IT - A COISA (It: Chapter One
Finalmente eu assisti ao terror mais aclamado de 2017.
Devo dizer que o filme é bom, não tem nada de surpreendente ou obra-prima, como muitos o consideram, mas é bom.
Terror é um gênero difícil de fazer, muitos adoram, outros odeiam....enfim!!!
It é um divisor de opiniões, o que gerou e continua gerando bastante repercussão em cima do longa.
O filme é baseado na obra de 1986 de Stephen King e já adianto que não li o livro. Portanto: It me chamou a atenção em vários pontos, como a ambientação, os cenários sombrios e macabros, a trilha sonora, que tem seus momentos mais suaves e tensos, o que deixa a trama ainda mais pesada. Gostei bastante da fotografia mais cinzenta e escura em alguns momentos.
O roteiro é bem funcional e um tanto quanto intrigante, eu diria. O diretor Andy Muschietti (do bom filme MAMA / 2013) fez um ótimo trabalho e se mostrou bastante competente e inteligente, dosando o medo e a descontração ali, lado a lado. Muschietti usou de seus requisitos e soube dosar bem o longa, sem muitos exageros (discordando de algumas partes que falarei mais pra frente), mas assim como em MAMA, aqui, ele entregou um filme que consegue prender a atenção de seu espectador.
O longa trabalha bem o lado emocional e consegue entrar em fatos que saem de seu principal vilão, o que deixa a trama ainda mais interessante. Como o fato das crianças se submeter a enfrentar seus próprios medos e traumas, na busca por respostas sobre o que realmente está acontecendo na cidade de Derry. O fato de elas terem que lidar com seus próprios vilões, que são seus próprios familiares. O longa retrata bem o drama das crianças sofrendo o bullying, o racismo e a pedofilia.
O elenco mirim da um show à parte com muito carisma e competência, eles conseguem entregar bem cada personagem. Cada um vivendo e encarando seus próprios dramas, medos e traumas. Destaque para Sophia Lillis, que deu um show em sua personagem Beverly Marsh, conseguindo ser destaque como a única garota do "Losers Club". Bill Skarsgård é o dono da melhor atuação, melhor interpretação e melhor personagem. Ele realmente esteve impecável na pele do sombrio e tenebroso Pennywise, conseguindo ser assustador e cômico ao mesmo tempo, com suas faces e trejeitos espetacular.
O longa acerta em vários pontos, mas também peca em outros. Como o próprio Pennywise, que na minha opinião, ficou perfeito na interpretação gestual de Bill Skarsgård. Acho que sua atuação fala por si só, não precisava da adição daqueles inúmeros efeitos especias. Pra mim, isso tirou um pouco da essência tenebrosa de Pennywise, aquele ar mais sombrio e assustador que ele esboçava apenas com um sorriso, se perde quando entra todos aqueles efeitos usados unicamente para impactar o público (como na cena final da luta entre as crianças).
Quando eu disse que Muschietti dosou bem o filme sem muitos exageros, eu queria dizer na parte mais psicológica, usando os cenários macabros para adentrar nos medos e sustos das crianças e do público, como as próprias aparições de Pennywise. Mas acho que ele continuou no mesmo erro de MAMA, no quesito exagerar nos efeitos especias em cima das criaturas bizarras. O palhaço em si já é bastante assustador e sombrio, sem o uso dos efeitos - Enfim, minha opinião!!!
Portanto: IT consegue entregar um terror bem feito e funcional, tirando alguns pontos que eu não concordei, mas o longa consegue te prender e até assustar em algumas partes (se você for daqueles que se assusta fácil). No mais, é um bom filme, que nos deixa empolgados para sua continuação.