O Grande Gatsby
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4,2
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Romualdo G.
Romualdo G.

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2,5
Enviada em 16 de julho de 2013
Crítica: O Grande Gatsby

Em meio a tanta cor, festas incríveis e figurinos deslumbrantes, a mais nova adaptação da obra de F. Scott Fitzgerald é um filme raso, sem conteúdo e resultado de um ego estético sem conceito, culpa de uma direção preocupada apenas em estilizar.
A trama se passa nos anos 20 e Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio) é milionário que vive em Long Island. Nick Carraway (Tobey Maguire) já pouco tempo se muda para próximo da casa de Jay. Carraway fica fascinado com o estilo de vida de Jay e aos poucos ele passa a frequentar o círculo de Gatsby e percebe a paixão que Gatsby nutre por Daisy Buchanan (Carey Mulligan), casada com Tom (Joel Edgerton).
É incrível como um trailer é capaz de enganar tão bem quanto ao seu conteúdo. Em termos de adaptação, podemos dizer que essa quinta versão cinematográfica é teoricamente fiel. O filme captura bem o espírito festivo e luxuoso, mas ignora completamente o conteúdo para dar um amplo espaço ao romance pouquíssimo convincente de Gatsby e Daisy.
A edição feita de cortes rápidos e frenéticos funciona muito bem para dar aquele clima ostensivo de glamour, luxo e desperdício. O problema é que a edição deixa a história muito estilizada, confusa pra quem não está habituado ao tipo de narrativa e sempre dá aquela sensação de que está faltando algo complementar entre uma cena e outra. Nem mesmo o frenesi dos cortes agrada por muito tempo, criando um grande cansaço visual.
Os cenários incríveis e o figurino maravilhoso são o que o filme tem de melhor. Muita cor, muito brilho e tudo de maneira exagerada, causam aquela sensação de encanto sublime que só Baz Luhrmann consegue fazer em seus filmes. Os anos 20 do filme é estilizado e cada cenário gigantesco tem tantos detalhes que chega a tirar nossa atenção do diálogo dos atores. A direção de Arte toda deu um duro danado e podemos perceber que O Grande Gatsby nada mais é do que uma mistura entre Moulin Rouge e Romeo + Juliet, dois filmes do próprio Luhrmann.
A trilha sonora que Luhrmann costuma acertar em seus filmes, aqui acerta-se apenas 70%. Muito difícil você encontrar uma cena que não seja embalada por uma trilha musical, mas nem sempre essa trilha funciona e o instrumental excessivo e por deveras semelhante cansa. Há 5 canções que se destacam em um ótimo casamento de cena e são elas: "100$ Bill" de Jay-Z, a regravação de Back to Black (que aqui ignora-se completamente a parte cantada por André 3000), Young and Beautiful de Lana Del Rey, Over the Love de Florence Welch e a regravação de Crazy in Love por Emeli Sandé.
A direção de Baz Luhrmann é igual a de seus outros filmes, sempre valorizando a cor dos cenários, a beleza dos atores, enfim, tudo se resume a uma estética incansável e um exercício de beleza e perfeição. O roteiro é raso e foca no romance sem graça, mas pior do que isso, ele força em coisas que são muito significativas no livro e as transforma em algo absurdamente sem razão e justificativa no filme como o Farol com a luz verde ou a placa do Oculista (repetido de maneira exaustiva). O pior de tudo é seguir a exata estrutura de Moulin Rouge, com Nick Carraway contando a história em flashback e os ângulos iguais.
O elenco também caminha em cascas de ovos, mas não se pode culpa-los visto que ninguém tem a oportunidade apropriada pra desenvolver melhor o papel do que Tobey Maguire. Maguire interpreta Nick Carraway e o ator desenvolve bem seu personagem, deixando até mesmo aquela característica santa que as outras adaptações faziam questão de forçar, mais maleável. Leonardo DiCaprio não é bom como Gatsby, apesar de sua atuação ser considerada ótima a nível de roteiro. O ator tinha tudo nas mãos pra dar vida ao personagem de maneira satisfatória e exemplar, mas por culpa de Luhrmann ele torna seu personagem menos encantador, mais cismado e menos misterioso.
Decepção maior é a interpretação de Carey Mulligan como Daisy, algo inexplicável visto o grande talento da atriz. Mulligan sabe se portar elegantemente, mas não captou a essência de sua personagem, criando apenas uma menina mimada sem olhares significativos e sem a voz doce o suficiente para convencer. Joel Edgerton é um dos destaques do elenco e convence demais como Tom, o problema é que seu personagem não tem espaço o suficiente pra se desenvolver ainda mais.
Pra fechar com chave de ouro temos as melhores atuações do elenco com as atrizes Isla Fisher e Elizabeth Debicki. Fisher interpreta Myrtle Wilson e capta tão bem a essência da personagem que é quase um crime que suas cenas sejam tão poucas, aliás as cenas quase não se justificam na sequencia final. Já Elizabeth Debicki, que interpreta Jordan Baker, entrega uma personagem fantasticamente igual ao do livro, sendo também uma pena que não tenha sido melhor explorada. Outros que se destacam são o restante do elenco de apoio que fazem um excelente trabalho.
O 3D deixa todo o visual ainda mais lindo e trabalha excelentemente bem os planos. Não se trata de um filme que há coisas saltando da tela gratuitamente, é um filme de dimensão que transporta o público para dentro e também carrega os cenários até o público. É constante o primeiro plano do cenário ficar sempre para fora da tela, enquanto os demais planos vão ganhando cada vez mais profundidade.
Os efeitos especiais não convencem e soam muito artificiais. O cenário é lindo e excelentemente bem construído, mas quando tudo é feito por 100% computação gráfica soa tão falso que chega a ser ridículo. Algumas cenas da cidade que parecem um super exercício de Matte Painting, cenas com o carro viajando num chroma key berrante e quando Daisy entra na casa e Gatsby vendo um cenário mais falso do que tudo (O pior que ainda deram um desfalque), dão aquela sensação de que o filme ainda não foi terminado, mas é muito provável que a culpa tenha sido da própria paleta de cores e a fotografia escolhida que não casou na pós-produção.
Em resumo, O Grande Gatsby é um exercício elegante de estética extremamente pop, mas não tem nenhuma dramaticidade e no geral não é crível. Baz Luhrmann se preocupou tanto com a purpurina que se esqueceu de adicionar conteúdo a sua obra, o que é realmente uma pena pois tudo ali tinha um grande potencial. Definitivamente esse filme pra mim já é a decepção do ano.
João Paulo S.
João Paulo S.

16 seguidores 6 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 5 de outubro de 2013
Um filme interessante, ótimo elenco, atuações, roteiro, cenário, sem contar que foi muito bem dirigido. Porém não é um filme que me chamou muita atenção, na minha opinião foi algo frio, esperava um pouco mais do filme. Tudo bem que é uma adaptação da literatura, mas o filme não conseguiu prender minha atenção por muito tempo.
Antonio R
Antonio R

17 seguidores 51 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 11 de outubro de 2013
Como tem acontecido com as adaptações para o cinema das obras de F. Scott Fitzgerald, mais uma vez os críticos desaprovaram. Eu como sempre discordo. Achei esta refilmagem de O Grande Gatsby quase tão boa como a de 1974 dirigida por Jack Clayton e estrelada por Robert Redford e Mia Farrow. A meu ver Leonardo DiCaprio está até melhor do que Redford e Carey Mulligan exibe uma sensualidade que não havia em Mia Farrow. A minha única restrição é quanto a trilha sonora pop marca registrada da direção de Baz Luhrmann. A década de 20 "a era do jazz" foi riquíssima em temas musicais e não merecia esta apelação.
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 8 de dezembro de 2013
É indiscutível que o livro de F. S. Fitzgerald é ótimo. Fitzgerald tentou escrever roteiros para Hollywood, mas não obteve êxito. É engraçado que este seu livro de grande sucesso não tenha obtido nesta versão (não assisti outra) uma adaptação no mínimo acertada.
Nick Carraway (Tobey Maguire) nos conta a história de Jay Gatsby (Leonardo Di Caprio), um homem que tem um passado misterioso e que acumula uma fortuna. Gatsby estabelece uma amizade com Carraway para conseguir o reencontro com seu antigo amor Daisy Buchanan (Cary Mulligan) que é prima de Carraway. Ela se encontra casada com um milionário mulherengo, porém não consegue esquecer seu amor por Gatsby.
Baz Luhrmann faz a direção e adapta esta versão para o cinema. Ao realizar uma retrospectiva de sua carreira, não consigo estabelecer uma empatia com outros títulos como Austrália, Moulin Rouge (um pouco a exceção) e Romeu + Julieta. Neste filme parece que ele não consegue esquecer estes filmes e por isso temos cenário exageradamente coloridos, música contemporânea em um filme que se passa na década de 20, tragédias, mulheres sofredoras e personagens que morrem por amor. Se o livro remete a isso tudo bem e por ser uma adaptação passará por tudo isso citado, mas o problema é passar no estilo Luhrmann. Como ele resolveu contar a história. A momentos em que não sei mais se estou em uma NY da década de 20 ou numa festa do sec. XXI. Além desses cenários exagerados a fotografia que utiliza efeitos especiais nos passa claramente uma artificialidade.
Na direção de atores também não consegue ser eficiente e o casal protagonista não consegue em nenhum momento parecer realmente apaixonados. Mulligan não consegue desenvolver seu personagem e tem certos momentos que parece mais deslumbrada com a riqueza de Gatsby do que realmente apaixonada. Não conseguimos em nenhum momento sentir algo como compaixão por ela. Di Caprio passa longe de suas boas atuações e não consegue que tenhamos qualquer empatia pelo seu personagem. Em nenhum momento o diretor consegue nos levar ao ponto de não gostar de Tom Buchanan (Joel Edgerton) e gostar de Gatsby. Isso em minha opinião se deve ao roteiro e a direção de atores, o que coube a Luhrmann e que não soube usar de forma correta. O embate entre Tom e Gatsby faz com que mais ainda não nos identifiquemos com nosso protagonista e isso para um filme em que teríamos que ter empatia com o personagem principal faz com que no mínimo não soframos nenhum impacto com qualquer coisa que aconteça com ele.
Outro ponto fraco é a narração. Por exemplo, em uma cena o narrador nos diz que se sente feliz ao fazer o único elogio a Gatsby. Em seguida a câmera filma o rosto dele mostrando a felicidade. Ora se cinema é imagem, só o simples fato de filmá-lo após o elogio já nos demonstra o quanto ele está feliz e essa explicação se torna inútil.
Ao final temos palavras que realmente nos fazem refletir, porém não nos impacta tanto, pois acabamos de assistir um filme fraco.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 6 de julho de 2013
Baseada no livro homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald, a boa notícia para aqueles que aguardavam a adaptação cinematográfica “O Grande Gatsby”, do diretor australiano Baz Luhmann, é que o filme mantém a essência principal da obra literária na qual se baseia, na medida em que a história nos é relatada pelo ponto de vista de Nick Carroway (Tobey Maguire, numa ótima atuação), com destaque para o fascínio e atração que a personagem sente pelo mundo habitado por seu vizinho Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio, também em uma ótima atuação).

Desta maneira, uma das coisas que fica subentendida pata a plateia, logo de cara, nas primeiras cenas de “O Grande Gatsby”, é que o fascínio e a atração que Nick Carroway sente não é pelo universo repleto de luxo e ganância cujo maior representante é Jay Gatsby. Ele se sente, na realidade, intrigado pela figura do próprio vizinho, que é alguém que, ao mesmo tempo, sempre aparece distante, porém muito próximo de Nick. Em consequência disso, apesar do filme dar destaque total ao milionário interpretado por Leonardo DiCaprio, a verdade é que a grande jornada do longa é a vivida por Nick Carroway.

Por meio do contato que ele estabelece com as personalidades e, principalmente, com o estilo de vida de Jay Gatsby, Tom Buchanan (Joel Edgerton, excelente), sua prima Daisy Buchanan (Carey Mulligan) e Jordan Baker (Elizabeth Debicki), assistimos às muitas transformações pelas quais irá passar Nick Carroway. No decorrer dos 142 minutos de “O Grande Gatsby” assistimos a um jovem perder completamente a sua inocência e ingenuidade e passar a ter, não só uma visão mais cínica de mundo, como também ter a noção completa de que a felicidade não está diretamente ligada a uma realidade que é, em sua aparência, perfeita – principalmente se ela tiver alguns toques de obsessão e de tragédia.

Neste ponto, é importante fazermos um adendo. “O Grande Gatsby” se passa na década de 20, quando a economia norte-americana estava em pleno progresso e oferecia oportunidades perfeitas de crescimento para tipos ambiciosos como Jay Gatsby, que tinham acabado de servir ao país na Primeira Guerra Mundial. Nick Carroway representa o outro lado dessa história: aqueles que deixavam suas pequenas cidades em busca da chance de crescimento pessoal e profissional nas grandes metrópoles urbanas. Para Nick Carroway, tudo era novo e por isso conseguimos entender o porquê de ele se envolver tanto com um mundo de roupas elegantes, de abuso de álcool e de festas de arrombas – que é típico da alta sociedade.

Por isso mesmo, “O Grande Gatsby” é um filme que se destaca pela competência de sua parte técnica. Trabalhando com colaboradores habituais como a sua esposa Catherine Martin (que é figurinista e diretora de arte) e com o compositor Craig Armstrong, o diretor Baz Luhrmann nos entrega um filme que tem um estilo exagerado – com aquelas diversas inadequações temporais típicas da filmografia do australiano – que mostra muito bem que, por trás de tanta pompa e circunstância, existia, na verdade, um enorme vazio, que era representado pela solidão de Jay Gatsby após todas aquelas festas terminarem. Apesar disso tudo, fica sempre embutido, em cada cena do filme, a sensação incômoda de que o longa teria alcançado um resultado bem melhor caso tivesse um roteiro mais coerente.
Daniel W.
Daniel W.

52 seguidores 111 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 26 de junho de 2015
e um filme com os aspectos técnicos bos como o figuriono e direção de artes ampos ganharam o oscar o filme poder tem leonardo dicaprio no elenco mais não e um filme que chame um grande público o filme poderia tem uma historia mais atrante
Erikson S.
Erikson S.

8 seguidores 20 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 28 de dezembro de 2013
Pelo barulho que foi feito em torno de O Grande Gatsby, eu esperava um grande filme, um dos melhores do ano. Porém o que eu vi foi decepcionante, um filme em que o personagem principal dedica seu amor a alguém que só pensa em status e em estar na alta sociedade - futil.
O que não entende-se também é o endeusamento em torno de Gatsby. Muito Fraco
stockl
stockl

4 seguidores 8 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de junho de 2013
O trama não é muito bom pelo trailer, mas o convence pelos atores. Todavia, esperava muito do filme que no final apenas esperei ansioso pelos créditos
Luca A.
Luca A.

1 seguidor 11 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 30 de outubro de 2014
Apesar de excitante, o novo filme de Baz Luhrmann trata-se de uma moderna, porém imparcial adaptação do clássico romance de F. Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby.
Leonardo DiCaprio tenta nos convencer em sua performance no filme e torna-se destaque, porém se vê forçado a acompanhar o desenrolar da história adaptada de uma forma sublime, porém flácida por Luhrmann.
O elenco expecional; A direção, transtornada; O roteiro, infiel. O Grande Gatsby tem uma performance técnica fantástica, porém desaponta em seu "essencial". Luhrmann, diretor de Moulin Rouge! e Austrália cria um cenário um tanto luxuoso para a história de Gatsby, criando um ar de modernização e ao mesmo tempo, de infidelidade ao livro de Fitzgerald. Vencedor de 2 Oscars (Melhor Direção de Arte e Figurino), O Grande Gatsby poderia ser um grande filme, porém é artificial, luxuoso, moderno, inventivo e propriamente inadequado quando comparado ao romance de F. Scott Fitzgerald. O filme é bom, mas faltou um tanto de capricho em sua adaptação cinematográfica. Comparado á versão de 1974, O Grande Gatsby pode ser um tanto "inovador" mas não capta a intenção inicial de sua fonte original, a versatilidade que Fitzgerald transpassa no romance. Em uma narrativa confusa e quase delinear, O Grande Gatsby é moderno, mas insensível e ultrapassado de moderno! Ou seja, o novo filme do australiano Baz Luhrmann pode ser encantador e novo, mas não surpreende o público, seus 128 minutos são intensivos, exagerados e um tanto aversivos para uma adaptação cinematográfica.
Pedro Junior
Pedro Junior

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2,0
Enviada em 9 de setembro de 2020
Filme tem seus pontos positivos, inegável a qualidade da fotografia mesmo sem o 3D. Passa um clima meio onírico para a história. Tirando isso achei o filme um conto de fadas bem arrastado e tedioso, não merece essa fama toda.
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