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Leonardo .
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30 críticas
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0,5
Enviada em 8 de agosto de 2018
O primeiro filme eu achei péssimo, mas decidi dar uma chance a este, por ser mais novo acreditei que o enredo seria melhor elaborado, ledo engano. A única coisa que melhorou em relação ao primeiro são os efeitos, que na verdade é praticamente uma obrigação visto que os filmes são de épocas tão distintas. Enfim, não me frustrei ao final pois não esperava muita de Pennywise.1/10.
O mestre do horror literário Stephen Edwin King já possui em seu acervo obras adaptadas em larga escala para o cinema, algumas puramente comerciais outras questionáveis por se basearem em livros descartáveis. No entanto, um dos mais memoráveis livros do escritor americano chama-se IT, simples assim, mas em contrapartida possui uma história perturbadora e digna de nota, tanto que sua nova adaptação para os cinemas trouxe uma produção fantástica em diversos aspectos, a começar pelo enredo.
A história de IT - A COISA se desenvolve na pequena cidade de Derry, no estado de Maine, local conhecido historicamente pelo sumiço de grande quantidade de pessoas, especialmente crianças. Não por coincidência, cabe a um grupo de 6 garotos e uma garota a responsabilidade de investigar a fundo o problema que tem levado ao desaparecimento dos moradores da cidade. A empreitada nos leva a acompanhá-los em descobertas que incluem o apetite soberbo do vilão Pennywise (Bill Skarsgård) pelo medo, elemento este que possui muitos fundamentos psicológicos para amarrar a narrativa, inclusive a podridão subversiva que existe no local, o que acaba deixando margem para o sustento estético da história.
O filme comandado pelo cineasta Andy Muschietti é brilhante em diversos elementos técnicos, desde a maquiagem soberba do assustador Pennywise até a fotografia que muitas vezes explora um ambiente sem exagerar nos detalhes a serem entregues ao espectador. Como obra de terror, há também grandes momentos de violência, seja pelo design de som que adapta bem a tensão vivida pelos personagens ou mesmo pela vontade crescente do vilão em atormentar os mais fracos.
O elenco bem afinado, com destaque evidente para os jovens e Skarsgård, nos concede um filme de terror que não prima pela violência ou pelo susto gratuito, mas se desenvolve fortemente pela história que não se esquiva de falar de elementos delicados como estupro, agressão infantil, bullying, entre outros que servem como força e diferencial para esta película que justifica seu sucesso comercial. É uma obra que possui pontos fortes em seu enredo, compilando assim, um notório exemplar da sétima arte.
Filme fantástico, demorei para assistir pensando ser daqueles filmes de terror “clássicos” de assassinato, sangue e mistério e encontrei isso também, porém a forma retratada é muito cativante, a gente se sente triste, com medo, feliz e sonhador, tudo transmitido pelo brilho dos olhos das crianças, um dos melhores filmes de terror que já assisti, ele trás um sentimento diferenciado, de um medo que não te faz querer fechar os olhos mas sim de arranhar os dentes. Espetacular!
Para quem é fã de filme de terror vai se decepcionar. A história é totalmente vaga, cenas previsíveis, nada macabro. A melhor cena do filme e por mim poderia acabar ali, é a primeira, spoiler: quando come o braço do garoto , de resto não presta.
It sempre foi um dos livros de King mais queridos por mim, e depois a versão cinematográfica com algumas cenas memoráveis que realmente me deixavam com medo (e eu que já tinha medo de palhaços desde antes). Porém, quando disseram que seria feita a refilmagem sempre causa aquele medo da maldição dos filmes de King onde sempre acabam por se tornarem filmes toscos e bobos e perderem a essência do livro. Neste caso (ainda bem), o trabalho foi esplendoroso, de se tirar o chapéu em todos os sentidos. Isso já se nota pela crítica especializada e também pelo sucesso de bilheteria, entrando como um dos filmes mais vistos de 2017. A idéia de dividir o livro em duas partes foi muito boa, pois deu tempo para que os personagens ganhassem peso, e que pudéssemos nos encantar com seu universo, reviver os anos 80 com toda sua falta de malícia (como a cena deles tomando banho todos de cueca branca com a menina de calcinha e sutiã), hoje seria considerado abuso. O palhaço também teve mais tempo para se apresentar ao público, dando mais sustos, muito mais elaborados (e nas cenas clássicas como a do bueiro ou o do banheiro, deixou elas mais assustadoras). As atuações do elenco jovem e do Bill Skarsgard está minuciosa e convincente. A fotografia e a paleta de cores muito bonita dando sempre o contraste vivo do palhaço com a vida cotidiana mais pastel. Faltou trabalhar melhor a relação afetiva da familia de todos os envolvidos e bem como explicar o que aconteceu as crianças depois que desceram na cena final, isso não me deixa considerar uma obra prima, mas foi quase.
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