephanie após uma briga na boate onde ele trabalha como segurança. Ele é um boxeador que faz bicos para se sustentar e conta com a ajuda da irmã, que o deixa morando na garagem, ela é uma ex-treinadora de baleias que perde as pernas após um acidente. Os dois vivem uma história de amor imprevisível sobre todas as dificuldades, físicas e morais.
O diretor Jacques Audiard conta uma história que sem dúvida emocionará todos espectadores, com sua verossimilhança e fácil conexão. O inicio do filme é montado de tal forma que sentimos enorme simpatia por um personagem cujas escolhas vao definitivamente fazer o publico questionar se ele é moral ou não, se ele tem o direito de fazer o que faz ou não, se ele é ou não um bom homem e, em seguida, questionamos nosso questionamento. Essa viagem por dentro da mente do personagem é incrivelmente envolvente e funciona como poucas, justamente porque é feita com excelência, tanto pelo diretor quanto pelo ator principal. Rust and Bone trata de temas reais, o amor e seu desenvolvimento, as motivações de paixões, as reações à perdas e especialmente, o ser humano. Tudo o que ocorre é inesperado mas ao mesmo tempo realista, nada é exagerado e forcado. Tudo flui com beleza e realismo admirável.

Apesar de contar com uma bela direção, fotografia e roteiro, as atuações são roubam o show. Marion Cotillard é uma das minhas atrizes favoritas. Ela consegue dominar uma cena como pouquíssimas na indústria cinematográfica. A partir do momento que ela surge, todos os olhos se viram para ela e sua beleza não é a causadora disso. Quem causa esse esplendor é o talento incomparável de Cotillard (Cate Blanchett, outra fantástica atriz, escreveu um texto onde disserta sobre o espetáculo que é a performance de Cottilard, link aqui) que merecia uma indicação ao Oscar por sua performance e o que é mais incrível é que a outra estrela do filme, Matthias Schoenaerts, esta (nesse filme) no mesmo nível que Cotillard. Ambos tem uma química belíssima nesse filme e momentos como os que eles entregam são raramente vistos no cinema.

Um bonito e comovente filme, Rust and Bone trará lagrimas à grande parte do público.

Nota: 8/10
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de março de 2013
Quando um filme com um tema tão forte é lançado, sempre se espera demais. Com Ferrugem e Osso, espera-se mais ainda quando se vê todos os nomes envolvidos pra levar aquela história às telas. Jacques Audiard já provou o quão cineasta competente é, e esse novo filme, talvez seja a comprovação disso. Sem dúvida alguma, Ferrugem e Osso é seu filme mais sóbrio e maduro.

Engana-se quem vá para o filme esperando ver um daqueles dramalhões que nos fazem chorar a cada frame. O longa de Audiard vai muito além: nos convida a refletir sobre os dois protagonistas, por meio de diversas cenas poéticas, sutis e cheias de metáforas - a exemplo da cena em que Stephanie, mesmo não concordando com aquilo tudo, sai do carro para que Alain, ao vê-la, tome um novo fôlego e consiga atingir seu objetivo naquela luta, que lhe parecia tão impossível de ser vencida.

Os protagonistas, aliás, são de aplaudir de pé. Matthias Schoenaerts é um cara absolutamente promissor, que já havia chamado atenção em Bullhead, e aqui, só faz afirmar o seu talento. Ele consegue dar vida a esse homem forte, bruto e com uma sensibilidade sempre interna, e jamais aflorada, com perfeição. Tanto nos momentos em que ele solta sua ira, quanto nos momentos em que ele está sofrendo por algum motivo, a performance em tela é primorosa.

Dito isso, não há como não comentar o grande destaque desse filme. Marion Cotillard é uma das atrizes mais versáteis do Cinema atual, e aqui, talvez entregue uma das melhores atuações de sua carreira. A personagem é forte, e é possível, realmente, ver uma atriz entregue, de tal forma, que mesmo conhecendo suas faces cênicas de todas as formas possíveis, compre, torça e sofra junto com Stephanie. Sem poder fazer uso de suas pernas, ela usa e abusa de todas as nuances que poderia usar e experimentar aqui. E em certos momentos, Marion atua apenas com o OLHAR!!!! E não são expressões simples, são expressões em que podemos ver, perfeitamente, o conflito interno pelo qual a personagem está passando naquele momento, e assim, entendermos toda a situação abismal a que ela é obrigada a atravessar. Mais um trabalho genial de uma atriz que só se supera.

Os efeitos que nos fazem comprar toda a ideia do filme também são irretocáveis. Aliados à atuação de Cotillard, em certos momentos até esquecemos que aquela atriz tem os membros inferiores na vida real, tamanha fidelidade de detalhes. Ao passo que a trilha-sonora de Alexandre Desplat embala momentos maravilhosos do filme de forma magistral, por mais que o estilo de direção de Audiard chegue a tentar incomodar com o excesso do uso de câmeras lentas, sem necessidade aparente.

Ao final, é perfeitamente possível perdoar se o filme fica, por vezes, indeciso acerca de algumas abordagens dramáticas sobre os rumos de seus personagens, quando notamos que há construção de uma história de superação muito bela ao longo da obra. Stephanie teve que superar a falta das pernas, e teve que reaprender a viver, e reencontrar a beleza na vida, por quê não? Alain teve que evoluir como pai, como homem, como ser-humano ao ser obrigado a compreender o drama de sua, aos poucos, companheira, e principalmente, ao ser colocado frente a frente com a possibilidade que o fez perder o controle e ter grande crescimento pessoal: perder a principal pessoa que o fazia colocar os "pés no chão" e não pensar só em si mesmo. E é muito recompensante quando um filme faz surgir tantas reflexões em meio a uma ideia tão bonita e genuína: a vida continua.
Rafael A.
Rafael A.

23 seguidores 40 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de maio de 2013
Sempre entendi que Cannes é um festival que olha muito mais para o lado artístico do que o Oscar, que por sua vez, é uma das maiores premiações do mundo do cinema, porém só tem olhos para o mercado americano, o que, de uma certa forma o limita. Cannes em 2012 premiou e mostrou para o mundo obras mundiais que valeriam oscars, e muita atenção, este é o caso de “Ferrugem e Osso” (De rouille et d’os ou Rust and Bone).

O filme competiu pela Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2012 assim como também foi indicado ao SAG Awards e recebeu duas indicações ao Globo de Ouro, duas indicações ao BAFTA e nove indicações ao César, vencendo quatro. Ou seja, o filme focou em premiações mais artísticas, e ganhou notoriedade por isso. Talvez, não tenha entrado na seleção de melhor filme estrangeiro, por ser francês, e consequentemente estar concorrendo com Intocáveis e Amor, mas de qualquer forma, é um filme que merece elogios e que não fica atrás destes 2.

“Ferrugem e Osso” se passa no norte da França, quando um rapaz, Ali, com seu filho pequeno, resolvem se mudar para tentar melhorar de vida. Ali é boxeador e vai morar com a irmã. Ele decide começar a trabalhar como segurança e vigia noturno para juntar uma grana. Em um destes trabalhos ele conhece Stephanie, uma jovem revoltada e até um pouco infeliz que Ali acaba ajudando após uma briga na boate onde ele trabalha. Após ajuda-la, Ali deixa um cartão com a moça e se dispõe a ajuda-la quando precisar, pouco tempo depois, Stephanie, que é treinadora de baleias, sofre um acidente de trabalho e acaba perdendo as 2 pernas. Confusa, perdida, solitária, triste e depressiva, ela resolve ligar para o segurança afim de conversar e tentar melhorar, é aí que surge um relacionamento que muda a vida dos dois.

O filme não tem muitos rostos conhecidos do grande público, mas podemos ressaltar a bela Marion Cotillard, que trabalhou recentemente em “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” e também em “Contágio”. Ou seja, atriz francesa que já mostrou bem seu talento em Hollywood. Porém em “Ferrugem e Osso”, Marion mostra seu talento, sua arte. Se em alguns filmes americanos, vemos atores muito bons serem pouco aproveitados por serem estrangeiros (caso do Rodrigo Santoro), em uma produção “nacional” o ator recebe linhas do roteiro que privilegiam seu talento, e sem dúvida, este é o caso de Marion aqui. A atriz que encarnou Stephanie, tem que levar as telas essa mulher, bela e sedutora, que perde as duas pernas e tem sua vida completamente alterada, ou seja, elementos como desespero, angústia, felicidade, pequenas conquistas, precisam estar inseridos lá, e Marion nos leva a isso sem ter a menor dificuldade.

Além dessa agradável surpresa, o filme se destaca por ter uma fotografia lidíssima! Você poderia se perguntar, o que é Fotografia dentro do cinema? Bom, de uma maneira bem resumida, imagine uma cena de algum filme pausada, e coloque essa cena em um porta-retrato, pois é, essa seria a Fotografia do filme. As vezes o filme tem cenas tão marcantes e belas, que da vontade de fazer um poster com ele, e “Ferrugem e Osso” tem essa peculiaridade, acho que chama muito a atenção simplesmente por ser um filme simples, sem grandes orçamentos ou efeitos especiais, e ele ganha muito com a fotografia. Cenas como Stephanie sendo carregada depois de nadar no mar, ou logo no início do filme quando Ali vai para a casa de sua irmã, nos dão uma sensação de encanto e beleza. Simplesmente é belo demais.

“Ferrugem e Osso” tem um roteiro muito bem escrito e uma narrativa muito boa. Nos leva de tensão e tristeza, a paixão e encanto, é um filme que encanta pela sua beleza visual, mas que tem uma história muito simples e real, o que nos aproxima da história e nos envolve nela. Sem dúvida, é um ótimo filme que me motiva a buscar mais conteúdo que é indicado a Cannes e outros prêmios mais “alternativos”. “Ferrugem e Osso” é um filme que merece ser visto, e diga-se de passagem, o cinema francês realmente cresceu e se desenvolveu muito nos útlimos anos, merece nossa atenção.
Brena M.
Brena M.

10 seguidores 14 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de janeiro de 2013
Li algumas críticas desse filme antes de assisti-lo e fiquei impressionada com os elogios. Agora, após terminar de assisti-lo, não tenho palavras. É lindo sem ser piegas. Foi um ótimo filme para começar o ano.
peliculacriativa
peliculacriativa

17 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de janeiro de 2013
Jacques Audiard arranca performances vívidas de Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts neste romance francês, analisando o corpo e a alma de seus personagens.

Leia a crítica completa aqui: http://peliculacriativa.blogspot.com.br/2013/01/critica-osso-e-ferrugem-de-rouille-et.html
César B.
César B.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 11 de fevereiro de 2018
Não recomendo, filme de duas horas com muita enrolação! O filme retrata vida difícil de uma pessoa que almeja algo, porém não surpreende, está mais para um documentário do que um filme de drama e romance.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa