De Coração Partido
Média
3,0
10 notas

3 Críticas do usuário

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Aline F
Aline F

10 seguidores 21 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de junho de 2017
É um filme sensível, e por ter uma criança como uma das protagonistas, já deixa a historia ainda mais emocionante.
Gostei da historia, da interpretação tão sensível dos atores, e o final foi muito bonito.
Santoro D.
Santoro D.

4 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de setembro de 2017
Para quem procura assistir um filme do gênero(drama), é uma boa opção. Só achei a produção mediana, as atuações dos pais adotivos e suas respectivas cenas um pouco forçadas... mas vale a pena assistir se você busca assistir um filme de drama familiar relacionado à filhos e adoção.
Carlos Taiti
Carlos Taiti

11 seguidores 391 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de setembro de 2026
DE CORAÇÃO PARTIDO — 2009

Ano de lançamento: 2009
Duração: 1h40min
Gêneros: Drama, Família
Direção: Jon Gunn

Principais atores:

Barry Pepper — Rip Porter
Mira Sorvino — Wendy Porter
Cole Hauser — Jack Campbell
Kate Levering — Molly Campbell
Maxwell Perry Cotton — Joey Campbell
 ESTÓRIA

Existem histórias que não precisam de grandes explosões, perseguições ou vilões para nos deixar desconfortáveis.

Basta colocar uma criança no centro de uma decisão impossível.

De Coração Partido é justamente esse tipo de filme.

Rip Porter sai da prisão depois de anos tentando deixar para trás uma vida marcada pelo alcoolismo, pela violência e pelos erros que destruíram sua família. Ao reencontrar Wendy, sua esposa, ele descobre algo que muda completamente seus planos: durante sua ausência, ela entregou o filho deles para adoção.

Agora Rip quer recuperar aquilo que acredita ser seu por direito.

Seu filho.

Mas existe um problema:

Joey não conhece Rip.

E Rip não conhece Joey.

‍‍ QUEM É A VERDADEIRA FAMÍLIA?

É aqui que o filme começa realmente a incomodar.

Joey foi criado por Jack e Molly Campbell, que o amam e construíram uma vida ao lado dele.

Para aquela família, Joey não é uma criança adotada.

É simplesmente o filho deles.

Enquanto isso, Rip olha para aquele menino e enxerga algo que perdeu antes mesmo de ter a oportunidade de ser pai.

E nasce um conflito no qual ninguém é completamente vilão.

Rip tem o direito de querer seu filho?

Sim.

Mas os Campbell também têm o direito de lutar pela criança que criaram e amaram durante toda a vida?

Também.

E no meio dessa disputa existe alguém que não tem culpa absolutamente nenhuma:

Joey.

易 O GRANDE DILEMA

O filme faz uma pergunta difícil:

Ser o pai biológico é suficiente para ser pai?

A resposta não é simples.

O sangue cria uma ligação.

Mas a convivência cria outra.

O amor cria outra.

Os anos de cuidado criam outra.

E é justamente isso que torna a situação tão dolorosa.

Rip quer recuperar o tempo perdido.

Mas tempo perdido não pode simplesmente ser recuperado.

Ele pode tentar reconstruir.

Pode mudar.

Pode provar que amadureceu.

Mas não pode apagar os anos em que Joey viveu acreditando que os Campbell eram sua família.

 BARRY PEPPER

Barry Pepper entrega uma atuação muito importante como Rip.

Ele não interpreta simplesmente um homem injustiçado.

Rip carrega culpa.

Carrega arrependimento.

Carrega raiva.

E, principalmente, carrega uma enorme vontade de provar que mudou.

Mas o filme não deixa o espectador esquecer que mudança não acontece simplesmente porque alguém saiu da prisão.

É preciso demonstrá-la.

E talvez seja justamente essa a maior batalha de Rip.

Não recuperar o filho.

Mas provar que está preparado para ser pai.

❤️ MIRA SORVINO

Mira Sorvino interpreta Wendy, uma mulher que também vive uma enorme contradição.

Ela tomou uma decisão enquanto Rip estava preso.

Entregou o filho para adoção.

Agora precisa conviver com as consequências.

E não existe uma escolha perfeita.

Ela quer reconstruir sua família.

Quer seu marido de volta.

Mas também sabe que Joey cresceu longe deles.

Wendy está presa entre aquilo que desejava no passado e aquilo que se tornou realidade no presente.

 JOEY

E talvez Joey seja o personagem mais importante de todos.

Ele não pediu para ser adotado.

Não pediu para seus pais biológicos aparecerem.

Não pediu para sua vida ser colocada no meio de uma batalha judicial.

Ele apenas quer continuar vivendo a vida que conhece.

E é justamente por isso que o filme consegue ser tão doloroso.

Adultos estão discutindo direitos, sentimentos, passado e futuro.

Enquanto uma criança simplesmente tenta entender:

“Onde é a minha casa?”

⚖️ A GUARDA

A disputa pela guarda transforma o filme em um verdadeiro dilema moral.

De um lado, estão os pais biológicos, que querem recuperar o filho.

Do outro, os pais adotivos, que construíram uma vida ao lado dele.

E não existe uma solução que deixe todos felizes.

Qualquer decisão significa que alguém irá sofrer.

É uma história em que ganhar também significa perder.

 O FINAL

É justamente no final que o filme fica mais forte.

Quando Joey passa a viver com Rip e Wendy, surge uma percepção dolorosa: Rip ainda não está preparado para ser o pai que acredita ser capaz de ser.

E então aparece uma verdade que muitos pais têm dificuldade de aceitar:

Às vezes, amar alguém significa abrir mão daquilo que mais desejamos.

Rip percebe que o futuro de Joey pode ser melhor ao lado da família que o criou.

E essa decisão transforma o personagem.

Porque, pela primeira vez, ele deixa de pensar apenas no que ele quer.

Começa a pensar no que é melhor para o filho.

 CRÍTICA

De Coração Partido é um drama que fala sobre prisão, vícios, adoção e reconstrução familiar, mas seu verdadeiro tema é responsabilidade.

O filme mostra que algumas escolhas feitas pelos adultos podem acompanhar uma criança durante toda a vida.

E também mostra que arrependimento não apaga o passado.

Rip pode querer ser um pai melhor.

Pode amar Joey.

Pode desejar uma segunda chance.

Mas isso não significa automaticamente que ele seja a melhor pessoa para criá-lo.

Essa é uma conclusão difícil.

E justamente por ser difícil, funciona.

O filme não entrega aquela solução fácil em que o pai biológico recupera o filho e todos vivem felizes.

Ele escolhe um caminho mais doloroso.

O caminho em que o amor verdadeiro pode significar deixar ir.

 VEREDITO

De Coração Partido não é um filme perfeito.

Em alguns momentos, o drama pesa demais na emoção e algumas situações poderiam ser desenvolvidas com maior profundidade.

Mas existe uma força enorme em sua proposta.

É impossível assistir sem pensar sobre família, adoção, dependência, prisão, arrependimento e, principalmente, sobre o impacto que as escolhas dos adultos provocam na vida dos filhos.

No final, o filme deixa uma pergunta difícil:

Quem merece uma criança: quem lhe deu a vida ou quem lhe deu uma vida?

Talvez a resposta seja justamente a parte mais dolorosa da história.

⭐ MINHA NOTA: 6/10

Um drama forte, sensível e capaz de provocar reflexão. Não é uma obra-prima, mas possui uma história que permanece na cabeça depois dos créditos. Um filme sobre pais que querem recuperar o passado, uma criança que não pediu para escolher entre duas famílias e a dolorosa descoberta de que, às vezes, o maior ato de amor não é lutar para ficar com alguém, mas ter coragem de deixá-lo seguir o caminho que pode fazê-lo mais feliz.
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