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Andrei Andrade
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5,0
Enviada em 18 de abril de 2022
007 - Operação Skyfall é com certeza um dos melhores filmes de Bond. No ano em que o personagem celebrava cinquenta anos no cinema, era preciso que o filme honrasse a trajetória do espião. E Sam Mendes fez muito mais que isso. O que Sam Mendes faz aqui é um trabalho minucioso de humanização do 007. Muito disso não se dá pelo trabalho com o James Bond, mas com todos aqueles que o cercam, inclusive com o vilão fantástico interpretado por Javier Bardem. Operação Skyfall é, no final das contas, um estudo de personagem, mas não de um qualquer: trata-se de um homem que já havia existido em outros 22 filmes e saído da literatura. É um filme muito acima da média e que ainda é abrilhantado por belas atuações e uma das canções mais icônicas de toda a franquia. Uma obra-prima de sua geração. Excelente!!!
O diretor Sam Mendes realiza um filme razoável da série 007 que nos ratifica esse período de renovação que passa a série James Bond. Desde Cassino Royale (o melhor da série Daniel Craig para mim) James Bond vem renascendo. Craig transformou o agente secreto do MI6 em uma pessoa um pouco mais real (mais um pouco carne e osso). Logo no início temos uma cena de ação boa em que em a transição da série tem início. Como sempre o filme tem perseguições muito boas, explosões, um James Bond que não pensa duas vezes antes de se jogar literalmente de uma ponte (isso é um ponto interessante). O Bond de Craig é intenso demais. Ele está disposto a fazer qualquer coisa para atingir seu objetivo. Desde o primeiro da série de Craig, quando invade uma embaixada ele já nos demonstra isso. Aqui não é diferente. Como o vilão Silva Javier Bardem realiza uma boa atuação, porém seu questionamento quanto ao serviço secreto inglês faz com seus agentes não é um acerto do roteiro. Um agente secreto quando é pego em ação, dificilmente qualquer governo irá admitir que ele esteja a serviço do país. Soa um tanto infantil essa parte do roteiro. Realmente o personagem é um tanto infantil. Para justificar isso o roteiro demonstra o quanto Silva é um homem doente que vê claramente M como a mãe e ele como um filho muito dedicado, mas que a mãe não deu a mínima atenção. Apesar de o roteiro desenvolver a causa (ser abandonado em serviço) para termos a conseqüência (a vingança) nesse caso não foi muito bom. Outros pontos que eu gostaria de destacar é: a música tema do filme, a Bond Girl e o designer de produção do começo do filme. Apesar de não gostar muito da Adele reconheço que caiu muito bem no filme. Agora a Bond Girl dessa vez é terrível. Foi tão ruim que ela não aparece nem dez minutos no filme. Totalmente inexpressiva foi uma das piores que já vi. Sem contar que não é nem um pouco sensual o que para a série já contaria um pouco. O designer de produção do início do filme, que é característico da série, é um indicativo de vários momentos da história. A história dessa vez não foi tão interessante. Como se trata de um recomeço há várias cenas em que isso é abordado. É claramente um filme de transição.
Um filme incrível. A começar pela música de abertura premiada no Oscar, Skyfall composta e interpretada pela intensa Adele é sem dúvida um ponto alto do filme. O longa revela um James Bond (Daniel Craig) velho e ferido. Em todo o filme Bond se vê num questionamento sobre o tempo. Em um diálogo , o agente Q diz: "- Idade não é sinônimo de experiência." E Bond retruca: "- Juventude não é sinônimo de inovação." Enquanto Bond é questionado sobre o tempo, M (Judi Dench) é questionada por sua gestão e pelo futuro da espionagem. Ela tem que defender um departamento que não está mais na sua era de ouro e que o governo indaga sua necessidade, uma vez que, os inimigos não são mais conhecidos. É aí que M reforça que é principalmente por não conhecer mais os inimigos que a espionagem deve manter-se presente. Em 007 Operação Skyfall, o inimigo já pertenceu a casa (MI6). E o filme se deslancha inicialmente por decisões 'erradas' tomadas por M. O novo e o velho estão bem representados, mostrando que os dois são necessários para o futuro da espionagem inglesa. MI6 terá outra pessoa no comando, esse filme se passa numa transição. Bond é obrigado a revisitar seu passado, finalmente, conhecemos sua história, de onde veio o 007. Não se consegue prever quais as próximas ações, não é um filme previsível nem para especialistas em 007, creio.
Filme com cenas realistas e empolgantes. O esconderijo do James Bond e toda a batalha que se viu no final, com as cenas de explosões e fuga com retórica épica. Excelente fotografia e trilha sonora. Muito bem produzido.
De todos os filmes 007 até esse com Craig, esse foi o pior, pouca ação, o filme com mais de duas horas não pega e se torna cansativo. O ponto positivo é o protagonista que parece ter nascido para interpretar o agente.
Terceiro filme de Daniel Craig como 007. Entusiasmante e ao mesmo tempo mais moderado que o seu antecessor. Varios novos personagens, Judi Dench em mais uma bela atuação se despede em uma bela cena, em uma interpretação atipica dos M. da franquia. Belas menções aos antigos filmes as cidades que passaram na franquia como Hong Kong e Macau onde aconteceram os belos filmes do 007, o Aston Martin DB5 que estreou em Contra Goldfinger retorna para dar um show de exibição. Alguns retornos de personagens como Q. interpretado antes pelo Desmond agora por Ben Whishaw, boa atuação, e Ralph Fiennes estreia como Mallory/ M., também boa atuação. Voavam pedras e explosões no filme anterior agora apenas algumas explosões localizadas. Apesar de do Craig ainda continuar dando a sua interpretação tipica para o 007 nesse filme esta mais comportado, não esperar menos após dois filmes. O tema muito interessante para a decada de 2010: ciberterrorismo, um tema dos nossos tempos. Os diretores conseguiram casar o util ao agradavel. Bom filme e divertido.
Um dos melhores filmes da série, O vilão é maravilhoso, ultra bem interpretado que no final temos que torcer por ele para acabar com a antipática e autoritária chefe M.
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