Jackie Brown
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4,0
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30 Críticas do usuário

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João Lucas B.
João Lucas B.

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4,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2020
No seu terceiro filme, Quentin Tarantino apresenta uma narrativa mais contida e adaptada, abrindo mão do seu estilo estridente e da violência estilizada, o que decepcionou alguns espectadores em sua época, devido ao grande sucesso de "Cães de aluguel" e "Pulp Fiction", que deram uma ótima reputação ao jovem diretor. Porém, "Jackie Brown" representa um Quentin mais pensante e presta uma homenagem ao "blaxpoitation", gênero que teve Pam Grier, protagonista do filme, como grande expoente.

A narrativa, aparentemente simples e natural, gira em torno de Jackie Brown, uma aeromoça que traz dinheiro ilegal do México para o traficante de armas Ordell Robbie. A trama se desenvolve após Jackie ser pega por dois policiais por posse de dinheiro ilegal e cocaína com "intenção" de venda, assim, ela passa a atuar como informante para a polícia para prender Ordell. No entanto, ela também se alia ao próprio, atuando como uma espécie de "agente duplo", a fim de trazer todo o dinheiro de Ordell do México sem o conhecimento dos federais. Entretanto, o trama vai crescendo e logo tudo é uma peça do grande plano de Jackie.

Apesar de mais contido, Tarantino ainda apresenta vários aspectos comuns de sua estética: os takes filmados de dentro da mala do carro, a maestria na escolha da trilha sonora, e a sublime quebra de linearidade, que aparece de surpresa logo no clímax da narrativa. Assim, ao passo que deixa de lado sua ultraviolência estilística, tem seus personagens mais maduros, com peculiaridades e vidas próprias, com drinks prediletos, músicas favoritas e uma forte intimidade. Além disso, busca a autencidade no roteiro (embora seja uma adaptadação), escondendo seus movimentos até a sua última jogada.

Vale também ressaltar a grande atuação dos protagonistas, que incorporam os personagens para além dos diálogos, com trejeitos e sotaques. Samuel L. Jackson faz aqui um papel mais violento e extravasado que "Jules" de Pulp Fiction, já Robert de Niro sai da sua clássica persona imponente e interpreta um mero capanga de Ordell, secundário e confuso, cujo único papel é seguir ordens. Pam Brier também atua brilhantemente como Jackie Brown, que transmite amargura e segurança, exalando a maturidade de uma mulher forte e vigorosa.

"Jackie Brown", apesar de ser um filme fora da zona de conforto de Tarantino, é uma grande obra e merece ser visitada por aqueles que buscam conhecer Quentin.

Nota: 8.2
Guilherme M.
Guilherme M.

104 seguidores 154 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de janeiro de 2020
Ótimos diálogos, um filme sem sangue como de costume, mas mesmo assim uma bela obra de Tarantino. Nota:8/10
Caio M
Caio M

17 seguidores 87 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de junho de 2019
Só pelo elenco já da para ter uma noção, De Niro, Samuel e Bridget Fonda, nossa esse filme é sensacional.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de junho de 2019
Um dos primeiros filmes do gênio Tarantino,Jackie Brown é a mais pura história de dinheiro ,tráfico e jogo duplo do cinema do Tarantino que mais uma vez conduz e escreve com grande qualidade o filme.De cara já temos um ótimo elenco e um ótimo roteiro somado a direção de um grande diretor e temos como resultado um filme muito bom de jogo do dinheiro que prende sua atenção como de costume,e apesar de ser o trabalho mais fraco do Quentin,ainda assim é um filme que merece a sua atenção.O filme adquire um certo tempo até você se familiarizar com todos os personagens e isso é comum nos filme do diretor já que a duração já é bem dita por isso e ele consegue fazer um jogo e manipulação da personagem Jackie que é sensacional e muito bem trabalhada.Todas as atuações são boas e tem maior destaque para a protagonista Pam Grier que nos dá uma mulher forte e manipuladora.O restante do elenco estão muito bons.Jackie Brown é provocativo,inteligente e retrata uma boa história policial muito bem dirigida por Quentin Tarantino.
Alexandre C.
Alexandre C.

5.235 seguidores 525 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de maio de 2019
Mais um bom trabalho de Tarantino, talvez um dos menos conhecidos filmes do diretor, mas é outro bom filme de Tarantino, tem as tramas bem montadas que prendem quem assiste, filme Bom.
Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 342 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de janeiro de 2019
O filme menos Tarantinesco do diretor. A estilização visual, a ultra violência, a linearidade e os característicos diálogos estão presentes aqui, porém em dose moderada. Mas isso não é ruim, necessariamente. Jackie Brown é um filmaço. Conta com personagens interessantes e ótimas atuações, roteiro inteligente e uma bela trilha sonora, que dá uma vibe única para o filme e ajuda a contar um pouco mais dos personagens.
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
Para os fãs de Tarantino, Jackie Brown não é nenhuma novidade, exceto que aqui o roteiro é adaptado do romance de Elmore Leonard, o que quer dizer que as referências do chamado "Universo Tarantino", onde todos os seus filmes se encontram, não faria sentido aqui. No entanto, aqui estão os anos 70, um thriller policial onde uma mulher forte participa de um esquema com alta soma de dinheiro, uma trilha sonora inspirada, uma fotografia saudosista e uma montagem que consegue manter o suspense até o último momento, desvendando cada um dos detalhes da trama de uma maneira coesa, mas nunca simples demais.
Renato Cesar
Renato Cesar

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de março de 2016
Não entendo o porquê do público não ter recebido bem esse filme. Roteiro impecável, trilha sonora super cool, Samuel L. Jackson com uma atuação soberba. É um autêntico filme do Tarantino, melhor até do que Django Livre e Cães de Aluguel, embora esse último represente um marco na história do cinema. Um filme pra rever de vez em quando e com um detalhe: nada de sangue jorrando pela tela.
Macaco Louco
Macaco Louco

9 seguidores 43 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de fevereiro de 2016
Com Pulp Fiction, o nome de Quentin Tarantino foi cravado no cinema mundial. sua história não-linear, os diálogos intermináveis, os personagens enigmáticos e cultuados e a trilha sonora recheada de surf music viraram marcas registradas para todos os cinéfilos de plantão. E não é só isso: a Academia reconheceu o talento de Tarantino, ao presenteá-lo com um Oscar por seu roteiro muito bem escrito.

Desde então, o mestre do cinema contemporâneo resolveu homenagear mais um gênero cult, conhecido como Blaxploitation, filmes protagonizados por negros. Para isso, se inspirou no cult Foxy Brown, e resolveu criar Jackie Brown. Tarantino baseou-se no best seller Rum Punch, do escritor Elmore Leonard (falecido em agosto neste ano) para escrever seu filme, contando a história de Jackie Brown (Pam Grier, a estrela de Foxy Brown), uma comissária de bordo que, mesmo com seu baixo salário, faz contrabando de dinheiro para um traficante de armas Ordell Robbie (Samuel L. Jackson), que a ATF está de olho.

Tudo parecia estar bem, até o momento em que os policiais Ray (Michael Keaton) e Mark (Michael Bowen) abordam a pobre aeromoça, confiscam a grana e prendam-na por posse ilegal de cocaína. Sob pressão, ela aceita o acordo da polícia para tocaiar Ordell, que, com a ajuda do agente de fiança Max Cherry (Robert Forster), a soltam do xilindró.

Como toda negra que se preze, Jackie Brown decide, com a ajuda do seu novo aliado, enganar o traficante e o os policiais para ficar com a grana do contrabando, fingindo para Ordell que irá ser a informante. Nessa trama toda, estão a surfista cuca-fresca Melaine (Bridget Fonda) e o ex-assaltante de banco Louis Gara (Robert DeNiro).

Tarantino mudou o nome da protagonista, pois no livro Rum Punch ela se chamava Jackie Burke. Como sempre acontece em seus filmes, ele é mestre em resgatar artistas do ostracismo, como Harvey Keitel (Cães de Aluguel) e John Travolta (Pulp Fiction). Nesta peça, Pam Grier e Robert Forster foram ressucitados. Este último, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, enquanto Pam e Samuel foram indicados ao Globo de Ouro.

Sua trilha sonora é recheada do melhor da soul music, funk, rock e disco da melhor qualidade. Seu destaque é Across the 110th Street, de Bobby Womack, que abre e fecha o filme, no melhor estilo Shaft, alé de Deltonics, Guess Who, Slash's Snakepit, The Meters, entre outros.

Vale a pena ver um curta, chamado Chicks Who Love Guns, em que garotas de biquini testam armas de fogo.

Apesar da crítica elogiar o filme, o público não correspondeu as expectativas do diretor, que se retirou em um hiato que durou até 2003, quando escreveu o quarto filme, chamado Kill Bill. Mas, essa é uma outra história!
Lucas S.
Lucas S.

1 seguidor 6 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de janeiro de 2016
Ótimo filme, que apesar de ser um dos mais fracos do Tarantino ainda sim é muito bom, com um roteiro bom e subestimado. Um filme onde Quentin sai da zona de conforto e tenta fazer algo diferente.
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