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mahet
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5,0
Enviada em 11 de abril de 2013
O Segredo de Seus Olhos
São filmes assim que nos levam (ou pelo menos a mim) a compreender o porque o cinema brasileiro, apesar de boas bilheterias não alcança o status e respeito no mundo afora como o Argentino. Enquanto entupimos as salas de cinema para ver Caveirões invadindo favelas nossos hermanos exploram sentimentos mais profundos.
A produção Hispano-Argentina 'O Segredo de Seus Olhos', ganhadora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, derrotando o favorito alemão 'Fita Branca' (também sensacional, porém mais denso e menos claro) é simplesmente primoroso.
A história conta a história de Benjamín Espósito que após trabalhar a vida toda num Tribunal Penal encara a aposentadoria. Sem esposa ou amigos decide escrever um romance baseado num acontecimento por qual passou em seu tempo de investigador. Em 1974, ele foi encarregado de investigar um violento assassinato e são os meandros da Justiça (que assim como cá parece permitir grandes descalabros) e o momento político pelo qual passava a Argentina na época que carregam de suspense a investigação que se perdura por muito tempo. Ao resgatar a trama policial, Benjamín irá confrontar sua paixão antiga e terá de refletir equívocos passados e decisões a serem tomadas.
No entanto a sinopse acima é simplista diante da variedade de histórias que ocorrem no filme, mas essas descobertas tem de feitas por cada um e o filme descortina cada uma delas. E o filme realiza a conexão entre elas de um jeito preciso que não permite que o espectador se perca e muito menos perca o interesse. A tensão permanece no ar por quase todo o filme e o diretor Juan José Campanella segura a atenção do que assiste com extrema proeza.
A fotografia fantástica do filme, por Felix Monti (argentino, mas nascido no Brasil) nos faz entrar no filme, sentir aquele espaço e participar quase que interativamente da trama. Também é graças a ele e sua equipe que temos umas das cenas mais espetaculares do cinema, talvez de todos os tempos. Um plano-sequência* (filmagem de uma cena continua sem cortes) com duração de uns seis minutos em que acompanhamos um estádio de futebol lotado e câmera desce ao campo, quase entre os jogadores, segue até a arquibancada encontrando nossos protagonistas e completando com uma perseguição ao suspeito após ter ocorrido um gol. A câmera nervosa de Campanella segue por entre corredores e banheiros e termina dentro do grande área. Na verdade trata-se de um pseudo plano-sequência, uma vez que existem quatro cortes magicamente escondidos na cena.
O total controle do diretor sobre as emoções também chamam a atenção, como na cena do elevador, onde é impossível ficar inerte. Sem fala alguma ela é angustinante ao extremo. Por diversas vezes, a câmera bem próxima ao rosto pretende revelar o que olhos querem dizer e neste instante é o belo elenco que consegue passar a verdade revelada em cada olhar.
O único ponto em que o parco orçamento de R$ 5 milhões fez falta é com relação a maquiagem usada para envelhecer os personagens que careceu de melhor cuidado, ainda mais se você ver o filme em blu-ray. Mas isto não faz cócegas ao brilhantismo do filme. Apesar de seu final ter sido criticado por alguns é totalmente conectado à história e fecha o raciocínio, não deixando brechas.
Enfim, para os amantes da sétima arte é obrigatório assistir esta pequena obra-prima dos nossos vizinhos, pois com certeza estarão diante de um dos melhores filmes em língua não inglesa dos últimos tempos.
O filme da minha vida! Não tenho palavras para descrever o que senti quando assisti OSegredo de seus olhos". Um emoção indescrítivel, nunca ri e chorei tanto em um filme como esse. Confesso que senti um pouco de inveja dos argentinos. Que cinema eles têm! Darín dá um show, mas seria injusto não falar da bela e talentosa Soledad Villamil e do impagável e maravilhoso Gullermo Francela, que personagem é Sandoval! Nota 1000. Parabéns a Juan José Campanella.
Acho o cinema argentino muito bom e esse filme só vem a confirmar. A história conta a inquietação de Benjamin Espósito (Ricardo Darím) um perito criminal, funcionário do governo argentino na década de 70 que não consegue viver bem após vinte e cinco anos de um crime mal resolvido e que ao mesmo tempo se pergunta: “Como se faz para viver uma vida cheia de “nada”? Nossa, eu não sei responder. Não sei se por que vivo algo semelhante ou por outro motivo. O filme realmente trabalha com os olhos. Vários atores nem precisam falar apenas olhar. Tente em algumas cenas chave do filme dar um pause. Verão os olhos falarem pela boca. Os atores estão muito bem. Soledad Villamil fala o tempo todo com os olhos através de sua personagem Irene. Entendemos também desde o inicio do filme que Benjamin é um homem triste, introspectivo, simplesmente pela direção de arte que foi realizada em sua residência. Irene aparece com um figurino que em minha opinião nos indica que ao mesmo tempo sente amor por Benjamin e vive de luto pela vida que leva (em várias cenas ela está de vermelho e preto). Em uma cena do meio do filme um colega de trabalho de Benjamin faz um paralelo sobre a paixão que temos por algo que gostamos muito. Faço um paralelo pelo que sinto pelo cinema. Por mais que muitos não entendam essa é minha paixão. Muitos não entendem infelizmente. Dessa maneira sigo inquieto, mas buscando completar esse vazio que com os anos vem me torturando com essa arte maravilhosa que é o cinema.
Está entre os 3 melhores filmes que já vi na vida! Na metade do filme já entendia o porque do Brasil ainda não ter ganho um oscar. Roteiro surpreendente, me prendeu o tempo todo, despertou vários sentimentos, muito envolvente. Tem drama, ação, mistério, amor e atuações brilhantes. E o final, nossa... Passarei dias lembrando do final e refletindo sobre o tema. Super indico, um filmaço que vale muiiito a pena!
O filme é feito de pequenos detalhes, observações sutis que permitem montar um quebra-cabeça. A ênfase é no olhar: dos apaixonados Benjamín e Irene, do Isidoro para Liliana na foto, do Morales ao falar da esposa assassinada. O diretor Juan Jose Campanella obteve atuações muito sensíveis dos atores, em especial de Ricardo Darin e Soledad Villamil, e construiu uma obra com suspense, romance e pitadas de humor, até o surpreendente desfecho. Ótima trilha sonora.
Trata-se de um filme fantástico. Traz a podridão que acontece no âmbito do judiciário quando existem algumas pessoas que, como é dito no próprio filme, "limpam a bunda com a justiça". Cabe ressaltar que é uma produção argentina, longe dos orçamentos folgados de filmes americanos, e mesmo assim mantém qualidade boa de produção. A trama se desenvolve em cima de um estupro seguido de assassinato que mexe demais com a indignação e com a sede de justiça que existe dentro de cada um de nós. Secundariamente, um romance entre os personagens principais que parece que nunca vai ocorrer. Com um final simplesmente fantástico, que classifico como um dos melhores que já vi, a obra não pode ser vista apenas uma vez. Uma análise mostra o cárcere vivido sob diversas formas, tanto um amor encarcerado, que só nasce após a dissolução do caso, quanto um amor de um marido que opta por se autoaprisionar quanto outra forma de cárcere que me deixou abismado e ainda mais fascinado pela trama. Acho difícil alguém não gostar desse filme. Ou melhor, não dar 5 estrelas para ele.
Filme com ótimas interpretações e uma história muito interessante, convincente e surpreendente. Com um ritmo muito agradável, ele consegue prender a atenção do espectador do início ao fim. Se estiver com dúvidas em assisti-lo, não as tenha, pois o filme é uma verdadeira obra de arte.
Juan José Campanella é um diretor acostumado em conceber histórias simples que conseguem atingir emocionalmente o espectador com enredos que misturam humor e drama de forma orgânica, extraídas a partir da simples interação de seus personagens, apresentando um mosaico de sentimentos que tornam a obra do diretor indiscutivelmente tridimensional, sem apelar para o riso ou o choro fácil, pois estes quando surgem, são espontâneos e totalmente conectados à história em curso. Foi dessa forma que o diretor alcançou fama internacional com longas como O Mesmo Amor, A Mesma Chuva (1999), O Filho da Noiva (2001) e Clube da Lua (2005), todos protagonizados pelo seu mais assíduo colaborador, o extraordinário ator Ricardo Darín... (LEIA O RESTANTE DO TEXTO NO LINK EM ANEXO)
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