Precisamos Falar Sobre o Kevin
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anônimo
Um visitante
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Enviada em 15 de agosto de 2019
Um denso, cru retrato da complexidade da mente humana. Kevin é a maior representação do mal no cinema desde do Coringa de The Dark Knight. Tilda Swinton numa atuação absolutamente devastadora. We Need to Talk About Kevin é um longa que combina de maneira engenhosa drama e horror, com um visual estilizado orquestrado por uma direção original e distinta, que não se prende ao comodismo estrutural do material de origem. Ramsay não se limita a encenar o livro, tendo a coragem de transpor a história para a linguagem cinematográfica. Bem construído, com diversos simbolismos e transições eficientes. Ao invés de um retrato sem alma de um psicopata, a diretora opta por retratar sua mãe, com seus traumas e expurgos próprios, decorrentes da tragédia, enriquecendo assim a narrativa por meio de recursos próprios de cinema, como narrativa não-linear, elipses, simbolismos etc...Ezra Miller está de fato muito bem, mas nada que se sobreponha ao resto do elenco, funciona bem como fio condutor da trama(mesmo que fique claro o foco da história em Eva). É uma atuação convencional para o papel, é um tipo de psicopata que já vimos em outra ocasiões. John Rilley também merece elogios, dá o tom perfeito para o personagem. Claro, não é um filme perfeito. Comete alguns excessos visuais, como o uso do vermelho para simbolizar a dor e a culpa, por exemplo. Além da narrativa não-linear soar em certos momentos gratuita, apesar de feita de maneira bastante arrojada. Enfim fora um ou outro excesso, Precisamos Falar Sobre o Kevin é uma realização cinematográfica notável nos mais diversos sentidos.
Lucas R.
Lucas R.

22 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de agosto de 2013
esse estilo "bagunça temporal" onde assistimos no presente, depois vai pro passado, depois presente, depois passado (e por aí vai) é algo misterioso: Se não for bem planejado, o filme perde o sentido. Não foi isso que aconteceu nesse filme. Consegui prender os olhos do começo ao fim nessa trama com poucas palavras e mais atuação (e por falar em atuação, o que é isso ein Tilda Swinton? essa mulher é incrível!) realmente recomendo esse filme, o final é surpreendente, e por isso ele está na lista dos meus preferidos.
Tibério M.
Tibério M.

79 seguidores 59 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de janeiro de 2014
Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lynne Ramsay (2011

Um prato cheio para quem ama ou gosta da psicologia.

Um filme tenso, perturbador e ao mesmo tempo sutil em certos detalhes para que possamos vir a compreender o comportamento de Kevin desde o seu nascimento até completar os seus 18 anos.

O amor de mãe começa ao saber que está grávida ou só vem depois com o tempo? Será que vem ou apenas se acostumam a amar? O silêncio, a falta de diálogo entre os pais pode isso influenciar no comportamento do filho do casal? O que uma mãe sente pode ela passar para uma criança ou isso é apenas psicológico? A criança pode nascer com um comportamento hostil ou ela vai adquirindo? Podemos nascer maus ou nos tornamos maus? São essas e várias outras perguntas que se acercam em volta da história.

Eva (Tilda Swinton) não recebeu bem a sua gravidez, seu futuro filho, Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller), não foi planejado e muito menos comemorado depois de nascer. E Kevin com o tempo sabia disso. Ele sabia que não tinha o amor genuíno de sua mãe. Será que é por saber que ele a desprezava ou por que ele de fato era assim? Kevin mantinha uma dupla personalidade. Com a mãe ele era hostil, estúpido e a manipulava sempre que tinha oportunidade e com o seu pai Franklin (John C. Reilly), Kevin agia como um garoto animado, feliz.

Kevin sempre mostrou sua verdadeira face para sua mãe quando quebra o braço ou quando mastiga a alichia (essa é uma cena muito forte e sutil). Por que sua mãe nada fez a respeito? O que se passava com ela por não saber tomar as rédeas de seu filho? Por que ela virou refém desse medo? Será que Kevin fez o que fez por que queria chamar a atenção de sua mãe? Queria que ela agisse como uma mãe de verdade? Talvez! Mas a interpretação que o filme me deixa ter é que sim. Sim, ele fez o que fez, pois de alguma forma a amava e queria ter o amor que ela nunca lhe deu completamente.

Mas fica uma outra pergunta no ar. Será que uma surra mudaria as coisas? Talvez! Acredito que sempre é bom primeiro ter um diálogo, depois levar para um psicólogo e se nada desse certo... Talvez. Vai depender de cada um.

Ótima atuação de Tilda Swinton que se manteve forte no filme todo sem derrubar uma lágrima. A fotografia desse filme também é ótima. Muito bom mesmo.
Júnior S.
Júnior S.

1.193 seguidores 269 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de dezembro de 2016
Um denso, cru retrato da complexidade da mente humana. Kevin é a maior representação do mal no cinema desde do Coringa de The Dark Knight. Tilda Swinton numa atuação absolutamente devastadora. We Need to Talk About Kevin é um longa que combina de maneira engenhosa drama e horror, com um visual estilizado orquestrado por uma direção original e distinta, que não se prende ao comodismo estrutural do material de origem. Ramsay não se limita a encenar o livro, tendo a coragem de transpor a história para a linguagem cinematográfica. Bem construído, com diversos simbolismos e transições eficientes. Ao invés de um retrato sem alma de um psicopata, a diretora opta por retratar sua mãe, com seus traumas e expurgos próprios, decorrentes da tragédia, enriquecendo assim a narrativa por meio de recursos próprios de cinema, como narrativa não-linear, elipses, simbolismos etc...Ezra Miller está de fato muito bem, mas nada que se sobreponha ao resto do elenco, funciona bem como fio condutor da trama(mesmo que fique claro o foco da história em Eva). É uma atuação convencional para o papel, é um tipo de psicopata que já vimos em outra ocasiões. John Rilley também merece elogios, dá o tom perfeito para o personagem. Claro, não é um filme perfeito. Comete alguns excessos visuais, como o uso do vermelho para simbolizar a dor e a culpa, por exemplo. Além da narrativa não-linear soar em certos momentos gratuita, apesar de feita de maneira bastante arrojada. Enfim fora um ou outro excesso, Precisamos Falar Sobre o Kevin é uma realização cinematográfica notável nos mais diversos sentidos.
Fabiana R.
Fabiana R.

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5,0
Enviada em 8 de julho de 2013
Esse é um dos filmes mais impactantes e perturbadores a que assisti. Trata-se de temas muito delicados: primeiro a difícil relação entre mãe e filho e segundo o psicopata na sociedade. A desorientação do que fazer da mãe em relação ao filho é realmente o ponto chave do filme. É difícil de acreditar que uma pessoa já nasça com má índole, com vontade de punir e manipular os outros, no caso principalmente a mãe, depois a irmãzinha e finalmente os colegas de escola. Eu, particularmente, entendi que ele não matou a mãe justamente para torturá-la pelo resto da vida e ainda fazê-la sentir-se culpada por tudo. Absolutamente incríveis as atuações da mãe e do filho. Aliás o ator Ezra Miller promete ser um dos grandes atores de sua geração. Tanto nesse filme quanto no "As vantagens de ser invisível" ele está sensacional.
Janiê Maia C.
Janiê Maia C.

22 seguidores 15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de agosto de 2013
“Just because you're used to something doesn't mean you like it.” (Só porque você está acostumado a alguma coisa não significa que você gosta dela) - Kevin diz a sua mãe Eva.
Sinistro, forte, angustiante e perturbador! Que filme espetacular, de uma sublime agonia, que nos deixa absortos com a falta de sentimentos do protagonista. We Need To Talk About Kevin (Precisamos Falar Sobre o Kevin) é um filme anglo-americano lançado em 2011, dirigido pela talentosíssima Lynne Ramsay e estrelado por nada menos que Tilda Swinton, John C. Reilly e Ezra Miller. A produção é baseada no livro Temos de Falar Sobre o Kevin de Lionel Shriver.
Começar uma crítica com tais adjetivos a um filme é um tanto inesperado, no entanto, é o que sou obrigada a escrever. Essas são as primeiras impressões que você tem assim que coloca os olhos na película, perturbadoramente fantástica! Não é exagero, é um logo sincero, totalmente verdadeiro, sem anedotas. Um filme tão complexo quanto o livro. O romance de Lionel Shriver, no qual o longa foi baseado, foi colocado nas listas dos livros impossíveis para adaptação ao cinema. Mas, neste caminho tortuoso surge à bela, talentosa, genial Lynne Ramsay (não muito conhecida do grande público), mostra o porquê de Cannes a admirar e a premiar cada vez que dirige um novo espetáculo. Em seu currículo cinematográfico consta apenas 6 filmes, mas destes projetos ganhou mais de 20 prêmios e 11 indicações (várias premiações de Cannes).
E Ramsay usa toda a sua genialidade para enfocar um problema social tão evidente nos dias atuais, mas que mesmo assim ainda causa certo temor ao tocarmos no assunto. Problema esse que é comum nos EUA; creio que todos até já fazem ideia do que estou falando, a sociopatia ou psicopatia é um problema comum aos americanos. Massacres na escola, como os de Columbine, são muito comuns por lá.
E é destas fatalidades que a diretora Lynne Ramsay expõe na tela, sem parecer forçada ou depreciativa, sem cair nas garras dos thrillers de terror, cheios de sangue, e história clichês. Ao contrário We Need To Talk About Kevin é um filme de uma beleza suprema, é um drama e suspense que nos faz refletir. A frase (só porque você está acostumado a alguma coisa não significa que você gosta dela) que serve como epígrafe desta crítica, resume todo o transtorno psicológico dos personagens principais da história: Kevin (Ezra Miller) e sua mãe Eva (Tilda Swinton).
A história do filme se passa no acompanhamento da vida de Eva Katchadourian (Tilda Swinton), uma mulher de classe média alta; uma bem sucedida escritora de livros turísticos que tenta retomar o caminho certo de sua vida após a uma hedionda tragédia familiar. O filme mostra os flashes back de Eva, abandonada, humilhada e desprezada pela sociedade que a culpa pela tragédia que arruinou não só sua vida como a de outras famílias. Que tragédia é essa? Vocês já podem imaginar, mas a assistir no filme é que dá um sentido mais sinistro. Eva lembra sua vida desde o momento que conheceu o marido Franklin (John C. Reilly), até o terrível acontecimento. O tempo passa, ela e Franklin se apaixonam, essa paixão tem como cenário a Espanha, durante a tradicional guerra de tomates espanhola. E é desta guerra de tomates que a cor vermelha (tão bem colocada na fotografia da película) inunda a tela e banha nossos olhos. O vermelho, a cor do sangue, o que dá vida ou a extirpa, é o ponto chave para as diferentes tomadas temporais de Eva. É o vermelho que marca a transição de tempo, passado e presente. Nunca o futuro!!! A cor está ambientada no filme todo! Sublime, genial. Um casamento feliz, tranquilo, era para ser exemplo de contos de fadas até o momento em que nossa Eva engravida como algo não planejado. Gravidez rejeitada, mas depois ela aceita, um fardo a seu ver! O Lindo baby nasce, chora muito, e o som deste choro, a faz quase não suportá-lo. O tempo passa, Kevin vai crescendo e ela nota sinais de que seu filho não gosta dela. Ele não sente amor pela mãe desde criança, e isso é mostrado de forma bastante complexa pelos atores mirins (os pirralhos dão medo na gente). Eva tenta de toda forma se aproximar do filho, mas ele não responde aos seus chamados, carinhos, gestos. Ao contrário, Kevin, como o filme mostra, parece ter nascido diferente, sem sentimentos ou remorsos, maltrata a mãe, finge amor pelo pai, pela sua irmãzinha (que maldades ele faz com ela). Franklin é um pai negligente, tudo defende o filho, mesmo quando sua esposa tenta demonstrar para ele que o filho é diferente. Daqui você já pode pensar: é um psicopata! Sim, de fato é! Afinal, Kevin é uma criança cruel e agressiva, nutre uma hostilidade sem explicação pela mãe. Com isso, Eva se torna uma mulher amarga, tomada pelo terror, pelo simples fato de que, no fundo do seu instinto materno, ela sabe que seu filho sofre de um transtorno de personalidade. E que nada pode fazer, pois seu filho se máscara através de carinhos e rebeldia, características da adolescência. Quando se torna adolescente, é que a maldade de Kevin chega ao ápice, e sua cobaia de treinamento para o mal é sua irmã mais nova! A grandiosidade de We Need To Talk About Kevin está na sua direção (Lynne Ramsay) e elenco tão bem escalados.
John C. Reilly é um ator de cinema, teatro e televisão estado-unidense, está ótimo no papel de pai apático, que nada vê ou finge que não vê as atrocidades do filho homicida. O pai que presenteia o filho no natal com um arco e flecha profissionais (Kevin é um arqueiro!). Uma metáfora para a figura da justiça, sempre presente, mas cega no tocante ao íntimo, quando esta lhe dá arma.
Ezra Miller, é um ator e músico americano, posso arriscar que é uma grande promessa! O cara tem talento! Interpreta o Kevin adolescente, tem atuações impressionantes. O olhar de psicopata que ele faz, dá arrepios, cheio de cinismo! Ou seja, Ezra interpreta assustadoramente um psicopata, daquelas atuações dignas de prêmios para atores revelações.
Tilda Swinton (a adoro) e está no meu Top 10 Atrizes! A premiada atriz britânica (ganhou um Oscar pela sua atuação no filme Michael Clayton). Está assustadoramente perfeita na personagem (atuação digna de um Oscar), ela demonstra toda a indignação de uma mãe que nada pode fazer pelo filho homicida, o sofrimento que ela passa só no olhar é de dá pena! É excruciante vê-la incorporar uma mulher sem expectativas, em estado vegetal, ou seja, não vive apenas sobrevive. A mudança de carga emocional que expõe na personagem Eva é dramática, uma hora feliz e tranquila, outra aterrorizada, amarga e sem expectativas. Por essa atuação, Tilda foi indicada a um Globo de Ouro, não ganhou! Injustiça. Sem dúvida alguma ela é a estrela deste filme, a sua beleza andrógina é que dá brilho e vida num ambiente onde o terror é uniforme.
We Need To Talk About Kevin é um grande filme, é uma história real! É real porque existem milhares de Kevins, que estão esperando o ‘contexto’ certo para disparar toda a fúria existente neles. É real porque nos faz questionar sobre nossas vidas, nossos filhos, família. O drama de Eva é o drama de muitas mães que se veem protagonista de um filme de terror. Quem vai acreditar que tem um psicopata em casa? Pois é, esta é uma das perguntas que o filme nos faz refletir.
Afinal nascemos psicopatas ou não? Em minha opinião, é uma condição patológica, se nasce sociopata, o ambiente é que dá as ferramentas para expor esta personalidade. Eva tenta a todo instante falar sobre Kevin para o marido ou para alguém. Mas quando todos querem ouvi-la já é tarde.
Histórias como estas são um banho para imprensa sensacionalista, e isto é retratado no filme. E o próprio Kevin confirma quando diz uma celebre afirmativa: será mesmo que as pessoas não gostam de ouvir esse tipo de coisa? As pessoas assistem a TV, para verem pessoas como eu!
Byeee! Bjussss! Até a próxima!
Janiê Maia Saintclair
Nathalia C.
Nathalia C.

33 seguidores 6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de julho de 2015
Ótima fotografia. Filme que retrata bem a realidade de um Sociopata. Pra quem curte o assunto, vale muito a pena assistir.
cinetenisverde
cinetenisverde

29.471 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2017
[Precisamos Falar Sobre o Kevin](/precisamos-falar-sobre-o-kevin) aborda de maneira surpreendente e inovadora o ponto de vista não de Kevin, um menino problemático que se tornará na sua adolescência autor de uma tragédia, mas o drama de sua mãe, evocadamente chamada Eva — a que deu à luz Caim, o primeiro assassino do mundo bíblico — e interpretada por Tilda Swinton de maneira brilhante e sem qualquer reservas.
Cleibsom Carlos
Cleibsom Carlos

18 seguidores 225 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de junho de 2024
Denso e complexo, PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN foge das soluções fáceis e das dicotomias rasas do bem contra o mal e do bom contra o mau...E talvez por isso mesmo, e também por uma frieza em retratar a tragédia que chega a ser opressora e insensível, seja impenetrável ao grande público, acostumado a soluções fáceis e simples, onde os personagens são retilíneos, plenos e sem dubiedade alguma.

Uma viagem sem concessões aos meandros da mente humana e à complexidade da vida, o filme não é indicado para quem pensa que os dilemas humanos podem ser solucionados com a leitura de manuais de auto ajuda.
Ronaldo M
Ronaldo M

24 seguidores 36 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de maio de 2015
Como diz o velho ditado, "amor de mãe é incondicional".
Mesmo convivendo com o estranho comportamento de Kevin, desde bebê,
Eva, assim como seu marido, sempre superprotegeram o filho de suas estranhas atitudes, encarando com naturalidade aquela realação familiar conturbada, talvez até sem perceber.
Observa-se nítidamente uma família desajustada. Falta de diálogo, de observação, intolerância, etc, são os ingredientes para um quadro de evolução que pode desencadear consequencias, até previsíveis e possíveis de ser evitada, desde que alguém observe e procure ajuda há tempo.

Roteiro muito bem montado, como um quebra-cabeças, vai conduzindo e prendendo a atenção durante todo o filme. A fotografia super!

Uma das cenas que mais me chamou a atenção foi a do sanduíche no prato, o qual Kevin comprime o pão de forma sobre o recheio de tomate seco com môlho vermelho sangue. Cena que associada a dos cadernos absolutamente em branco, são as deixas, que sugerem o massacre na escola que posteriormente viria a acontecer.
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