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    A Estrada Perdida
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    3,3
    258 notas
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    5 Críticas do usuário

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    Vinipassos
    Vinipassos

    239 seguidores 178 críticas Seguir usuário

    4,5
    Enviada em 14 de setembro de 2013
    Mais um filme do Lynch de pura ilusão, desconfianças, loucuras e de deixar o telespectador confuso durante todo o filme. Uma estória aparentemente normal, mas ao longo do filme vai se moldando e se tornando complexa e incrível.
    Quando acabei de ver o filme, tinha uma sensação de confusão e adoração.
    Alan
    Alan

    2 seguidores 167 críticas Seguir usuário

    3,5
    Enviada em 28 de agosto de 2023
    O filme é sonolento em algumas partes. E também tem a característica do diretor de fazer filmes "confusos". Mas tem boa trilha sonora, bons diálogos e belas mulheres nuas.
    JOÃO S.
    JOÃO S.

    1 seguidor 16 críticas Seguir usuário

    5,0
    Enviada em 7 de março de 2019
    Espetacular ! Muito bem dirigido. Excelente clima de suspense. Nos faz querer tentar desvendar o que está acontecendo. Um clima de surrealismo característico do diretor. Um filme que fica na cabeça do espectador mesmo tempos depois de assisti-lo.
    Lidi C.
    Lidi C.

    1 crítica Seguir usuário

    1,0
    Enviada em 5 de abril de 2017
    Um filme totalmente sem pé nem cabeça. E pior, muito mal feito. Nota 1 pois pelo menos prende o telespectador, que acaba assistindo até o final esperando algum sentido. Mas não há 😒
    Billy Joy
    Billy Joy

    1 seguidor 51 críticas Seguir usuário

    4,5
    Enviada em 29 de setembro de 2021
    Assim como em Cidade dos Sonhos e Inland Empire, Lynch explora em Estrada Perdida uma espécie de delírio fantasioso de seu protagonista como forma de purgação de acontecimentos traumáticos. Entretanto, nestes dois filmes citados anteriormente, há em algum nível a quebra dessa fantasia de modo mais evidente, enquanto em Estrada Perdida a mistura de imaginado e real mantém-se mais nebulosa, articulando um sentimento de perda da intimidade pelo meio imaterial da cultura popular.

    A maneira como o primeiro ato se desenvolve parece sugestivo de uma abordagem mais sobrenatural, remetendo até a uma narrativa vampiresca, algo que não se desenvolve propriamente no restante do filme, mas cuja atmosfera também não é completamente abandonada. Na realidade, o filme acaba voltando-se muito mais a uma experimentação do cinema noir. A presença da mulher fatal, do homem introspectivo, da violência e da sexualidade tão intimamente conectados, são elementos que fazem uma conexão direta ao gênero, mas a abordagem que o diretor dá a esses temas é muito peculiar.

    Lynch se utiliza desse imaginário cultural do cinema hollywoodiano para desenvolver, através da fantasia, a manifestação de sentimentos profundos dos personagens. Existe um ambiente de negação do íntimo que permeia o filme na sua totalidade. O ambiente interior da casa de Fred e Renee mantém-se misterioso, a pintura fosca das paredes e os pequenos focos de iluminação fazem com que pouca coisa seja realmente revelada aos olhos do público. Nem mesmo nesse espaço Lynch permite que o filme se torne íntimo em algum nível, a sensação de mistério se mantém a cada movimento dos personagens através da escuridão dos corredores.

    Esse sentimento de introspecção acaba funcionando muito bem para a sugestão de raiva contida no personagem de Fred. É especialmente nele, mas também em outros personagens do filme, que se pode observar como a raiva é manifestada através da artificialidade por meio das experimentações com o cinema de gênero. É como se, numa cultura tão impregnada por símbolos imagéticos provenientes do cinema e da tv, não fosse possível a manifestação sincera de sentimentos. O cíume, a raiva, a competitividade masculina, o remorso e a fantasia sexual só podem existir através de um imaginário popular criado pela ficção cinematográfica. Não há briga real, há somente a reprodução violenta do que se vê em um filme de perseguição. Não há sexo real, há somente a adoração fetichizada do corpo feminino curvilíneo da mulher fatal.

    A trilha sonora fica em evidência nestes momentos mais frontais de experimentação com os gêneros. Pode-se até afirmar que Lynch se utiliza de uma técnica dos videoclipes que surgiram na década anterior. Entretanto, ao contrário de muitos cineastas de seu período e dos anos posteriores, Lynch não lança mão dessa técnica como um mero recurso fetichista, um meio de se obter algum dinamismo de um filme que possui pouca unidade na sua proposta. Ao invés disso, o videoclipe em Estrada Perdida está integrado à cosmologia do filme. Lynch entende muito bem a grande premissa dessa técnica: se utilizar de imagens, aparentemente desconexas, para não somente reforçar ou ressignificar o som, como também integrar uma atitude geral perante uma ideia ou um fluxo de consciência presente na narrativa.

    E é então na dialética entre a ausência de uma real intimidade e a imaterialidade do meio imagético que Lynch articula de modo único aqui aspectos muito marcantes de sua filmografia. Enquanto em Cidade dos Sonhos há a caixa azul, que serve como um portal entre as duas narrativas do filme (real e imaginada), em Estrada Perdida isso se manifesta através da fita de vídeo e, de modo mais imaterial, no vídeo em si. Ao contrário da caixa azul, a fita aqui não é retratada como um objeto que carrega em si uma memória direta, e sim um meio para reproduzir um registro, aquilo que não pode ser negado de modo objetivo.

    As imagens de vídeo funcionam como um elemento que encadeia as perturbações do protagonista. Nesse sentido, a maneira como Lynch decupa essas filmagens, acentuando o seu aspecto ruidoso, faz com que nunca nos esqueçamos de seu caráter de registro. O found footage se apresenta aqui como afirmação do que não é meramente fantasioso na narrativa, e isso ressoa no filme como uma tensão progressiva pelo que será mostrado nas cenas seguintes. Uma lembrança marcada, como que talhada em pedra, imperturbável, inegável.
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