Esquadrão Suicida
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3,3
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Eduardo D
Eduardo D

27 seguidores 62 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 4 de agosto de 2016
Está para se confirmar a grande decepção do ano em relação aos blockbusters. O filme trazia uma excelente expectativa, muito em função do forte marketing. O que se vê não é uma história do Esquadrão Suicida, mas sim a história da Arlequina com o Coringa e Will Smith; porque o Pistoleiro com máscara aparece por segundos.

Enfim, o filme começa contando a história de cada um (alguém lembra a história do personagem que morre?) e como são reunidos. A tentativa de se estabelecer arcos de cada vilão perde-se devido ao desequilíbrio em que cada um aparece. Isso faz lembrar o questionamento do porquê o MC Coringa aparecer. Excluindo a pequena história com a Arlequina, é um desastre. Um personagem de tanto peso foi colocado para se queimar sozinho.

Até mesmo a trilha conseguiram fazer não funcionar devidamente e perder o sentido de sua real função.

Ah, e o vilão do filme? É mal estabelecido, clichê, chato e fora de sintonia com o que parecia ser o filme. Enfim, lamentável.
Rodrigo d.
Rodrigo d.

7 seguidores 5 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 7 de agosto de 2016
Filme cansativo, sem conteúdo, esperava muito mais. Que final chato, pensei várias vezes em sair do cinema antes da sessão acabar.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 2 de agosto de 2020
Confuso. Vilões. Visual. Bagunça. Edição ruim. Equipe. Sem propósito. Forçado. Ação. Coringa velho. Não gostei.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 481 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 28 de março de 2017
Olha sinceramente não sei nem por onde começar, li várias críticas sobre Esquadrão Suicida, todo mundo falando que o filme era ruim e eu pensei, preciso assistir pra que eu possa tirar minhas próprias conclusões. Esquadrão suicida é mto ruim, roteiro tosco, cenários pifios, produção vergonhosa, como um monte de musicas enfiada no roteiro sem sentido algum, parece que queriam produzir alguma coisa e então as primeiras idéias que tiveram produziram e ficou horrível. Não vou nem perder meu tempo comentando a história do filme, falarei apenas de alguns personagens como Amanda Waller (Viola Davis) que foi razoavelmente bem, Will Smith até que se esforçou como pistoleiro, mais quem rouba a cena e talvez seja a única motivação pra assistir Esquadrão Suicida é sem duvidas a bela Margot Robbie conduzindo a sexy Arlequina e seu short minúsculo, no mais cada personagem passa despercebido no filme todo. Agora como não falar do personagem lamentável de Jared Leto como coringa, sinceramente é uma atuação tão ruim que chega a doer, me desculpem mais foi a pior interpretação de um coringa que eu já vi na vida.
Gabriella Tomasi
Gabriella Tomasi

128 seguidores 106 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 10 de agosto de 2016
Eu devo confessar, primeiramente, que eu estava muito ansiosa para ver este filme e tinha muitas expectativas quando o marketing começou a aparecer, até porque o filme Watchmen (2009) tinha me agradado muito. Porém, este filme não funcionou como deveria. O produto com certeza não era o que tanto prometia.

Alguns pontos dos filmes funcionaram bem, como o figurino e a maquiagem que são ótimos e os efeitos visuais que foram bem feitos, com ressalva para a cena final da personagem Magia, que ficou muito computadorizada e dá uma impressão artificial.

Ainda assim, o roteiro é problemático demais. O primeiro ato já começa muito longo, muitas informações ao mesmo tempo. Ou seja, o filme demora muito tempo para apresentar e juntar os personagens (além do tolerado) e isto prejudicou o tempo do terceiro ato. Sequencias de flashbacks explicativos que também foram introduzidos durante o filme em uma montagem que não contribuiu em nada para a narrativa.

Após o recrutamento de todos, tudo fica mais confuso ainda. De repente, Magia (Delevingne) se rebela para...destruir o mundo? Então, todo mundo interrompe o que estava fazendo inicialmente para derrotá-la.

Em relação aos personagens devo dizer que as histórias de alguns praticamente não foram desenvolvidas, deixando eles no esquecimento. É natural que um ou outro tenha maior destaque, mas não teve um equilíbrio. Magia, por exemplo, merecia ter também um desenvolvimento mais sólido (e mais lógico), até porque ela tem relativa importância no desfecho.

Além disso, apesar do filme tratar sobre “vilões”, essa noção, repetidamente reafirmada no filme, se perde totalmente devido ao sentimentalismo exacerbado. Não há nada de sombrio. Smith demonstra muito do seu lado humano e sua linguagem corporal indica que ele é tudo menos uma pessoa ruim, ou, ainda, Alerquina (= retrato de um machista): apesar de um trabalho competente de Robbie, o roteiro lhe conferiu a personalidade mais submissa de todas, sempre sujeita ao Coringa, sem independência ou caráter próprio (É sério que o sonho da sua vida dela é ser esposa dona de casa em um subúrbio? Sério mesmo?). E tudo isto sem qualquer representação significativa de “maldade” ou de “perversidade”, ou outra coisa de interessante, em relação aos demais personagens (não, nem do Coringa – Jared Leto).

Já a trilha sonora, metade do filme tem músicas aleatórias e diferentes a cada cena. Abruptamente, começa a outra metade do filme só com trilha composta que também não colaborou com a narrativa. É uma sensação de que a música é algo que não faz parte da composição do filme.

Em termos de direção e fotografia, as cenas, além de serem muito rápidas, deixam de provocar qualquer sentimento de urgência, medo, ou perigo iminente no espectador. Por exemplo, a cena quando Waller (Davis) mata sua equipe inteira é vazia e sem qualquer efeito. A cena em que o Pistoleiro (Smith) atira sucessivamente em criaturas estranhas também é desprovida de qualquer emoção ou impacto que um filme com ação deveria provocar.

Por fim, a utilização do 3D, infelizmente, não teve qualquer razão de existir (meramente comercial), quando poderia ser muito bem aproveitado em diversos momentos.

Pois bem. Devo dizer que o filme tinha um potencial enorme, mas o resultado final, infelizmente, deixou muito a desejar.
Diego S.
Diego S.

16 seguidores 6 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 9 de agosto de 2016
Diretor/Roterista.....................David Ayer
Pistoleiro.................................Will Smith
Arlequina.................................Margot Robbie
Coringa.....................................Jared Leto
Amanda Waller..........................Viola Davis

Desde a comic con de 2015, "esquadrão suicida " vem sendo vendido como um filme de super-vilões totalmente irreverente.Mas o resultado é um filme irregular,desordenado,e que falha de maneira desastrosa em ser "os guardiões da galaxia" da DC. Vamos por partes ,no primeiro ato do filme temos a introdução dos personagens e da historia. A apresentação dos futuros integrantes do esquadrão é chata e repetitiva. A formula usada é a seguinte : temos uma lista .O primeiro da lista é o pistoleiro. Um rapido flashback é apresentado de maneira apressada e com uma musica característica de fundo. E tambem temos uma ficha que aparece rapidamente ao lado do personagem que consta os seus poderes,altura e etc. Depois disso ,temos o mesmo pra arlequina e assim sucessivamente. O problema é :
1- As fichas que constam as caracteristicas e habilidades dos personagens passam muito rápido,sendo impossível de ler tudo e ainda acompanhar narração em off da Amanda Waller.
2-Não é atraves de fichas que se cria empatia pelos personagens.Sendo assim, elas são quase que despensáveis.
3- As fichas são apresentadas de uma maneira esparafatosa e colorida(como se fossem grafites) parecendo com a abertura da malhação ou qualquer outro programa adolescente.
4-David Ayer colocou uma musica para cada personagem na tentativa de desenvolve-los mais. Acontece que essas musicas não casam em nada. Ele mistura rolling stones e queen com pop e hip-hop. E ao longo do filme,ele tira e coloca muitas musicas aleatoriamente de uma maneira não pensada.Então fica uma confusão sonora. É como se ele estivesse na sala de montagem e saisse colocando as musicas de seu celular no filme de maneira aleatória . Fica óbvio que ele estava tentando imitar James Gunn("guardiões de galaxia'').Mas veja bem ,James Gunn desenvolveu seus personagens atraves do roteiro e de ações . As musicas foram usadas como algo à acrescentar.E além disso ,as musicas de "guardiões da galaxia'' dão o tom do filme e condizem muito com a personalidade de Peter Quill tornando-o ,assim, mais multidimensional.Então se David Ayer tentou fazer algo igual ,simplesmente não deu certo.
5-Essas cenas de flashbacks de personagens são muito apressadas e jogadas. Principalmente as da Arlequina. A cena em que o coringa a transforma em "arlequina'' usando o eletrochoque é muito picotada.A montagem é tão ruim que essa parte parece uma daquelas cenas editadas para o trailer(onde voce não pode entregar muita coisa).
6-Então, voce tem toda essa pessima introdução de personagens se repetindo de novo e de novo.
Depois de tudo isso, temos a apresentação do plot do filme . Amanda Waller é uma das pessoas de maior autoridade do pentágono.Temendo a aparição de outro ser superpoderoso como o superman que não possua "os mesmos valores" dos humanos ,ela decide criar uma força tarefa que possa participar de missões secretamente.Uma equipe que possa colocar a poeira debaixo do tapete.E se algo der errado,é so culpa-los.Afinal de contas, eles são vilões. Vai saber porque essa força tarefa precisaria de uma mulher sem poderes com um bastão e um cara que so tem boomerangues. E a premissa do filme contradiz a mesma.A ameaça global do filme,Magia ,surge exatamente pela união dos mesmos. Então, eles se juntam para acabar com um problema que foi resultado da sua propria união.Não faz muito sentido né ?
Amanda waller "recruta" Juune que é possuida por Magia,uma bruxa de milhares de eras atras super poderosa. Amanda consegue controla-la pois possui seu coração, o que lhe tira sua liberdade. Acontece que magia liberta seu irmão(que ate então não havia nem sido mencionado) e eles juntam forças . E apartir dai , o roteiro ignora completamente o coração de magia que estava em posse de Amanda Waller. Se Amanda estava com coração em suas mãos era so destrui-lo para acabar com toda essa dor de cabeça em questão de segundos.
E temos os vilões do filme que são simplesmente estereotipados e nem um pouco desenvolvidos. Suas motivações são as mesmas de sempre , "dominar o mundo". E seu exércitos é composto de criaturas genéricas que possuem um pessimo design. E a modelo que interpreta Magia faz caras e bocas durante a maioria das cenas.E mais uma vez, o filme contradiz a propria premissa. O esquadrão que foi formado para missões secretas e sujas agora é obrigado a deter uma ameaça global e salvar o mundo.
Agora,já estamos no meio do segundo ato e o que era pra ser um filme de equipe acaba virando um filme da arlequina e do pistoleiro.Katana,capitão boomerangue,el diablo,crocodilo e amarra quase não tem relevância e são meros coadjuvantes. Amarra é o primeiro a morrer e isso com apenas tres falas. David Ayer acabou não soubendo aproveitar todos os seus personagens ,dividindo de uma maneira muito desigual sua relevância e importancia.É bem provavel que voce saia do cinema sem nem lebrar o nome de todos eles. É na metade do filme tambem que fica evidente que o filme é irregular.Ele não tem um tom definido. A maioria das piadas não funcionam e não se encaixam. David Ayer acabou revelando ter um pessimo timing para comedia e interação de personagens.
À medida que se aproxima mais do terceiro ato,as coisas começam a ficar mais previsíveis e clichês. Os vilões,ou melhor,os pseudo-vilões começam a se tornar bonszinhos. E o artifício usado é um sentimentalismo barato e piegas demais para fazer voce acreditar naquilo.Sem falar ,que o markiting havia dito que esse era o primeiro filme de "vilões horroros''. so que na verdade, David Ayer acabou infantilizando os personagens tornando-os(inexplicavelmente)em heróis. Algumas cenas chegam a ser cafonas como o sacrificio de EL Diablo. O personagem alega que vai morrer defendendo a sua segunda familia. Familia essa formada por pessoas que ele conheceu em menos de 24 horas que é formada por loucos e psicopatas. A resolução da magia pelas mãos da arlequina tambem foi outro momento desses " não vou deixar que machuque os meus amigos" .Ou então o momento em que o pistoleiro, assasino frio e calculista,fraqueja ao atirar em arlequina. E mais uma vez , a montagem horrivel marca presença. No meio da ação do clÍmax, somos apresentados flashbacks desnecessários que destroem o ritmo do filme que mal tinha sido construido.
E finalmente temos o terceiro ato, os recem-formado heróis contra o vilão . Esse ato aborda completamente os clichês do generos com direito até ao raio azul em direção ao céu(o mesmo de vingadores,quarteto fantástico,senhor dos anéis,harry potter,indepedence day e outros). Na verdade ,toda a sequência em si lembra muito o terceiro ato do primeiro caça-fantasmas. E as cenas de ação são pouco inspiradas.As coreografias não são lá grandes coisas, a continuidade é toda furada e picotada. E o diretor emprega um uso excessivo de camera lenta(tentativa falha de imitar zack snyder em 300).E a fotografia não é muito perciptivel na hora em que estão lutando no meio da fumaça e da água.Quase não da pra entender o que esta acontecendo. Sem falar que é dificil de imaginar quatro deles lutando de igual pra igual com um ser super poderoso.
sobre a arlequina :
Margot Robbie é uma boa atriz mas o roteiro não a favorece com frases de efeito e piadas que não funcionam. É como se o filme não conseguisse retratar o quanto a personagem é louca ,por isso ,corre-se para o caminho mais fácil do tipo "eu sou louca hein ,cuidado comigo porque eu sou louca".Sem falar que ela é retrada de uma maneira muito machista e sexista pelo diretor. Na maioria de suas cenas o enfoque das cameras estão em sua bunda.Enquanto os outros lutam na chuva com roupas fechadas ,ela usa mini-saia. Eu entendo que a personagem é sexy, mas ai também é apelar demais. Afinal de contas,Marilyn Monroe sempre foi sexy sem ser vulgar. Assista " quanto mais quente melhor '' e ''o pecado mora ao lado" para voce ver.
quanto ao coringa :
Muito se foi falado do coringa de Jared Leto durante a divulgação do filme. O próprio diretor e elenco fez questão de fazer o maior alarde a respeito nas duas últimas comic cons. E o resultado é decepcionante.Primeiro vamos lembrar um pouco do coringa passado,o de Heath Ledger. A atuação de Heath Ledger como coringa foi tão incrível que qualquer comparação com o Robert de Niro em ''touro indomável'' ou com o Marlon Brando em ''poderoso chefão'' não é nenhum exagero. Heath foi fundo no personagem e ao mesmo tempo o reiventou. Seu coringa era a encarnação do mal,um anarquista,um agente do caos( lembra até um pouco os personagens de ''clube da luta'' e de ''laranja mecânica''). Bastava um segundo de cena pra perceber o quanto o seu coringa era perigoso e psicopata. Ele criou varios trejeitos para compor o personagem : a língua inquieta que lambia as cicatrizes como se fosse pra verificar se elas ainda estavam lá ,o olhar não fixo entre outras coisas. E sua risada era macabra. E como se não bastasse ,Cristopher Nolan(diretor de cavaleiro das trevas) deu um ótimo objetivo para o personagem : provar que qualquer um que tiver um dia ruim pode enlouquecer. E agora temos o coringa de Jared Leto em esquadrão suicida. Pra começar sua participação no filme é praticamente descartável e irrelevante. Se no ''cavaleiro das trevas'' o coringa era centrado em causar o caos na sociedade,aqui ele só ta interessado em recuperar sua namorada de volta. E sua atuação é simplesmente muito exaltada(como uma imitação do tony montana). É muito caricato e exagerada . E o pior é que ,em momento nenhum ele é ameaçador. E ele cria uns trejeitos estranhos como fazer um som parecido de um porco quando chega perto de sua primeira vitima no filme. E fica rindo o tempo todo(e sua risada é horrivel). Se o coringa de Heath Ledger ria quando se divertia com algo,esse aqui ri o tempo todo só para lembrar o expectador de que ele é o coringa. Só que é preciso mais do que isso pra nos convencer disso. Até o coringa de Mark Hamil(o do desenho da decada de 90 dublado pelo eterno luke skywalker) consegue ser melhor.
os unicos qua mandam bem no filme são o pistoleiro e amanda waller. will smith,não importa o que faça,sempre é carismático e Viola Devis é durona pra caraca como amanda waller(assim como nos quadrinhos). Então é isso, "esquadrão suicida" tinha tudo pra ser um filme super autoral ,mas acabou sendo decepcionante. Nem ''bohemian rhapsody'' salvou o filme.

spoiler:
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 4 de outubro de 2017
Pegue (parte) dos vilões da DC Comics e coloque-os para encarar ameaças criadas por eles mesmos – em se tratando de vilões, teríamos a certeza de uma história tensa (minimamente tensa, pelo menos), algo que explorasse, de fato, toda a natureza de maldade que um vilão precisa ter para ser um... vilão; em seguida, tenha medo de adotar o clima sombrio para isso, pois a aventura anterior deste universo cinematográfico (Batman Vs Superman) sofreu criticas por ser considerada “séria demais”; invista em piadinhas por toda a história mais forçadas que todas as vistas em filmes da rival Marvel; insira clichês apelativos; insira personagens desnecessários e histórias românticas desinteressantes; adicione uma trilha-sonora exagerada, que, para os realizadores, baseia-se em colocar todo quanto é tipo de sucessos do rock, pop e black para poderem dizer que é “estiloso” ou “descolado”; com tudo isso (e muito mais), temos Esquadrão Suicida, que se mostra mais um tiro no pé da Warner e da DC Comics nos cinemas.

Partindo da premissa que poderia ser mais inusitada, em colocar vilões no lugar de heróis, o roteiro já se perde justamente por não apontar os personagens como malvados, de fato, tentando inserir doses de humanização e humor em cada um deles, que chegam a serem piegas ou simplesmente clichês – com mais força no personagem do Pistoleiro vivido por Will Smith, trazendo-o apenas como alguém que busca algum tipo de redenção do mundo do crime apenas para dar orgulho a própria filha pequena; o papel de Smith só não é uma tragédia total por causa do próprio ator, capaz de impressionar (como sempre) com sua presença de cena, dando alguma veracidade para este mal desenvolvido “pseudo-vilão” – mais um dos equívocos do roteiro. E o que dizer de Arlequina, a namorada do Coringa, que se mostra motivada apenas pelo suposto amor ao famoso bandido – além de poder ser considerado ofensivo para as mulheres – ora, o roteiro trata como algo benéfico para a personagem o fato dela se apoiar em um homem inescrupuloso e supostamente causador de sofrimento a ela – e uma vontade em demonstrar que é louca para todos ao redor que soa incrivelmente irritante e artificial – se salvando por alguns trajeitos da graciosa Margot Robbie, que faz com que a personagem só não seja mais estapafúrdia pelo fato de ser interpretada pela... Margot Robbie; Também temos o personagem de Jay Hernandez, o El Diablo, com mais uma história mal desenvolvida e apelativa envolvendo o passado de sua família; ainda teremos que aturar outros personagens que o roteiro nem está disposto a dar muita satisfação, como Capitão Bumerangue de Jai Courney ou Adewale Akinnuoye-Agbaje como Crocodillo, um ótimo ator por trás de quilos de (ótima) maquiagem, deixando seu potencial praticamente escondido por todo o filme; temos a Katana de Karen Fukuhara, que chega a ser patética ao tirar sua motivação para batalhar pela morte do marido, em uma cena que deveria ser “emocionante”, quando ela contracena com sua... espada, digamos assim (?!); e temos a talentosa Viola Davis, tristemente desperdiçada no papel da mentora do Esquadrão Suicida, a mal encarada (e mal desenvolvida pelo roteiro também) Amanda Waller, responsável pelo ridículo plano de colocar o grupo como uma defesa de uma eventual represália dos membros da ainda em formação liga da justiça – a “treta” começa quando uma das “candidatas” a entrar para o Esquadrão, a feiticeira de nome Magia, que habita o corpo da inocente Dra. June (Delevigne), começa a libertar uma passagem de criaturas de outro mundo que podem acabar com uma cidade inteira – time reunido com “os piores dos piores do mundo”, eles partem para a tal da missão suicida, mas nem tão suicida assim.

Nem tão suicida porque as ameaças que enfrentarão serão das mais bobocas possíveis. Com situações que, sem dar spoiler – apesar de eu estar postando tardiamente está critica, já que todo mundo já viu o filme agora, praticamente – por exemplo, o roteiro nos leva a uma enorme cena de ação, onde um determinado personagem supostamente some; poucos minutos depois, este reaparece, sem nenhuma diferença para a trama, ou seja, uma cena que poderia ser facilmente removida, sem fazer falta – e, acreditem, muita coisa na trama não faz sentido. Idas e vindas que não mudam nada, como na relação amorosa do condutor do grupo, vivido por Joel Kinnaman (o Robocop do Padilha), onde seu caso com a Dra. June é tão sem sal que não impacta como deveria ao termino – alias, é absolutamente broxante saber que o próprio Esquadrão Suicida é o causador de todos os problemas que eles mesmo tem que enfrentar – algo que o roteiro do antigo Caça-Fantasmas (1984) sabia implantar de forma interessante, mas que aqui soa como uma história que simplesmente não deveria ser contada. E falando no antigo Ghostbusters, o final deste nos leva a um confronto no (pior) estilo da batalha final do clássico dos anos 80. Não há como evitar a sensação de que essa história não agrega em nada no universo da DC nos cinemas. “Ah, Gerson! Mas as cenas de ação são boas...” Não!

A ação é mediana, para não dizer medíocre em alguns momentos. David Ayer se mostra um diretor sem habilidade para criar enquadramentos evocativos, deixando momentos de ação resumidos em closes nos atores fazendo poses ou atirando, como se estivessem disparando a esmos, em alguns casos – visível no personagem de Will Smith. Como citei no começo, a trilha-sonora é excessiva, trazendo canções como “Sympathy for the Devil” dos Rolling Stones e até “Without Me” do Eminem como peças obvias para se compor a conduta má dos personagens, e Ayer tenta levar isso visualmente, ao deixar cenas no (pior, de novo) estilo de vídeo-clipe – reparem nas informações rápidas (demais) nos letreiros iniciais, tentando explicar algo do passado dos personagens – dando um foco absurdamente maior no Pistoleiro e na Arlequina, como se os outros personagens estivessem ali apenas para figuração e, de certa forma, ao final, os demais soam como figurantes mesmo – um personagem só foi criado para dar um exemplo para os demais, para se ter noção dos equívocos dos roteiristas - o curioso, então, é que Smith e Robbie, são talvez as únicas boas razões para se acompanhar o filme.

Se o excesso de humor falha com os demais, Will Smith segura como pode seu personagem, tornando interessante condutas que o roteiro nem pensou em aprofundar-se – como uma explicação melhor para seu ódio contra o Batman (Affleck), que deveria ser algo além da raiva por ter sido o homem que o colocou na prisão – a participação do Homem Morcego é curta e curiosa, pelo menos. Quanto a Margot Robbie, sua Arlequina só não se destaca mais, justamente pela vontade do diretor e do roteiro em torna-la engraçada – mas a atriz se mostra talentosa por se conter em alguns momentos, afim de evitar o ridículo – mesmo o diretor adotando a sexista posição de expor o corpo da atriz em momentos desnecessários, usando isso com humor as vezes, mas por outro lado apenas como uma forma de atrais olhares – sem um significado mais especifico.

Mas estamos nos esquecendo de alguém? Alguém que foi uma das noticias mais comentadas dos últimos meses no mundo dos famosos? Alguém que todo dia víamos manchetes do tipo “fez tal coisa para ficar dentro do personagem”, “fez tal coisa que assustou seus companheiros de filmagem”, “a atuação que poderá lhe render um Oscar”? E o que houve com o tal do Coringa do Jared Leto? Primeiramente, é necessário entender que seu colorido vilão é apenas um coadjuvante nesta história de pouco nexo. Pois bem, o maior vilão das histórias do Batman está na trama mas... simplesmente não agrega nada! Nada mesmo! Se tirar o Coringa da história não muda nada – a Arlequina não precisou dele em nenhum momento – com exceção de sua origem, causada por ele – alias, o único momento bonito (visualmente) entre os dois é quando caem em um grande tanque de tinta.

Leto tem acusado, após o lançamento do filme, que a grande maioria de suas cenas foram cortadas quando o estúdio pressionou a produção a deixar o tom mais suave – havia o suposto medo de seu personagem chocar o publico e isso seria motivo para que o filme afastasse as pessoas das bilheterias. Mas, analisando o que ficou no filme, Jared Leto não pode dizer que os cortes são motivos para seu Coringa ser uma composição incrivelmente exagerada e sem criatividade – e falta de criatividade da construção do personagem no roteiro e do próprio ator, que, em determinados momentos, parece buscar inspiração (ou imitação, talvez) na composição do falecido Heath Ledger da trilogia do Batman do Christopher Nolan, sem atingir o mesmo resultado – é até injusto comparar, já que são propostas de filmes totalmente diferentes – não há o clima sério e realista da produção estrelada por Christian Bale em 2008. O Coringa de Leto é, em resumo, um menino mimado, ao sugerir um sorriso mais próprio para um garoto mal criado do que para um criminoso extremamente perigoso – culpa do ator e da maquiagem pouco criativa, menos marcante do que a de Ledger ou a de Jack Nicholson. E a gargalhada clássica do personagem... Leto usa o tempo todo, praticamente, como se isso quisesse dizer “olhem, eu sou muito louco”.

Enfim, é uma pena notarmos que Hollywood está disposta a não tratar com coerência de suas tramas em produções milionárias como está, afim de levar pessoas para os cinemas única e exclusivamente pelo marketing, se aproveitando da fama dos personagens – Pistoleiro e Arlequina são as únicas coisas do filme realmente interessantes e salvam alguma coisa do material – minimamente divertido. O Sucesso que vem atingindo no mundo todo se justifica apenas por isso e por se aproveitar de um mês sem nenhum forte blockbuster para concorrência.

No final das contas, a única coisa que dá pra pensar é: podiam ter cortado o filme inteiro, para que ele nem existisse – não sou “Marvel Boy”, mas fico chateado com qualquer coisa que possa atrapalhar o encontro dos heróis da DC em Liga da Justiça ano que vem. E esse Esquadrão Suicida é algo que pode ofuscar os próximos projetos da editora no cinema.

Um filme desnecessário. Totalmente.

Obs.: a cena pós créditos é bem obvia, não mostrando nada que já não tenha sido explicado em Batman Vs Superman.
Alex Costa
Alex Costa

9 seguidores 57 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 8 de dezembro de 2018
Esquadrão Suicida tinha uma ideia muito interessante, porém não souberam desenvolver, o a primeira coisa que percebemos no filme é que as cenas são muito mal montadas na edição e o ritmo do filme é extremante corrido, ele não consegue apresentar de forma satisfatória os personagens, apenas a Arlequina e o Pistoleiro são melhores explorados, e por sinal o dois são as melhores coisas do filme, e por isso a história se torna desinteressante, já que ela é mal contada e a maioria dos personagens inclusive o vilão não encaram, inclusive a forma como os policiais agem é extremamente violenta, o que não faz sentido, afinal eles são policiais não vilões e bandidos para agirem daquela forma, inclusiva a uma cena em que uma personagem mata os companheiros porque eles sabiam, mas ela não deveria representar a lei? as cenas de ação não tem nada de mais, são genéricas e clichês, com exceção de uma no meio do filme aonde vemos o Pistoleiro mostrando o que sabe fazer, já o humor do filme funciona em alguns momentos e outros não, o coringa pouco aparece no filme, por isso não dá pra analisar muito o personagem no filme, ele serve mais para explorar o passado da Arlequina, as cenas são interessantes, mostrando o relacionamento abusivo do dois, porém dava para ter mostrado melhor o processo de loucura da Arlequina, que é novamente mostrado de forma corrido.
No final temos um filme que tinha tudo para ser muito legal, porém não souberam contar e desenvolver a história do filme.
anderson j
anderson j

302 seguidores 222 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 1 de maio de 2018
O Universo Dc já começou mostrando, em Man of Steel e seguido por BvS, que seus "heróis" não estavam muito pra brincadeira. Então certamente os vilões deste universo deveriam ser ainda mais maléficos, cruéis, poderosos e terrivelmente perigosos para o mundo.CERTO? ERRADO, MUITO ERRADO! Em Esquadrão Suicida tudo que temos são vilões fracos, mas meio que parece que não são assumidamente vilões, e todos são fichinhas para os Heróis deste universo, não passam ameaça e nem agem de maneira que faça você dizer: OK eles são vilões! ... Dito isto temos Margot Robbie e Will Smith e Viola Davis carregando o filme todo nas costas, porque nada mais se salva no filme. O roteiro é horroroso, a união dos vilões é forçadíssima, o tão comentado coringa é uma das piores coisas do longa, a música é fraca, já a trilha sonora é sensacional, mas isso não basta. Pois é o mesmo que dar ao público um chocolate e em seguida um soco no estomago. O vilão é péssimo, e a sua origem então nem se fala. Como pode uma ameaça mundial estar ocorrendo e os heróis deste universo nem darem as caras?? Há erros na montagem a edição é bem problemática e os efeitos também são tosquinhos. É simplesmente lamentável o resultado deste filme, é destoante dos outros filmes a ponto de causar estranheza do tipo: isso faz parte do universo DC? juro, é desse nível! Pena que a visão de David Ayer foi podada pelo estúdio, porque esse filme de fato, se suicidou. foi pro "baú da vergonha".
Frank Fonda
Frank Fonda

7 seguidores 133 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 7 de dezembro de 2022
Uma bela Porcaria Com potencial de ser um Filmão, Pelos Personagens não serem heróis e sim vilões, Havia um potencial imenso de ser Um Clássico...Pena que não foi!.
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