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Cineplayers
É na frontalidade distante, de quem pinta quadros bidimensionais e acrescenta a eles os movimentos necessários para a fruição do cinema, que encontra-se a beleza imprimida por Garrel a "Um Verão Escaldante".
Cinética
... O Garrel de "Um Verão Escaldante" tem pouco interesse nos prazeres do passadismo ou de congratular a sua plateia ao dividi-lo com ela [...]; pelo contrário, seu cinema é animado pela mesma revolta de sempre.
Estado de São Paulo
Imbróglio amoroso de consequências inesperadas, retratado na tela com o rigor de um mestre da pintura que mescla volumes e cores para exprimir sentimentos. Faz cinema profundo, pintando-o na superfície da tela.
Revista Interlúdio
[O diretor mostra uma forma de discurso] mais madura talvez em relação aos novos tempos e igualmente poética na forma de se exprimir, afinal da velha guarda francesa poucos – Godard, Resnais, quem mais? – sobreviveram e filmam com a mesma magia política de Garrel.
Télérama
Philippe Garrel continua demonstrando uma sensibilidade viva, um romantismo bruto, uma simplicidade que vai diretamente à essência dos sentimentos e do sofrimento.
Folha de São Paulo
O que há de mais bonito em "Um Verão Escaldante" são esses momentos em que nada acontece. Em que os personagens contemplam algo ou contemplam-se uns aos outros antes que qualquer sentido esteja formado.
Omelete
"Um Verão Escaldante" parece mais cerebral, menos poesia e mais prosa; é um filme que, ao se fragmentar, evita elaborar um discurso só sobre a relação do artista com a musa, embora paradoxalmente seja um filme cheio de diálogos discursivos ...
CineClick
O filme de Philippe Garrel propõe um exercício de observar sem sentir. E, de fato, o sentimento nunca chega até nós. Sem experimentá-lo, também nos afastamos e acabamos por ter uma experiência vazia.
Critikat.com
"Um Verão Escaldante" (...) dá a impressão de gaguejar, de se exceder, de exagerar, de reiterar figuras e sentimentos que perdem sua vitalidade.
O Globo
É difícil perceber o que Philippe Garrel quis dizer exatamente com "Un été brûlant" [...] Os atores [...] não encontram no roteiro material consistente para a construção de seus personagens.
Cineweb
Em "Um verão escaldante" todo mundo chora, briga, grita, ama e odeia com certa intensidade. [... Os personagens] adoram sofrer por amor, e sofrem tanto que é difícil saber se estão realmente com dor ou apenas inventando-a por prazer diante da câmera.
Rubens Ewald
O diretor Garrel se confirma como um dos piores diretores de todos os tempos [...]. A história é uma idiotice sem par, onde fala patacoadas sobre o sentido da arte, a futilidade do amor, o sonambulismo e assim por diante.
Variety
"Um Verão Escaldante" parece muito mais longo do que os seus curtos 95 minutos. No que diz respeito às conversas e à narrativa, elas não têm o menor sentido e chegam a ser mesmo risíveis.