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Kamila A.
7.941 seguidores
816 críticas
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4,0
Enviada em 14 de maio de 2024
“Sou datilógrafa, virgem e gosto de Coca-Cola”. Essa é a maneira como Macabéa (Marcélia Cartaxo, numa das performances mais emblemáticas do cinema brasileiro) se auto-descreve. A personagem é considerada uma das mais clássicas da literatura brasileira e é uma criação de uma das mais celebradas autoras do nosso país, Clarice Lispector.
Na adaptação “A Hora da Estrela”, dirigida e co-escrita por Suzana Amaral, as características pessoais de Macabéa são potencializadas. Aos 19 anos, migrante nordestina, semi-analfabeta, curiosa, sonhadora, ingênua, infeliz e desprovida de qualquer maldade, Macabéa é engolida pela realidade de uma cidade grande e, principalmente, por relacionamentos (com o namorado Olímpio, com colegas de trabalho, com as companheiras de quarto) em que ela não consegue reconhecer as humilhações e os abusos.
Lançado originalmente em 1985, “A Hora da Estrela” ganhou uma cópia digitalizada e com áudio remasterizado, idealizada especialmente para a Sessão Vitrine Petrobras. O filme estreia em 16 de maio e é uma ótima oportunidade para o público conferir aquele que é considerado um dos melhores longas do cinema brasileiro em todos os tempos, vencedor do Urso de Ouro de Melhor Atriz, no Festival de Cinema de Berlim, em 1985.
Macabéa (Cartaxo) é uma jovem nordestina sonhadora e virgem que passa a morar em São Paulo. Orfã de pai e mãe, com a tia que a criou morta, Macabéa passa a morar em um pensionato, onde divide o quarto com três outras mulheres. Trabalhando como secretária, tem um chefe de seção paternalista, que não tem coragem de despedi-la e como colega Glória (Taxman), que faz sucesso com os homens e já fez cinco abortos.
mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2024/12/filme-do-dia-hora-da-estrela-1985.html
Sabemos que a adaptação de um livro para os cinemas é uma tarefa complexa e nunca será a tradução exata do contexto e a representação fiel dos personagens apresentados no livro. Isso é óbvio porque somente através da leitura fazemos a ligação e construção mais intima da obra acerca da proposta narrativa impressa pelo autor. Quando temos a visão de um diretor e somente temos acesso ao filme, essa construção será feita pela ótica de uma terceira pessoa, pois perde-se o contato direto com o criador do mundo literário. Se essa adaptação para os cinemas já é difícil, imagina adaptar a obra de Clarice Lispector, cuja escrita é muito intimista e e abre um universo de interpretações nas entrelinhas de suas histórias. A diretora Suzana Amaral merece aplausos pois transportou ao filme o debate entre a existência humana e os laços sociais. Mostra uma sociedade que oprime os mais fracos em uma situação agravada por um tipo de organização que segrega os indivíduos entre si. É uma das raras situações em que a heróina cativa por sua feiura, fragilidade e inexistência. Marcelia Cartaxo interpretou brilhantemente Macabéa. Por todos esses motivos "A Hora da Estrela" deve ser considerado uma obra prima do cinema nacional.
Adoro este filme. Assisto quantas vezes passar na TV. Na minha opinião é um dos melhores filmes nacionais que já assisti, e são poucos. Uma coisa é um filme mostrar a violência que já se vê nos meios de comunicação todos os dias, outra coisa é passar a autenticidade de uma pessoa e sua ingenuidade, misturadas à fantasia e ao desejo de amar. Parabéns a Marcelia Cartaxo e José Dumont, estes são insubstituíveis!
acompanhei a história de Macabéia desde o livro de Clarice Lispector, curti o filme, não entendo porque ele é quase impossível de ser encontrado na cidade, pelo menos em Fortaleza, tive de recorrer a TVC, canal educativo, pra conseguir vê-lo em VHS. E acho que as obras de Clarice são dignas de mais filmes.
Primeiro ponto, vale lembrar que o filme é de 85, não podemos assisti-lo esperando elementos da atualidade. Dito isso, esse foi um dos primeiros filmes brasileiros que me propus a assistir e me encantei. Tem a capacidade de nos capturar a atenção e nos transportar no tempo.
Esse é um dos meus livros favoritos, me prendeu ao ler. PORÉM ESSE É COM CERTEZA UM DOS PIORES FILMES QUE EU JÁ VI!!! Não percam tempo, um desastre para a produção cinematográfica. Poderia ter sido bem mais aprofundado e foi uma BOSTA!
Gostei do filme, da inocência de Macabea e seu contraste com a expertise de outros personagens me envolveram. Me compadeci da protagonista diversas vezes. É um filme triste com final inesperado. Valeu a pena, é um clássico nacional, embora eu acredite que o desenvolvimento deveria ser mais minuciosa e aprofundado.
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