É muito bom quando surge um Christopher Nolan no Cinema. É um diretor que divide opiniões, tem fãs fervorosos e, ao mesmo tempo, detratores ferrenhos. O que ninguém pode negar é que absolutamente nenhum ser fica indiferente a seus filmes. A Origem, uma de suas obras-primas, não é genial como muitos pregam, nem inovador, mas é asbolutamente criativo. Criativíssimo. Do início ao fim. Impressionante, porém, os poucos furos que há no filme, e os que tem, são problemas de corte, montagem - que mesmo assim se consagra de forma maravilhosa. São tantos sonhos dentro de sonhos que seria bem fácil a obra ser inteiramente confusa. Não acontece, ainda bem. E nisso, os excessos de explicações do roteiro dos irmãos Nolan se justifica completamente. Muitos reclamam, porém eu discordo: é tudo muito necessário. Afinal, estamos falando de um genuíno blockbuster. Diferenciado, mas ainda assim, blockbuster. Diferenciado não só pela história, mas também pelas atuações: DiCaprio está em um momento maravilhoso de sua carreira, e o que falar de Marion Cotillard, a melhor atriz do filme? Sua Mal exala uma tristeza encubada cada vez que surge em cena, mesmo que não saibamos quem ou que realmente ela é e pretende. E é de Mal, a força-motriz dramática do filme, que surge seu desfecho. Ambíguo ou não, vai da interpretação de cada um. E é um resultade um roteiro bem conduzido e de uma direção segura. E é isso o que se deve esperar ao ver A Origem. Ou metafóricamente, "you're waiting for a train".