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Fabiana Figueiredo
1 crítica
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5,0
Enviada em 2 de outubro de 2020
Perfeito amei esta história de Aamir Khan. Uma dica: faça mais filmes neste estilo pois é muito gratificante e estimula as pessoas respeitar o diferente e ter um olhar mais carinhoso para com as pessoas portadoras de deficiência seja ela qual for. Parabéns ao criador , que venha mais realizações deste tipo.
Quem puder assista a esse filme , é indiano mas muito lindo , chorei muito no decorrer do filme , e sempre que posso estou assistindo , exemplo de como a ajuda de alguem transforma a vida de uma pessoa , assistam não vão se arrepender ❤️
Ótimo filme, para pensar e refletir. Que leva a pensar no que cada um têm de melhor. O mundo poderia ser mais sensível as necessidades dos que precisam mais.
A atuação do ator menino Darsheel Safary é espetacular quase inacreditável para quando era então uma criança. O filme é lindíssimo, sensacional. Os atores fazem um espetáculo total. Só uma coisa atrapalha e ficamos com essa coisa como uma pulguinha atrás da orelha. Vejamos: no primeiro colégio, pelo visto um bom colégio, ninguém sequer desconfiou de algum transtorno neurobiológico, a dislexia, que não é tão incomum assim, para não ser percebido por diversos professores. No segundo colégio (interno) ocorre o mesmo sendo o menino castigado nas duas escolas por diversas vezes. Professores de crianças sabem perfeitamente distinguir diversos comportamentos incomuns. E isso nos tempos atuais quando se passa o filme. Sei que sem esse 'erro' não poderia existir o filme tal como foi. Mas não tira os seus méritos. Filme (como filme) espetacular.
Não obstante a censura 10 anos, não é um filme infantiloide, muito pelo contrário. É um filme realista, com uma trama simples, onde crianças agem como criança e não como gênios, e os adultos estão inseridos como são, e não como intrusos ignorantes no mundo das crianças-gênio. A fantasia, em vez de vir por cenas bobas e amadoras desconectadas da realidade, vem no musical. Deve ser 1/4 musical, e, aí sim, nessas horas , há fantasia, na forma de um trabalho de arte, com animações originais e belas músicas (inclusive a "Você sabe de tudo, não é, mamãe?", bem emocionante.). As músicas realmente tocam - o que não funciona em todos os filmes musicais - porque além de terem uma melodia muito bem composta, pontuam corretamente os momentos de drama. Atores ótimos. Trabalho artístico muito sensível, nada cansativo. Sugiro, embora tardio, não assistir ao trailer, porque há um spoiler escancarado que é justamente uma das partes de maior expectativa do filme.
Gostei muito do filme. A mensagem é super atual e foca em que como nosso mundo é preconceituoso com aqueles que fogem ao padrão estabelecido. E, no final, a criatividade e a diferença vencem.
A educação é uma das coisas mais importantes para o ser humano se desenvolver e adquirir as competências para se autorrealizar e ser autônomo no mundo. Dessa maneira, ser inclusivo se torna essencial e é esse aspecto que a obra brilhantemente irá abordar. Nesse sentido, ela toca em questões fundamentais do ensino de crianças, onde nos apresenta um protagonista neurodivergente (Ishaan), possuindo dislexia e transtorno de déficit de atenção (TDAH) que passa muita dificuldade, por estar em um ambiente despreparado e preconceituoso, resultando em sofrimento, dor e angústia por sua falta de encaixe a dita normalidade.
No desenvolver do enredo observamos como Ishaan está tendo seu eu psicológico degradado por ser forçado a conviver com uma inadequada educação conservadora que reflete em constantes repreensões familiares, por suas notas baixas e seu mau comportamento, como se tudo fosse apenas uma falta de “vontade” ou de disciplina. Em vista disso, toda a sua autoestima, criatividade e até sua essência é destruída, ocasionando uma espécie de depressão que o transforma em um ser maquinal sem um sentido para existir.
No entanto, tudo muda quando ele encontra um novo professor (Ram), esse não apenas entende as dificuldades de Ishaan, mas se ver no próprio garoto, alguém não compreendido e isolado por ser diferente. Contudo, ele tem o problema de reacender a vitalidade do menino que agora está totalmente desolada. Felizmente com muito esforço e persistência ele consegue trazê-lo de volta, porém, não só isso, com metodologias mais adequadas, torna-o o protagonista do seu próprio conhecimento, fazendo com que ele aprenda o que tinha dificuldade e reviva seu ânimo e sua criatividade.
Desse modo, o filme nos traz a todo momento uma reflexão sobre a importância da inclusão, mas não o faz meramente através de um professor “milagroso”, pois esse tem que remodelar e incentivar todos os que estão a sua volta, tanto os demais professores e a estrutura escolar, quanto os pais de Ishaan, declarando que essa missão é coletiva. Portanto, a obra lembra que cada ser humano é único, onde, não existe um mesmo método para todos e que a diversidade é essencial.
Toda a narrativa é feita de maneira excepcional, temos uma boa produção, trilha sonora interessante e apesar de estranharmos algumas cenas, por parecerem, no primeiro momento, infantis, elas são muito bem colocadas quando a olhamos em sua totalidade, já que nos mostram a perspectiva da criança que está vivendo esses fatos. Por fim, é uma história emocionante que é recomendada para todos, principalmente para futuros docentes.
votei com o coração. é um filme necessário. essencial. "todas as crianças são especiais" só por essa frase, já valeu assistir. e deu trabalho. pra mim, é arte.
Filme maravilhoso! Muita sensibilidade. Antes de tudo, deveria ser um filme obrigatório para todo professor. Mostra como nos enganamos, como as escolas podem se enganar. Não é um filme baseado em fatos reais, mas existem muitos Ishaan's espalhados pelo mundo. Na maioria das vezes não nos esforçamos para reconhece-los. Nós queremos que todos sejam iguais, aprendam de maneira padrão e que todos vivam suas vidas dentro do planejado igualmente para todos. Esse filme é daqueles que esfregam na cara o quanto podemos ser insensíveis no mundo de competição, resultado prático etc. Como um bom filme indianos, mais de duas horas passam voando, com direito a muitos nós na garganta. spoiler: Alguns clichês de filmes que tratam de escolas podem ser encontrados, como o coleguinha legal e compreensivo, ou nas relações familiares, como o pai que tem um choque de realidade quando percebe que seu comportamento durão e sem demonstrar sentimentos foi prejudicial para si e especialmente para seu filho.
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