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Excelente atuação de Javier Bardem e bom roteiro com a temática velho x novo!
Mais uma vez o roteiro foi salvo pela ''tradicional'' ação, ofuscado também pelo Daniel Craig.
excelente filme! E os atores Daniel Craig e Javier Bardem dão show. Nota máxima!
Tão bom quanto Casino Royale (2006), o que dizer? Um filme com uma fotografia perfeita, cenas dramáticas. Tudo no filme se encaixa perfeitamente, o "slogan" da entrada, a música principal e os momentos de dúvida do agente secreto mais famoso da sétima arte. Sam Mendes provou ser um ótimo diretor fazendo esse que - talvez - é o melhor filme - até agora - de Bond, James Bond.
Muito bom filme, consegue entreter em duas horas e vinte com muita ação e adrenalina. Daniel como sempre quebrando tudo, apesar que dessa vez ele se deu um pouco mal. Mesmo não sendo o melhor filme de espionagem, Skyfall cumpre com louvor seu propósio.
Adorei, excelente filme, Daniel como sempre mantendo-se muito fiel ao Bond... e o que é o Javier Bardem!? Meu deus nossa ótimo ator,nasceu pra fazer vilão, Mr Silva ficou perfeito,poderia levar outro oscar heim Bardem ;)
Bom filme, bem superior ao seu antecessor (Quantum of solace) com um começo muito bom mas um final que deixou a desejar; a trama se desenrola muito bem e cativa o espectador praticamente o tempo todo, o vilão também está muito bem, mas isso se deve principalmente devido a atuação do Javier Bardem que se supera nesse filme sem dúvida nenhuma. Outro destaque que eu queria dar é a canção da Adele, que também é um dos pontos altos do filme, tanto é que levou o Oscar. O filme tem vários pontos positivos, mas também alguns negativos achei o filme bom até o final que ao meu modo de ver deixou bastante a desejar!
O maior destaque desse filme fica por conta do Javier Bardem. Impressionante atuação. Fora que foi um dos melhores ( Se não o melhor ) vilão do 007.
E claro que a direção de Sam Mendes foi aplausível. Conseguiu originar o James Bond novamente as origens e dessa forma colocando em destaque Daniel Craig que nos filmes anteriores, de certa forma, não conseguia convencer o publico como agente. Mas, com a Operação Skyfall, deu vida novamente ao personagem.
Destaque também para a trilha sonora, efeitos especiais, cenas de ação muito bem desenvolvidas, roteiro bem amarrado junto com a direção, elenco entrosado, ótima fotografia. Uma grande produção, se não assistiu não perca tempo, o filme é ótimo.
E claro que a direção de Sam Mendes foi aplausível. Conseguiu originar o James Bond novamente as origens e dessa forma colocando em destaque Daniel Craig que nos filmes anteriores, de certa forma, não conseguia convencer o publico como agente. Mas, com a Operação Skyfall, deu vida novamente ao personagem.
Destaque também para a trilha sonora, efeitos especiais, cenas de ação muito bem desenvolvidas, roteiro bem amarrado junto com a direção, elenco entrosado, ótima fotografia. Uma grande produção, se não assistiu não perca tempo, o filme é ótimo.
As mil faces de Javier
Eu nem curto muito filme de ação, mas caí na fila de “007 – Operação Skyfall” e, digamos, me surpreendi. Não que o filme, estrelado mais uma vez pelo Bond Daniel Craig, seja algo diferente e novo nas telonas – a produção continua com aquelas cenas que mais parecem videogame, em que todos vibram quando o sujeitinho principal, no caso, o sempre esperto James Bond, passa de fase e se prepara para lutar num novo nível. Mas gosto quando sento na poltrona do cinema sem muita informação sobre o que vou ver. Assim, às vezes, estamos passíveis de surpresas tão agradáveis que mudam o curso daquela noite de pipoca.
A grata surpresa ao assistir a “Skyfall” veio com o vilão louco e perverso Raoul Silva, vivido por Javier Bardem. Mesmo sendo fã desse ator espanhol que exala talento, não sabia que ele estava no elenco. E ele aparece em cena irreconhecível como um ciberterrorista possuído, de cabelos loiros oxigenados, cheio de trejeitos maquiavélicos que o apontam como candidato a ser o melhor vilão de Bond dos últimos tempos, segundo a imprensa britânica. Daí, pronto, toma conta do filme. Me desculpe o Craig, que, apesar das críticas, é um ótimo espião e que ainda tem dois 007s pela frente, mas os aplausos são todos para o seu opositor.
O que eu fico realmente impressionado é com a forma como atores como Bardem conseguem se envolver tanto com o personagem que levam para si toda a carga pesada daquela produção. Isso, sim, é ser ator. Ele aparece extremamente sedutor em “Vicky Cristina Barcelona”, como Juan Antonio, rapando ninguém menos que Rebeca Hall, Scarlett Johansson e Penelope Cruz, sua esposa na vida real, no melhor estilo “spanish lover”, ressurge transformado no ladrão, assassino e psicopata Anton, no ótimo “Onde os Fracos Não Têm Vez”, filme pelo qual recebeu o Oscar de melhor ator coadjuvante, passa pelo conflito do melancólico Uxbal com a paternidade, o amor, a espiritualidade, a morte, o crime e o sentimento de culpa, em “Biutiful”, e finaliza, novamente irresistível e apaixonante, como o brasileiro Felipe, em “Comer, Rezar, Amar”, ao lado de Julia Roberts.
Ou seja, nos cinco últimos filmes de Javier Bardem que vi, ele deixa uma marca inesquecível, que demonstra o real papel dele em produções hollywoodianas. Um presente para o fã de cinema de um ator de 43 anos que mostra vitalidade e desenvoltura de um jovem de 20. É por essas e outras que eu, cinéfilo até mandar parar, chego a uma sala de cinema para assistir de uma animação da Disney a uma história de terror na floresta, de um drama bonitinho a uma comédia escrota, de um filme cult francês a um lançamento indiano, de uma produção nacional aos romances da saga “Crepúsculo”... Tudo bem que, nesse fluxo constante, é provável que receba muitos trabalhos ruins. Mas vai que tem um Javier Bardem camaleão escondidinho bem ali, só esperando um brinde com você. Essas coisas, a gente não nega!
Eu nem curto muito filme de ação, mas caí na fila de “007 – Operação Skyfall” e, digamos, me surpreendi. Não que o filme, estrelado mais uma vez pelo Bond Daniel Craig, seja algo diferente e novo nas telonas – a produção continua com aquelas cenas que mais parecem videogame, em que todos vibram quando o sujeitinho principal, no caso, o sempre esperto James Bond, passa de fase e se prepara para lutar num novo nível. Mas gosto quando sento na poltrona do cinema sem muita informação sobre o que vou ver. Assim, às vezes, estamos passíveis de surpresas tão agradáveis que mudam o curso daquela noite de pipoca.
A grata surpresa ao assistir a “Skyfall” veio com o vilão louco e perverso Raoul Silva, vivido por Javier Bardem. Mesmo sendo fã desse ator espanhol que exala talento, não sabia que ele estava no elenco. E ele aparece em cena irreconhecível como um ciberterrorista possuído, de cabelos loiros oxigenados, cheio de trejeitos maquiavélicos que o apontam como candidato a ser o melhor vilão de Bond dos últimos tempos, segundo a imprensa britânica. Daí, pronto, toma conta do filme. Me desculpe o Craig, que, apesar das críticas, é um ótimo espião e que ainda tem dois 007s pela frente, mas os aplausos são todos para o seu opositor.
O que eu fico realmente impressionado é com a forma como atores como Bardem conseguem se envolver tanto com o personagem que levam para si toda a carga pesada daquela produção. Isso, sim, é ser ator. Ele aparece extremamente sedutor em “Vicky Cristina Barcelona”, como Juan Antonio, rapando ninguém menos que Rebeca Hall, Scarlett Johansson e Penelope Cruz, sua esposa na vida real, no melhor estilo “spanish lover”, ressurge transformado no ladrão, assassino e psicopata Anton, no ótimo “Onde os Fracos Não Têm Vez”, filme pelo qual recebeu o Oscar de melhor ator coadjuvante, passa pelo conflito do melancólico Uxbal com a paternidade, o amor, a espiritualidade, a morte, o crime e o sentimento de culpa, em “Biutiful”, e finaliza, novamente irresistível e apaixonante, como o brasileiro Felipe, em “Comer, Rezar, Amar”, ao lado de Julia Roberts.
Ou seja, nos cinco últimos filmes de Javier Bardem que vi, ele deixa uma marca inesquecível, que demonstra o real papel dele em produções hollywoodianas. Um presente para o fã de cinema de um ator de 43 anos que mostra vitalidade e desenvoltura de um jovem de 20. É por essas e outras que eu, cinéfilo até mandar parar, chego a uma sala de cinema para assistir de uma animação da Disney a uma história de terror na floresta, de um drama bonitinho a uma comédia escrota, de um filme cult francês a um lançamento indiano, de uma produção nacional aos romances da saga “Crepúsculo”... Tudo bem que, nesse fluxo constante, é provável que receba muitos trabalhos ruins. Mas vai que tem um Javier Bardem camaleão escondidinho bem ali, só esperando um brinde com você. Essas coisas, a gente não nega!
Em uma cena de 007 - Operação Skyfall, James Bond (Daniel Craig) precisa de armas e vai encontrar Q em um museu. O inventor e fornecedor de arsenal da franquia retorna neste 23º filme interpretado por um ator mais jovem, Ben Whishaw. Os dois sentam lado a lado, diante de uma pintura de um barco de guerra rebocado. Q enxerga ali a melancolia da finitude das coisas. 007 enxerga só "um barco grande".
Convocado a pilotar uma barca de 50 anos de idade, Sam Mendes parece ver nisso uma missão maior: uma responsabilidade de artista. É o primeiro cineasta "com assinatura" a dirigir um filme da franquia - conhecida por empregar diretores de aluguel e competentes executores - e, por isso mesmo, Mendes traz consigo o peso do autorismo, evidente na fotografia "artística" cheia de contraluzes e na quantidade de simbolismos por minuto de Operação Skyfall.
O velho versus o novo, o analógico versus o digital - as metáforas se enfileiram na trama, em que a segurança de M (Judi Dench) e de todo o MI-6 é desafiada por uma ameaça do passado, Silva (Javier Bardem). Como James Bond representa o velho, ele usa navalha, faca, espingarda, trator, rádio, enquanto Silva prefere helicópteros e computadores. O fato de o vilão negar o arcaísmo do macho em nome de uma visão mais moderna da sexualidade é mais um dentre esses muitos simbolismos autorreferentes.
Como Bardem é ótimo mesmo no papel mais afetado, esse antagonismo é o elemento que melhor se sustenta em Operação Skyfall, um castelo de cartas que a todo momento periga se sufocar na sua metanarrativa e ruir sob o peso do solene. Na ação, Mendes às vezes confunde elegância com pose. A cena de luta em Xangai, iluminada só pelos outdoors dos prédios, parece um número do Cirque du Soleil; enche os olhos e tal, mas está longe da desafetação da fotografia noturna urbana de um Colateral, por exemplo.
Se Operação Skyfall é um filme que funciona, no fim das contas, é porque o discurso do velho contra o novo sempre esteve centralmente no subtexto na franquia. O 007 de Daniel Craig brinca, diz que seu hobby é a ressurreição, mas James Bond, enquanto ícone da altivez do império obsoleto do "buldogue" Winston Churchill, sempre precisou se reinventar diante das mudanças. Os Bonds de Roger Moore tinham mais humor porque o absurdo era uma forma de ingleses, escanteados por EUA e URSS, enxergarem a Guerra Fria e a corrida espacial do lado de fora. Já nos anos da AIDS o Bond de Timothy Dalton também precisou se adaptar, uma vez que não pegava ninguém. spoiler:
Convocado a pilotar uma barca de 50 anos de idade, Sam Mendes parece ver nisso uma missão maior: uma responsabilidade de artista. É o primeiro cineasta "com assinatura" a dirigir um filme da franquia - conhecida por empregar diretores de aluguel e competentes executores - e, por isso mesmo, Mendes traz consigo o peso do autorismo, evidente na fotografia "artística" cheia de contraluzes e na quantidade de simbolismos por minuto de Operação Skyfall.
O velho versus o novo, o analógico versus o digital - as metáforas se enfileiram na trama, em que a segurança de M (Judi Dench) e de todo o MI-6 é desafiada por uma ameaça do passado, Silva (Javier Bardem). Como James Bond representa o velho, ele usa navalha, faca, espingarda, trator, rádio, enquanto Silva prefere helicópteros e computadores. O fato de o vilão negar o arcaísmo do macho em nome de uma visão mais moderna da sexualidade é mais um dentre esses muitos simbolismos autorreferentes.
Como Bardem é ótimo mesmo no papel mais afetado, esse antagonismo é o elemento que melhor se sustenta em Operação Skyfall, um castelo de cartas que a todo momento periga se sufocar na sua metanarrativa e ruir sob o peso do solene. Na ação, Mendes às vezes confunde elegância com pose. A cena de luta em Xangai, iluminada só pelos outdoors dos prédios, parece um número do Cirque du Soleil; enche os olhos e tal, mas está longe da desafetação da fotografia noturna urbana de um Colateral, por exemplo.
Se Operação Skyfall é um filme que funciona, no fim das contas, é porque o discurso do velho contra o novo sempre esteve centralmente no subtexto na franquia. O 007 de Daniel Craig brinca, diz que seu hobby é a ressurreição, mas James Bond, enquanto ícone da altivez do império obsoleto do "buldogue" Winston Churchill, sempre precisou se reinventar diante das mudanças. Os Bonds de Roger Moore tinham mais humor porque o absurdo era uma forma de ingleses, escanteados por EUA e URSS, enxergarem a Guerra Fria e a corrida espacial do lado de fora. Já nos anos da AIDS o Bond de Timothy Dalton também precisou se adaptar, uma vez que não pegava ninguém. spoiler:
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