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Carlos Taiti
11 seguidores
385 críticas
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3,5
Enviada em 7 de outubro de 2026
QUEIMA DE ARQUIVO (1996)
Título original: Eraser Ano de lançamento: 1996 Duração: 1h55min Direção: Chuck Russell Gêneros: Ação, suspense, policial e thriller
PRINCIPAIS ATORES E PERSONAGENS
Arnold Schwarzenegger — John “The Eraser” Kruger Vanessa Williams — Lee Cullen James Caan — Robert DeGuerin James Coburn — Chief Beller Robert Pastorelli — Johnny “C” James Cromwell — William Donohue
ESTÓRIA
John Kruger é um agente especializado em um trabalho que praticamente exige que ele apague pessoas do mapa.
Não no sentido literal.
Sua função é proteger testemunhas ameaçadas, apagar suas identidades anteriores e criar uma nova vida para que possam sobreviver. Ele é o homem que aparece quando alguém sabe demais e precisa desaparecer antes que seja tarde.
Seu novo trabalho envolve Lee Cullen, uma executiva que descobre uma operação ilegal envolvendo uma poderosa empresa de armamentos e armas de alta tecnologia.
O problema é que a ameaça não está apenas do lado de fora.
Existe gente dentro do próprio sistema interessada em eliminar Lee.
E, quando Kruger percebe que não pode confiar nem mesmo em pessoas da própria agência, começa uma verdadeira corrida pela sobrevivência.
A partir daí, o filme entrega aquilo que o público de Arnold Schwarzenegger dos anos 1990 queria:
tiroteios, perseguições, explosões, armas gigantes, frases de efeito e Arnold resolvendo problemas do jeito Arnold de ser.
ARNOLD É O FILME
Vamos ser sinceros:
Arnold Schwarzenegger é uma parte enorme do motivo pelo qual esse filme funciona.
A história tem seus furos.
O roteiro não é exatamente revolucionário.
A conspiração envolvendo armas e agentes corruptos já foi vista dezenas de vezes.
Mas coloque Arnold no centro disso tudo e a coisa muda.
Ele possui uma presença cinematográfica que poucos atores de ação conseguiram alcançar.
Quando aparece, você já sabe que alguma coisa vai acontecer.
Ele entra em uma sala e parece que a sala ficou pequena.
Ele pega uma arma e parece que a arma foi feita para ele.
Ele recebe uma missão impossível e simplesmente responde com aquela expressão de quem está pensando:
“Tá bom. Vamos resolver isso.”
Kkkkkkk!
E é justamente essa presença que transforma Queima de Arquivo em um entretenimento bastante eficiente.
️ O HOMEM QUE APAGA VIDAS
Existe uma ideia interessante por trás do personagem de Kruger.
Ele não é simplesmente um policial ou agente secreto.
Ele trabalha apagando identidades.
Pessoas deixam de existir oficialmente para poder continuar vivendo.
Isso cria uma situação curiosa:
Kruger passa a vida criando novas vidas para outras pessoas, mas ele próprio parece não ter uma vida fora do trabalho.
É quase como se ele também fosse uma identidade apagada.
Ele existe apenas quando alguém precisa desaparecer.
Essa característica poderia ter sido mais explorada pelo roteiro.
Mas o filme prefere utilizar o conceito como combustível para a ação.
E, considerando a proposta, funciona.
LEE CULLEN
Vanessa Williams interpreta Lee Cullen, a testemunha que acaba entrando no centro da conspiração.
Ela não é simplesmente uma personagem que fica esperando o herói salvá-la.
Lee possui informações fundamentais para desmontar o esquema e participa ativamente da fuga.
Williams tem boa presença e estabelece uma parceria interessante com Arnold.
Ainda assim, é evidente que o filme pertence a Kruger.
Lee está ali para colocar a história em movimento.
Kruger está ali para resolver a história.
A CONSPIRAÇÃO
O filme utiliza uma fórmula bastante conhecida dos thrillers de ação dos anos 1990:
o inimigo está dentro.
Kruger começa acreditando que sabe quem são os aliados.
Depois percebe que existe uma conspiração.
E então precisa descobrir em quem pode confiar.
Esse mecanismo funciona porque transforma a própria agência em território perigoso.
O problema não é apenas fugir dos criminosos.
É descobrir quem são os criminosos.
E isso mantém a narrativa em movimento.
PERSEGUIÇÕES, TIROTEIOS E EXPLOSÕES
Aqui Queima de Arquivo entrega o que promete.
Tem perseguição.
Tem tiroteio.
Tem explosão.
Tem combate corpo a corpo.
Tem armas experimentais.
Tem fuga.
Tem Arnold correndo atrás dos bandidos.
E tem aquela física cinematográfica dos anos 1990 em que determinadas coisas simplesmente explodem porque precisam explodir.
Kkkkkkk!
Mas existe um charme nisso.
O filme não tenta fingir que é uma obra extremamente filosófica.
Ele quer entreter.
E consegue.
AS ARMAS E A TECNOLOGIA
Um dos elementos mais interessantes é a presença de armas de alta tecnologia, incluindo o conceito da arma eletromagnética que Lee descobre.
Isso dá ao filme um pequeno diferencial dentro da fórmula tradicional.
Existe uma discussão sobre tecnologia militar, indústria de armamentos e interesses econômicos por trás do desenvolvimento dessas armas.
Mas novamente:
o filme poderia aprofundar mais.
Ele prefere transformar essas ideias em combustível para as sequências de ação.
E tudo bem.
Nem todo filme precisa ser uma tese sobre geopolítica.
Às vezes queremos apenas sentar, apertar o play e assistir Arnold destruir os problemas.
ATUAÇÕES
Arnold Schwarzenegger faz exatamente aquilo que sabe fazer melhor.
Ele não precisa transformar Kruger em um personagem extremamente complexo.
Sua força está na presença física, no carisma e na segurança que transmite.
Vanessa Williams funciona bem como Lee.
E temos ainda James Caan, que acrescenta peso ao elenco como Robert DeGuerin.
Caan é um excelente contraponto para Arnold porque traz uma presença mais tradicional de thriller policial.
James Coburn também ajuda a dar credibilidade ao ambiente institucional.
FOTOGRAFIA E PRODUÇÃO
Visualmente, Queima de Arquivo possui toda aquela identidade dos grandes filmes de ação de Hollywood dos anos 1990.
Locações urbanas.
Grandes sequências de perseguição.
Explosões práticas.
Armas enormes.
Helicópteros.
Carros.
Ambientes industriais.
E uma fotografia que privilegia a ação.
O filme não é visualmente revolucionário, mas entrega uma produção de escala suficiente para não parecer apenas mais um filme policial barato.
易 O PROBLEMA DO ROTEIRO
Aqui está a principal limitação.
O roteiro é funcional.
Mas não é brilhante.
A história da conspiração é relativamente previsível e alguns acontecimentos dependem bastante da conveniência narrativa.
É aquele tipo de filme em que você não deve parar a cada cinco minutos para perguntar:
“Mas isso realmente faria sentido?”
Porque provavelmente você vai encontrar algumas respostas complicadas.
Kkkkkkk!
Mas esse também é o charme do cinema de ação daquela época.
O importante é que a próxima sequência seja interessante.
E Queima de Arquivo consegue manter esse ritmo.
CONCLUSÃO
Queima de Arquivo é um típico representante do cinema de ação dos anos 1990.
Ele não pretende ser uma obra-prima.
Não pretende revolucionar o gênero.
Não pretende fazer uma profunda reflexão sobre espionagem.
Ele quer entregar ação e entretenimento.
E nisso funciona muito bem.
A presença de Arnold Schwarzenegger faz toda a diferença.
Porque talvez, com outro protagonista, a mesma história fosse apenas mais um thriller de conspiração.
Com Arnold, ganha personalidade.
Ganha força.
Ganha aquele exagero característico.
E ganha o prazer de assistir a um astro que parecia ter sido criado especificamente para esse tipo de cinema.
A história tem seus problemas.
O roteiro poderia ser mais elaborado.
A conspiração poderia ser mais inteligente.
Alguns personagens poderiam ser melhor desenvolvidos.
Mas quando começam as perseguições e os tiroteios, o filme encontra seu verdadeiro propósito.
É cinema de ação para divertir.
E, nesse quesito, cumpre sua missão.
Não é necessário transformar todo filme em uma obra de arte.
Às vezes, basta entregar duas horas de entretenimento, boas cenas de ação e um protagonista que domina a tela.
E Arnold domina.
⭐ NOTA: 7,0 / 10
Vale a pena assistir?
Sim.
Especialmente para quem gosta do cinema de ação dos anos 1990.
Queima de Arquivo talvez não seja o filme mais inteligente da carreira de Schwarzenegger, mas é um daqueles filmes que você coloca para assistir e, quando percebe, já está envolvido na próxima perseguição.
É exagerado? Sim. É previsível? Muitas vezes. Tem furos? Tem. É divertido? Muito.
E às vezes isso é exatamente o que queremos de um bom filme de ação.
Arnold entra em cena. A ação começa. E o resto é “Queima de Arquivo”.
Lembro de ter lido na época que o filme teve muitos problemas, Eu Achei um filme de Ação ok, Vanessa Williams e linda e competente e Arnold Faz o que Sabe Fazer Melhor Detona os Inimigos com a Competência Habitual.
Neste filme Schwarzenegger repete papéis semelhantes ao filme True Lies(1994) e Um Tira no Jardim de Infância(1991) deixando de lado o modelo robô T-101. O filme é um pouco fraco no efeito especial, mesmo filmes dos anos 90 tem efeitos melhores, fica nítido a fraqueza nas cenas dos crocodilos no Zoológico. Não gostei muito da dublagem, repetidamente eles se referem ao Mini-CD como Disquete. Resumindo ele cumpre o papel de entretenimento e tem os clássicos momentos inacreditáveis como atirar contra a cabine do avião enquanto desce de paraquedas.
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