O Grande Gatsby
Média
4,2
2359 notas

108 Críticas do usuário

5
33 críticas
4
37 críticas
3
24 críticas
2
10 críticas
1
3 críticas
0
1 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 18 de julho de 2013
Esse insistente passado...

Não sei você, mas eu gostaria de ter vivido nos anos 20... Sabe aquela histeria coletiva, aquele glamour instantâneo, misturados ao charme das festas no melhor estilo cabaré de alegria disfarçada? Então, eu seria um elegante cavalheiro em um terno branco slim, com o cabelo engomadinho, uma taça de champanhe em uma das mãos e um charuto aromatizado na outra. E é só eu assistir a um filme com esse cenário que fico todo saudoso, como se já tivesse vivido tudo isso em outra vida... Foi assim com “Moulin Rouge”, “Amelie Poulin”, “Meia-Noite em Paris”, “O Artista”, e, agora, com “O Grande Gatsby”, em cartaz nos cinemas. E filmes como “Gatsby” e “Moulin Rouge” (que, inclusive, são do mesmo diretor, Baz Luhrmann), em que a pegada é mais musical, dá uma sensação ainda maior de querer estar lá.

Em “O Grande Gatsby” – que não é um musical, mas tem uma trilha sonora muito envolvente –, a bela narrativa acompanha a vida do narrador Nick (Tobey Maguire) e a sua ida para Nova York para tentar enriquecer. Lá, ele reencontra sua prima Daisy (Carey Mulligan) e seu cunhado Tom (Joel Edgerton), e é apresentado ao falso glamour da cidade até conhecer Gatsby (Leonardo DiCaprio), seu vizinho rico, poderoso, influente e arrebatador.

Ao sair do cinema e já querer escrever esta coluna, pensei em falar sobre muitos temas, pois o filme não é desses inesquecíveis, mas te deixa meio aéreo, encantado; satisfeito pelas lindas imagens, mas curioso pela riqueza de detalhes do clássico da literatura de F. Scott Fitzgerald. Porém, o que mais me chamou a atenção foram os personagens. Talvez porque, como já disse, queria ser um deles. Nick me encantou pela sutileza. Um escritor, observador, soube guardar segredos de cada um ao seu redor com maestria para, depois, contá-los a nós. Daisy me chamou a atenção pela covardia. Tom, pela esperteza. E tinha uma outra linda, chiquérrima, da qual não me recordo o nome, mas que era a mais pura finesse.

Mas nenhum deles se compara a Gatsby, óbvio, o protagonista do filme. E DiCaprio parece ter sido moldado para ele. Nunca havia o visto tão inseguro e apaixonado, porém, arrogante e oportunista ao mesmo tempo. No enredo do longa, há uma busca de Gatsby em mudar o passado, em querer de volta o que não chegou a ter por completo. E o ator mergulha nessa vontade com tanta intensidade que você esquece completamente os meios pelos quais ele está buscando tudo isso. A ganância do ator em descrever as vontades explícitas daquele ambicioso personagem é tamanha que você tira da memória qualquer papel da vida dele e aplaude de pé aquela entrega artística única e poderosa. Viajei?! Sim, eu sei. Mas é que DiCaprio tem se entregado tanto a bons personagens, como o inescrupuloso Calvin Candie, de “Django Livre”, e o sonhador justiceiro Dom Cobb, de “A Origem”, que eu me perco nas letras e nas ideias.

Vou continuar viajando... O ator, talvez, assim como o personagem, gostaria de mudar o passado e refazer algumas cenas de “Romeu + Julieta”, “A Praia” e até mesmo de “Titanic”. E quem não gostaria de ter esse poder, não é mesmo?! DiCaprio e todo esse mundo de “Gatsby” foi só um gancho para eu mandar um recado: por mais intenso o sentimento de busca por algo desse insistente passado, nunca vamos conseguir redesenhar o que já foi moldado, nunca saberemos atingir um meio de resgatar totalmente aquilo que vivemos anteriormente. Estaria eu viajando outra vez? Não. Desta vez, estou só me consolando por não estar nos anos 20.
Werbet
Werbet

10 seguidores 3 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de junho de 2013
O filme é bem feito! Se pudesse resumi-lo em uma palavra diria: intenso. Fotografia muito boa e trilha sonora bem escolhida. Figurino caprichado. Não entendi o porquê de tantas críticas em relação ao "exagero" do diretor em algumas cenas, talvez pelo fato de não ter lido o livro de Fitzgerald, mas pelo menos pra mim esse "exagero" se encaixou perfeitamente na proposta e ambição de Gatsby (Leonardo DiCaprio) e principalmente se levarmos em conta que estamos falando do mesmo diretor de Romeu+Julieta e Moulin Rouge. Também disseram que o 3D é dispensável neste filme, eu digo o contrário: não faça isso! Discordo do custo-benefício do 3D em muitos filmes, mas neste aqui ficou bem legal em muitas cenas. Em relação a atuações, digo que o DiCaprio conduziu razoavelmente bem o papel e o Maguire mais do mesmo.
No final do filme, dentre as diversas reflexões que o filme proporciona, fica o gosto do vazio que nossas decisões impensadas causam e a verdade absoluta de que isso será cobrado mais ou mais tarde.
Enfim, pra finalizar, gostaria de agradecer ao Rubens Ewald Filho por mais uma crítica parcial baseada em seu criticismo exacerbado. Como nós dois somos antagônicos sobre gostos e impressões, bastou eu ler a crítica dele para saber que esse filme iria ser muito bom de se ver... e foi mesmo!
Dennys R
Dennys R

45 seguidores 198 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de agosto de 2021
Achei esse filme muito arrastado, oque acaba compensando a experiência é o elenco de peso que ele possui.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de junho de 2013
Baz Luhrmann assume, aqui, a inspiração no livro na concepção do roteiro de Moulin Rouge, que, diga-se de passagem, é bastante superior. A narração em off, sempre tão chata e preguiçosa em outros filmes, é bem usada em O Grande Gatsby, mas o filme dificilmente funciona quando o personagem que dá título à obra não está em cena. Gatsby, e toda sua irreverência e mistério, traz vida a um roteiro um tanto quanto raso. E DiCaprio está fenomenal! O ponto fraco, mesmo, é a personagem de Daisy, um tanto quanto mal desenvolvida e muito mal atuada com uma Carey Mulligan que expressa todas as emoções com uma única expressão facial. O estilo frenético do diretor, no entanto, não chega a incomodar aqui principalmente pelo uso da trilha-sonora, que não é repleta de músicas boas, mas que nas cenas, adquire um significado a mais e traz um frescor ao filme.

PS: O 3D é dispensável.
Everton C
Everton C

11 seguidores 10 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de março de 2014
Tobey Maguire interpreta Nick nessa nova versão de "O Grande Gatsby" super produção dirigida por Baz Luhrmann (Moulin Rouge), Nick aluga uma casa ao lado de uma "super mansão" local onde reside Gatsby (Leonardo DiCaprio), encantado com toda luxuria da casa ao lado e pelas festas financiadas pelo vizinho, Nick acaba tornando se "amigo" de Gatsby e passa a frequentar os luxos proporcionados pelo vizinho "milionário", entretanto Nick acaba servindo de cúpido para que Gatsby reencontre seu grande amor do passado, Daisy ( Carey Mulligan) prima de Nick e agora casada com Tom ( Joel Edgerton). Com a mão pesada de Lhhrmann o novo trabalho do diretor do chato "Austrália" e do ótimo "Moulin Rouge" consegue nesse novo trabalho juntar pontos positivos e negativos de seus filmes anteriores, a longa duração de "Austrália" as fortes cores que tomam conta da tela ao ponto de chegar a ser brega e beirar ao caricato, mas o forte do filme está no elenco, mais uma vez temos em DiCaprio uma atuação acima da média, destaque para Edgerton que toda vez que seu personagem aparece em cena torna o filme mais interessante. Na soma temos um bom filme, nada inovador na carreira de Lhurmann que segue sua rotina de filmes megalomaníacos!!
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 16 de setembro de 2013
Nada de tão maravilhoso assim,como questionaram que seria um dos melhores filmes do um filme bem roteirizado e atuações exemplares de cada de um;Leonardo DiCaprio!Todos nós já estamos acostumados com grandes atuações e grande filmes dele,no filme ele consegue manter um bom trabalho,mas nada de se tirar o chapé aparição fica por conta de Tobey Maguire,e das bem aproveitadas Isla Fischer e Carey conseguiram chamar atenção com suas belas atuaçõ mas,ainda fico com o filme de 1974.
Edson Cacimiro
Edson Cacimiro

37 seguidores 29 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 1 de julho de 2013
Lindo visualmente, com uma produção de arte caprichada, mas tem um romance que não decolou e não me convenceu. A trilha sonora também é meio fraca.
Adriano C.
Adriano C.

15 seguidores 31 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 27 de dezembro de 2014
Assim como um bom admirador do cinema reconhece quando está à frente de uma obra de Tarantino...ou à frente de uma obra de Tim Burton...um bom observador saberá reconhecer quando estiver à frente de uma autêntica alegoria de Bazz Lurhmann. O diretor prima pelos cenários elaborados...gritantes...histéricos e pelo tratamento belíssimo da fotografia...além de um clima eterno de festa. Vide Romeu + Julieta (1997) e Moulin Rouge - Amor em Vermelho (2001).
Aqui não é diferente...o lendário livro de Fitzgerald ganha contornos burlescos...e se transforma numa deliciosa ópera que retrata a ascensão da era do jazz...nos anos 20.
Cenários grandiosos , figurinos caprichados e festa...muita festa...confete e serpentina...plumas e paetês...marcam presença.
Críticas à parte...o estilo característico do diretor lembra uma obra de arte...
Prima muito pelo visual...
Tanto carnaval...como não poderia deixar de ser...dá lugar ao drama e à tragédia ( mais uma característica do diretor)...e apesar de não ser uma obra-prima...cumpre muito bem o seu papel de encher os olhos e até emocionar em alguns momentos.
Gostei.
Leandro N.
Leandro N.

23 seguidores 47 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de outubro de 2013
Trata-se de um filme com um enredo muito interessante, bem dirigido e com uma atuação muito interessante do Leonardo de Caprio. O que deixou a desejar foi a queda do enredo tornando partes cansativas, nada que comprometa o enredo como todo. Eu particularmente não gostei muito da trilha sonora, mas vale destacar que o figurino é nota 10. Pra mim houve cenas muito falhas no enredo mas nada que comprome-se o todo, é um bom filme.
Jonathan G
Jonathan G

50 seguidores 92 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de junho de 2013
O Grande Gatsby é presunçoso e adoravel, não diria que é um grande filme, mas possui suas qualidades bem como uma suntuosa direção de arte, figurinos e esplendorosa trilha sonora. São nos quesitos técnicos que "Gatsby" se encaixa como um bom filme. Ao contrario disso temos um roteiro mediano e cansativo, As interpretações estão no nivel bom ( temos um Tobey um pouco eletrizado, um Dicaprio como Dicaprio e a surpresa é Mulligan que traz uma simpatia fofa) em todo contexto "O grande Gatsby" não é tão como assim, pelo menos no filme.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa