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Uma especie de Belle de Jour tropical, sem a genialidade de Bunuel mas com muito mais sal e erotismo que Deneuve, Dama do Lotação transformou Sonia Braga na bombshell brasileiro nos anos 70 e mostra, realisticamente, o universo urbano carioca habitado pelas observações e imaginação do grande Nelson Rodrigues. Alem disso, o filme levou milhões ao cinema, consolidando um boom do cinema nacional no final dos anos 70 e começo dos 80, que começou a explodir com Dona Flor e Xica da Silva alguns naos antes. Pena que não continuou."
Péssimo roteiro e diálogos fraquissimos. O pior é que o filme não tem uma conclusão ou moral da história, pois depois dos 30 minutos iniciais só acontece uma coisa: A Sonia Braga atacando todo homem que ela acha pela frente (gordo, velho, careca, cara pedindo dinheiro, etc), e isso vai repetitivamente até acabar o filme. O sucesso do filme é facilmente explicado pelo excesso de nudez e sacanagem. Como a pornografia não era tão evoluida na época, provavelmente era com esse tipo de filme que o povo se virava......
O filme retrata bem o universo da literatura de Nelson Rodrigues fazendo crítica à moral a sociedade burguesa da época, atuações maravilhosas com destaque para Sônia Braga que nesse filme atinge o auge de sua sensualidade, além disso aborda questões psicológicas e de comportamentos de uma maneira muito inteligente. Gostei e recomendo.
Sônia Braga nos presenteia com essa boa obra do cinema nacional pornochanchada, Braga tão linda, com cenas que não saem na cabeça de seus milhares de fãs. É bom sempre revisita-lo.
um dos piores que já assisti, com um único enredo de pornografia. o filme também não explica nada, com um propósito bem fraco.
É o filme mais ruim que já assisti, isso lá nos anos 90, nunca esqueci da péssima experiência e depois dele é que não tive dúvidas do fracasso do país em buscar um Oscar. Essa fase da pornochanchada é tão ruim que pessoas mais jovem sequer conhecem esse tipo de "obra".
Cheio de pornografia, me aliviei! Puxa vida, eles tiveram que gastar muita grana pra alugar esses busões!
O filme é bom pela maneira pela qual ele põe em crise o casamento burguês e a moral sexual tradicional a através do personagem de Solange. O filme mostra, nomeadamente, que a respeitabilidade social de uma parceira pode esconder relações de domínio e de violência enquanto o desejo feminino não corresponde necessariamente às expectativas impostas pelo casamento. Descobri um outro aspecto do cinema brasileiro dos 70, onde o cinema erótico popular podia servir a explorar as contradições da sociedade. O olhar sobre Solange fica, porém, ambíguo, o filme lhe acorda uma forma de liberdade enquanto a reduzindo frequentemente a um objeto de desejo masculino. Isso é aquesta tensão, mais do que as cenas eróticas elas mesmas, que me parece a mais interessante.
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