Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Carlos Taiti
8 seguidores
330 críticas
Seguir usuário
2,5
Enviada em 13 de maio de 2026
As Patricinhas de Bervely Hills (1995) — 1h37min
Existem filmes que mudam o cinema pela grandiosidade. Outros pela dramaticidade. E alguns simplesmente conseguem capturar o espírito de uma geração.
As Patricinhas de Beverly Hills fez exatamente isso.
Muito além de uma “comédia adolescente bobinha”, o filme virou um retrato cultural dos anos 90. Moda, gírias, comportamento, consumismo, romances colegiais… tudo aqui virou referência. E mesmo sendo extremamente leve, o longa possui um charme que atravessa décadas.
Porque no fundo, o filme entende algo importante: carisma muitas vezes vale mais que profundidade.
Principais atores e personagens Alicia Silverstone — Cher Horowitz Stacey Dash — Dionne Davenport Brittany Murphy — Tai Frasier Paul Rudd — Josh Lucas Donald Faison — Murray Elisa Donovan — Amber
Gêneros: Comédia | Romance | Adolescente
Estória
Cher Horowitz é a típica garota rica de Beverly Hills.
Bonita, popular, mimada e completamente obcecada por moda, status e relacionamentos, ela vive ao lado de sua melhor amiga Dionne navegando pelo ensino médio como se fosse um desfile social.
Mas quando decide transformar Tai, uma nova aluna desajeitada, em uma garota popular, Cher acaba descobrindo que nem tudo pode ser controlado como uma combinação de roupas no guarda-roupa digital.
Entre romances, amizades, rivalidades e situações cômicas, Cher começa lentamente a amadurecer e perceber que talvez exista algo mais importante do que aparência e popularidade.
Análise crítica
O roteiro de As Patricinhas de Beverly Hills é simples. Muito simples.
E talvez seja exatamente essa simplicidade que faz o filme funcionar tão bem.
O longa nunca tenta parecer inteligente demais. Ele abraça completamente o universo adolescente exagerado e transforma isso em identidade.
Alicia Silverstone entrega uma Cher extremamente carismática. Mesmo sendo superficial em muitos momentos, ela nunca se torna irritante. Pelo contrário: existe inocência na personagem.
Você percebe que Cher não é má. Ela apenas vive dentro de uma bolha.
E essa leveza é o coração do filme.
Já Brittany Murphy rouba várias cenas como Tai. Sua transformação ao longo da história funciona quase como uma crítica divertida à obsessão adolescente por aceitação social.
E é curioso perceber como o filme influenciou praticamente toda uma geração de comédias adolescentes depois dele.
Sem As Patricinhas de Beverly Hills, provavelmente filmes como Mean Girls, Easy A, She's the Man e até The DUFF não teriam seguido exatamente o mesmo caminho.
⚖️ Reflexão final
As Patricinhas de Beverly Hills não é um filme profundo. Não tem grandes reviravoltas. Não possui atuações dramáticas memoráveis.
Mas ele possui algo raro:
personalidade.
O filme entende perfeitamente o universo que quer retratar e nunca tenta fugir dele. É divertido, leve, estiloso e confortável de assistir.
E talvez seja por isso que ainda continua vivo no imaginário popular.
Porque às vezes o cinema não precisa ser pesado para marcar uma geração. Às vezes basta ser divertido no momento certo.
Vale a pena assistir? Sim. Principalmente para quem gosta de clássicos adolescentes dos anos 90 e quer entender de onde nasceram muitos filmes do gênero.
Amei o filme!!! Ele fala da realidade das patricinhas, do que elas passam, do que fazem e que não são só frescas, metidas e burras! Sendo uma patricinha, acho que devemos ser respeitadas pelo menos. Não é só porque nós nos vestimos bem ou andamos sempre pomposas que devem achar que não podemos ser como garotas normais, podemos sim!!! Nós só temos uma caidinha (uma grande caidinha!!!) por moda..."
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade