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3,5
Enviada em 23 de novembro de 2013
Jackie Chan retorna suas atividades,mostrando um de seus robes,que é dirigir em alta velocidade.O filme mostra bastante ação (como tinha que ser),junto com corridas bem por sua vez,mostra mas uma vez que era o grande astro da ação oriental naquela época,com o prestígio de produzir e atuar,ele consegue fazer um de seus melhores filmes....
Thunderbolt (1995), com cerca de 1h50 de duração, é uma obra singular dentro da filmografia de Jackie Chan — um filme que mistura ação e corrida automobilística, mas que também revela um lado mais sério e menos caricatural do astro.
Principais atores e personagens Jackie Chan — Chan Foh To (Jackie), mecânico e piloto Anita Yuen — Amy Yip (interesse amoroso) Michael Wong — Steve Cannon (Interpol) Thorsten Nickel — Cougar (vilão) Yuzo Kayama — técnico e líder de equipe Ken Lo — capanga recorrente no universo de Jackie Estória
A trama acompanha Jackie, um mecânico habilidoso que vive entre motores, graxa e a rotina familiar ao lado do pai, ajudando a polícia em operações com veículos. Em uma dessas ações, ele cruza o caminho de Cougar, um criminoso perigoso perseguido pela Interpol.
Ao testemunhar contra o vilão, Jackie desencadeia uma vingança brutal: suas irmãs são sequestradas. A partir daí, o filme abandona qualquer leveza e mergulha em uma narrativa de urgência — onde o herói precisa competir em uma corrida mortal para salvar quem ama.
É nesse ponto que Thunderbolt se diferencia: não é apenas sobre vencer corridas, mas sobre sobreviver às consequências de suas escolhas.
Reflexão crítica
Diferente de obras mais cômicas de Jackie Chan, aqui encontramos um tom mais duro e contido. Há menos humor e mais tensão. A violência é mais direta, e o risco parece mais real.
As tradicionais coreografias de luta continuam presentes — precisas, criativas e físicas — mas dividem espaço com sequências automobilísticas intensas, que se tornam o verdadeiro coração do filme.
Outro ponto marcante é a forte presença da marca Mitsubishi, quase como um personagem à parte. Os carros não são apenas veículos — são extensão do protagonista, ferramentas de sobrevivência e símbolos de controle em meio ao caos.
A destruição da oficina e da casa construída em contêineres é um momento simbólico: ali, Jackie não perde apenas um espaço físico, mas sua estabilidade, sua base. O filme, então, se transforma em uma jornada de reconstrução — interna e externa.
Entre motores e emoções
Thunderbolt tenta equilibrar dois mundos: o espetáculo das corridas e a essência do cinema de ação marcial. Nem sempre consegue harmonizar esses elementos, mas quando acerta, entrega sequências memoráveis.
Ainda assim, o roteiro é simples e segue caminhos previsíveis. O vilão Cougar cumpre bem seu papel, mas sem grande profundidade. O foco está mesmo na jornada do protagonista — e nisso, o filme funciona.
⭐ Avaliação final
Um filme diferente dentro da carreira de Jackie Chan — mais sério, mais tenso, e com uma identidade própria. Não é seu melhor trabalho, mas é um experimento interessante e, em muitos momentos, envolvente.
Vale a pena assistir? Sim, especialmente para fãs de ação clássica e corridas com adrenalina.
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