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Marcia L.
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4,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2014
Dois nomes consagrados do cinema, Dustin Hoffman e Jon Voight nos levam ao thriller fantástico que caracteriza o estilo Cult. O enredo mostra um caipira que sai de sua cidade natal tentando a vida de mishê em NY e acaba encontrando um sobrevivente de pequenos furtos com um grande sonho de conhecer a Flórida. O que mais vale aqui é se deliciar no estilo de filmes que se destacam pelo jogo de câmeras, som, imagens e é claro, não é preciso muitas vezes falar nada, pois o ator e a cena falam tudo! Bom Filme.
Este filme dá "show", tanto no aspecto cinematográfico, que dá ênfase às brilhantes atuações de Hoffman e Voight, como no roteiro; pois ensina que amadurecer é superar sonhos ingênuos de uma "vida fácil" bancada impunemente pelos outros. Afinal, não somos máquinas e a afeição nos surpreende, mesmo quando o antagonista merece a nossa fúria. Imperdível!
Lendo e relendo críticas, concluo que esta produção é digna dos maiores elogios. Sinto saudades de rever Dustin na grande tela. Ainda não assisti a este filme, mas o conceito que dei, acredito que não vai mudar, aliás, pode mudar sim, para melhor.
Perdidos na Noite: Clássico de Hollywood. Ganhou os Oscars de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro e os dois atores principais concorreram ao Oscar de melhor ator: Dustin Hoffman (como sempre excelente!) está em perfeita sintonia com o também indicado ao Oscar, Jon Voight; os dois realizam uma das melhores parcerias da história do cinema. Atuações fortes, sinceras e marcantes! A personagem de Voight deixa a cidade pequena e vai tentar ganhar a vida numa cidade grande, como garoto de programa, ele foge/esconde um passado traumático e solitário. Ao encontrar a personagem de Hoffman, os dois ficam amigos e tentam ganhar a vida de forma cúmplice e unida, mas a sorte não está do lado deles, eles vivem em completa miséria. O final é triste, melancólico e comovente. O filme traz ao espectador reflexões sobre: diferenças entre a cidade pequena e a cidade grande; o sonho de ganhar dinheiro fácil; a prostituição masculina; a pobreza, miséria e a marginalidade; a solidão e a amizade. Belíssimo filme!
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