Distrito 9
Média
4,1
1852 notas

77 Críticas do usuário

5
20 críticas
4
28 críticas
3
6 críticas
2
12 críticas
1
7 críticas
0
4 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Julien
Julien

4 seguidores 34 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
FIlme brilhante. E é impressionante ler que foi o primeiro longa do diretor, Neill Blomkamp. Obviamente tem um produtor de peso atrás, o Peter Jackson, mas não tira o mérito do novato diretor, que acertou em cheio.
 
As cenas de ação são ótimas, bastante realistas para um filme de "fição cientifica".
 
O roteiro é fantástico, original, surpreende mais de uma vez. O final, que poderia ter sido mais feliz, mas que as "reportagens" e "entrevistas" que iniciam o filme deixam anteceipar, é duro em parte.
 
Os atores preenchem o papel perfeitamente: o Wikus, no papel do administrador, limitado, racista, cheio de preconceitos, com a vidinha bem organizada, a mulher loira arrumada que vê o mundo e a vida dele serem colocadas de cabeça para baixo em poucas horas; os soldados da MNU, em particular o batalhão de choque (que nas legendas aparece traduzido como "BOPE"... deve ser uma graça dos tradutores :-)), frios e revoltantes; o alto escalão da MNU, mais despreziveis ainda; os médicos da MNU... nojentos; os milicianos nigerianos, mais realistas impossivel; os colegas de trabalho do Wikus, cada um mais mediocre do que o outro...
 
E os aliens, feios, mas feios mesmo, combinam ao mesmo tempo fraqueza - quase que abandonados na nave espacial deles, morrendo de fome, perdidos no Distrito 9, prontos a vender a mãe e o pai para uma lata de comida de gato, doentes... - e força surpreendente - fazem os humanos voarem quando acertam porradas, dominam (como o Christopher Johnson) uma tecnologia anos-luz a frente da nossa...
 
É uma das dicotomias interessantes do filme: os aliens chegaram numa nave gigante, esplendida no por-do-sol sobre Joanesburgo, tem uma tecnologia extremamente moderna... porem são enfiados numa favela com ares de campo de concentração, como tantos prisioneiros de guerra derrotados, a merce das gangues nigerianas e da MNU, parecem incapazes de se defender, a pesar de terem armas de muito poder.
 
As armas... um dos temas importantes do filme, e o que corporações estão dispostas a fazer para controlar estas armas / tecnologias. A MNU é um horror, um pesadelo, o reflexo de todo que é abominavel nesse contexto: tortura os aliens e os seus proprios funcionarios, como o Wikus, se for necessario; faz experiencias geneticas neles... o que não deixa de lembrar as experiencias nazistas na 2a guerra mundial sobre o corpo humano, que queriam transformar o corpo em objeto, produto...
 
Obviamente, um dos aspectos mais interessantes do filme é o quanto ele expõe as fraquezas / erros de nossa sociedade:
 
- a segregação racial / o racismo: a escolha de Joanesburgo, capital da África do Sul, não foi de graça. O Distrito 9 modelado nos famosos "townships" de Joanesburgo. Os soldados brancos e racistos do BOPE da MNU. O arquetipo da mulher loira, dona de casa, do Wikus.
Mas para aliviar um pouco o maniqueísmo branco / preto, tem as milicias nigerianos, que são... bom, não muito brancas! e que desenvolvem um papel nojento na trama, com direito a pintadas de magia negra, canibalismo, prostituição, trafego de armas e outras atividades simpaticas.
 
- a luta pelo poder e o dominio de armas cada vez mais potentes... todo o papel da MNU, que passa por cima de qualquer consideração ética para tentar chegar aos seus objetivos.
 
E o amor?
 
Será que o Wikus so consegue lutar e ficar em pé porque quer reconquistar a mulher dele? Ou é simplesmente o instinto de sobrevivência?
Tem a relação pai-filho entre o Christopher Johnson e o filho dele (esqueci o nome agora), que tem alguns aspectos interessantes. Mas não foi falar mais sobre isso para não ter nenhum "spoiler".
 
Enfim... já escrevi bastante :-)
 
Em resumo: bela historia, ritmo excelente, boas cenas de ação, muitos temas mais "profundos" abordados no filme, dialogos bons... Grande filme!!!
Willians B.
Willians B.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de abril de 2017
O normal hoje é vc ir assistir um filme com alguma boa expectativa e se decepcionar. No caso desse filme, pareceu o contrário. O nome não ajuda muito. Claro, remete àquela coisa de algum lugar onde há segregação. Mas, isso acontece (real) em muitos lugares, está mais atual do que nunca (que o diga os refugiados mundo afora, inclusive na rica Europa). Mas o filme surpreende. Pq nele, acontece uma mistura de tudo. Não é maniqueísta tentando mostrar apenas o mocinho e o bandido. Mostra as mazelas humanas (e extra-terrestres tb). Um misto de violência (isso tem muito no filme), com nojeira, com pieguismo, com comédia, com tecnologia, com submundo (empresarial, dos traficantes etc)...Enfiam, um filme que vale a pena assistir, ou de forma mais analítica, ou mesmo apenas para se divertir com as imagens...
Rocine
Rocine

1 seguidor 14 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Filme chato e cansativo, o que salva é a produção.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de junho de 2018
Um dos bons filmes originais de 2009! Que ação? Aqui tem e como tem... muita energia do início ao fim, com cenas de de tirar o folego, efeitos muito bem elaborados e parte técnica ótima, indicado a melhor filme, roteiro adaptado, montagem e efeitos especiais, todos super merecido e até poderia ter ganho em Montagem. Roteiro é bem feito, com os atos bem definidos, apenas com uma ressalva com final do filme, que poderia ser mais emblemático, dando destaque para a transformação do protagonista, enfim.. não tira o brilho de um filme que é puro entretenimento.
Fábio R.
Fábio R.

23 seguidores 85 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de fevereiro de 2015
Filme excelente com uma crítica sagaz a segregação racial na África do Sul.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de outubro de 2018
Diferente de todos os outros filme de alienígenas que mostra os extraterrestres destruindo tudo e dominando a terra em um futuro apocalíptico,Distrito nove mostra que na verdade eles acabaram se tornando reféns dos humanos e se tornando as vítimas da história,e tudo isso funciona perfeitamente.O filme além de trazer uma trama totalmente diferente e inovadora, como por exemplo os eventos ocorrerem na áfrica e não nos EUA como de costume,ele ainda dá uma cara de documentário que deixa mais real ainda,O diretor Neill Blomkamp conhecido por sempre dirigir filmes que envolvam robôs,extraterrestres etc...consegue dar uma identidade inovadora e um jeito muito bom de contar a história,o roteiro também é muito bom e possui um arco narrativo do Wikus Van De Merwe de grande destaque.As atuações também são muito boas e os efeitos especiais também são de qualidade.No geral é um filme bastante inovador e que empolga além de deixar brechas para uma possível continuação.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 3 de novembro de 2015
Ótimo filme! Achei muito legal e criativa a abordagem que deram pra ele, de um jeito bem diferente do comum. O filme todo é em forma de documentário, e traz uma visão diferente do que geralmente se vê em outros filmes. Aqui os Aliens convivem normalmente com humanos, é tudo bem diferente. Um ótimo filme de ficção científica, apenas é diferente do que estamos acostumados, e os efeitos do filme então, são magníficos. Recomendo.
mahet
mahet

4 seguidores 6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de abril de 2013
Distrito 9

Geralmente filmes sobre ETs caem na obviedade de nos retratar como os bonzinhos defendendo nosso planeta contra a tirania dos cruéis e impiedosos seres (sempre) mais desenvolvidos.
Quando este mesmo gênero foge desse lugar comum, também geralmente, somos presenteados com bons filmes como por exemplo: O Dia em que a Terra Parou, ET, Contatos Imediatos dos Terceiro Grau, Enigma do Abismo, Esfera, dentre outros. Além de remarem contra a corrente, estes filmes primam por conduzirem a história com uma carga dramática acentuada (o que às vezes prejudica sua performance nas bilheterias, afinal não são todos os adolescentes que estão dispostos este tipo de filme) ou enveredarem por reflexões sociais e existenciais.

Eis que temos mais um exemplar que nos brinda com todas essas características incomuns. Distrito 9, cuja realização se deu graças ao aval de Peter Jackson ao novato diretor (em cinema) Neill Blomkamp, revela um olhar bem particular sobre os seres extraterrenos.

Para começar, eles já estão na Terra a 20 anos e para decepção estadunidense eles não aterrissaram sobre Nova Iorque e nem Washington, foram para Johanesburgo, África do Sul. Provavelmente desconectada da nave mãe, os ETs não conseguem voltar e ficam perdidos e sem comando, passam fome e são 'ajudados' pelos humanos. O que se iniciou como um programa de cooperação interplanetário acaba formar um gueto, uma favela cujo nome homônimo do título foi inspirado em um bairro da Cidade do Cabo. Sem qualquer estrutura, os seres são tratados como cidadãos de ultima categoria, com apenas dois direitos: o primeiro é não ter direito e o segundo é não abusar do primeiro (cortesia do meu amigo Helio da REDUC).

Em pouco tempo os camarões, como são chamados os ETs, se transformam em um problema para a população local e para os governantes. Subjugados, mesmo com superioridade física e tecnológica, os camarões convivem com a sujeira, a falta de comida, o tráfico e a opressão do Estado e ostilização da população humana. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Quando a situação se torna insustentável, cria-se um plano de realocação (expulsão) dessa população para uma área longe do centro urbano. Lembra da reforma urbana carioca de Pereira Passos? A lógica é afastar o problema da visão de todos ou pelo menos dos políticos e mais abastados.
Até aqui não temos mais do que dez minutos de filme e a trama irá se desenrolar a partir desse plano de 'realocação' alimentada por uma tentativa de fuga e uma contaminação de um dos agentes por um fluido extraterrestre que irá mudar a visão dele (e a nossa) com relação a convivências entre as duas espécies.

O impacto que a inter-relação entre esses dois mundos, o individualismo, a (falta de) humanidade e a falta de escrúpulos da figura estatal incrementam a história que aliada a muita ação, tiros e mais tiros, dão ao filme um ritmo frenético.

Outro ponto interessante e a estética inicial do filme que conta com takes em forma de documentário e imagens de câmeras de seguranças que dão um 'que' de credibilidade à história á exemplo de 'Bruxa de Blair', 'Quarentena' e do novato 'Atividade paranormal'.

Um sopro de criatividade e coragem em uma indústria que se acomodou a realizar continuações das continuações e beber de fontes quase secas.

Muito interessante e imperdível são os sites que dão apoio a história, dá até pra se candidatar a vagas na MNU ou se registrar como um camarão. Ontem recebi mensagem do Christopher (só vendo o filme para entender).

Nota: 10
Adriano C.
Adriano C.

4 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de junho de 2014
Roteiro inteligente que deixa a todos ligados no inicio ao fim do filme. tendo como imagem de fundo uma fascinante
e gigantesca nave alienígena pairada sobre a periferia de Joanesburgo. e ainda tem os próprios alienígenas que mais se parecem com gigantes camarões.
Viviane P
Viviane P

3 seguidores 49 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de janeiro de 2023
Um filme que pode passar desapercebido mas que vale sua atenção. Sabe aquela ficção carregada de realidade? É esse filme. O personagem principal tem um certo desprezo pelos aliens "refugiados" até se tornar um deles, até sentir na pele o que eles passam. Assim é a humanidade. E o final vale cada minuto assistido.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa