Sátántangó Part 1
Média
3,1
6 notas

3 Críticas do usuário

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Alan
Alan

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3,5
Enviada em 23 de novembro de 2025
Vale a pena assistir um filme húngaro de 7 horas e 19 minutos de duração, filmado em preto e branco? O filme é reconhecido pela crítica como um dos mais importantes do anos 90. Inclusive, o ilustre cineasta Martin Scorcese é um dos seus fãs. Mas falando do filme, as cenas são longas, o que permite apreciar em detalhes as paisagens (num ambiente sempre chuvoso e nublado), e as expressões dos personagens, o que é um ponto positivo. As primeiras 4 horas do filme são interessantes, com poucos momentos entediantes. Já as 3 horas restantes são mais desafiadoras, pois têm mais cenas paradas, exigindo esforço para manter a concentração e paciência do espectador. Mas é importante ressaltar que tem bons momentos nessa parte também. Fazendo uma avaliação geral, não é um filme que se assiste com empolgação, mas vale a pena conferir pela experiência diferenciada. Não é necessário assistir todo o filme numa sentada só, talvez nem recomendável por questões de saúde. Sem dúvidas, é um filme marcante, a ponto de ficar na lembrança por muito tempo.
Alessandra Boff
Alessandra Boff

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3,5
Enviada em 5 de maio de 2023
A história se passa em uma vila isolada e miserável no interior da Hungria. A vila é habitada por um grupo de personagens desesperançados e frustrados, que vivem em condições precárias e sem perspectiva de melhora.

A trama começa com a notícia de que Irimiás, um antigo membro da vila que havia fugido, está voltando. Irimiás é visto como uma figura misteriosa e perigosa, e sua chegada é motivo de tensão entre os personagens.

Ao mesmo tempo, um grupo de personagens liderado por Futaki está tramando um golpe para roubar o dinheiro que haviam recebido como pagamento por seu trabalho em uma fazenda coletiva. Eles contam com a ajuda de um médico alcoólatra e de uma jovem misteriosa chamada Estike.

spoiler: Irimiás, o personagem misterioso que volta à vila, está planejando um golpe contra os demais personagens. Ele se une a Petrina, seu antigo companheiro, para manipular e enganar os outros moradores da vila. Futaki, um dos personagens da história, lidera um grupo que está planejando roubar o dinheiro da fazenda coletiva em que trabalham. Eles contam com a ajuda de uma jovem chamada Estike, que se sente negligenciada e maltratada pelos adultos ao seu redor. A menina da vila que mata o gato é vista como uma personagem enigmática, e suas ações são interpretadas de várias maneiras pelos outros personagens. Ela é vista por alguns como uma figura profética ou mística, enquanto outros acreditam que ela está louca ou perturbada. A trama culmina em um grande baile, onde os personagens se reúnem para dançar e tentar esquecer suas vidas miseráveis. No final, muitos dos personagens enfrentam trágicas consequências de suas ações, enquanto Irimiás e Petrina partem para uma nova aventura
Isadora V.
Isadora V.

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5,0
Enviada em 8 de abril de 2014
Béla Tarr nos surpreende com incríveis 7 horas e meia de Hungria fria e úmida, e seus personagens misteriosos. A fotografia, vinda dos filmes desse diretor não há nem o que falar, é fantástica! A gente pode sentir o vento e a chuva durante as longas cenas em que se mostram as vazias paisagens rural e urbana. O movimento do filme, aliás, tem esse mesmo intuito, de colocar o espectador dentro do filme. O destaque dentre os personagens fica para a menina Estike, e sua melancolia. Com certeza uma atuação impressionante. O que muitos talvez não gostem (e acontece em todo Béla Tarr) são as tomadas (muito) longas. A câmera permanece estática por muitos minutos, o silêncio absoluto reina, as pessoas são acompanhadas em suas longas caminhadas, e tudo isso resulta em mais de 7h de filme. Mas como já foi dito, a intenção é fazer com que o nos sintamos dentro do filme. Se a pessoa não estiver disposta a sentir toda a atmosfera das paisagens lamacentas da Hungria rural, extrair as personalidades e intenções duvidosas dos personagens, sentir-se dentro da frieza entre a busca por uma vida melhor e a miséria,que não o veja. Eu assisti em 6 dias, por falta de tempo e parava quando me fadigava. Nos dias em que não me sentia capaz de me infiltrar em tal atmosfera melancólica, não assistia. É um filme que exige, mas que surpreende. Ninguém faz o que esse diretor faz, que é deixar tudo muito intrínseco. Vale a pena a experiência, mas não pode ir com a mente fechada.
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